Juíza Edleuza Zorgetti abre processo para investigar possível participação dos servidores Maísa Ornellas e Tadeu Quirino Aburad em esquema de venda de sentença. Maísa é filha do desembargador MOA e Quirino é sobrinho do desembargador Tadeu Cury. LEIA PORTARIA

Juiza Edleuza Zorgetti abre processo contra Maísa Ornellas e Tadeu Quirino Aburad by Enock Cavalcanti

Manoel Ornellas (MOA), Edleuza Zorgetti e Tadeu e Célia Curi. Mais uma vez a venda de sentenças é alvo de apuração no âmbito do Judiciário de Mato Grosso

Manoel Ornellas (MOA), Edleuza Zorgetti e Tadeu e Célia Cury. Mais uma vez a venda de sentenças é alvo de apuração no âmbito do Judiciário de Mato Grosso

Filha e sobrinho de desembargadores são investigados por venda de sentenças

Arthur Santos da Silva, no Olhar Direto

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso publicou portaria no Diário de Justiça da última segunda-feira (14) para instaurar processo administrativo disciplinar (PAD) contra os servidores, do Fórum de Cuiabá, Maísa Izabel Saddi Ornellas de Almeida e Quirino Tadeu Teixeira Aburad, respectivamente, filha do desembargador aposentado Manoel Ornellas de Almeida e sobrinho do desembargador aposentado, José Tadeu Cury.

Conforme publicação, o procedimento deverá apurar o envolvimento de ambos em suposto esquema de venda de sentenças. O Pai de Maísa Izabel, Manoel Ornellas, foi aposentado ao completar 70 anos. José Tadeu Cury, tio de Quirino Tadeu, foi aposentado por favorecer uma loja maçônica em Mato Grosso.

A advogada Célia Cury, esposa de Tadeu Cury e, também, tia de Quirino, foi considerada a chefe de um esquema de venda de sentenças investigado durante a Operação Asafe, em 2010. Antes da Aposentadoria, o requerido no PAD teria trabalho no gabinete de seu tio. O inquérito produzido pelo Ministério Público Federal que embasou a “Asafe” ilustra o relacionamento entre os familiares. Diversas ligações telefônicas foram interceptadas, na ocasião.

Ainda segundo o Procedimento Administrativo, Maísa Isabel e Quirino Tadeu continuam lotados na comarca de Cuiabá. Foi designada a criação de uma comissão discipinar criada por três servidores para apurar, em um prazo de 60 dias, os fatos objeto da sindicância.

A portaria foi assinada pela magistrada Edleuza Zorgetti Monteiro da Silva.

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