Juiz Yale Sabo Mendes livra o deputado e atual apresentador do “Cadeia Neles”, Walter Rabello de pagar indenização de R$ 500 mil ao coronel Adailton Moraes, ex- comandante da PM-MT. Em quatro edições do programa “Olho Vivo na Cidade” (na Band), Walter Rabello acusou o coronel de abuso de poder, desvio de recursos, tráfico de drogas, assassinatos, roubo de veículos, de patrocinar ações truculentas da Polícia Militar no Araguaia e ainda de ser classificado como integrante de quadrilha de pistolagem fardada. LEIA A DECISÃO

Juiz Yale Sabo Mendes livra Walter Rabello de pagar R$ 500 mil ao coronel Adailton Moraes by Enock Cavalcanti

Walter Rabello, que hoje pontifica como apresentador do "Cadeia Neles"

Walter Rabello, que hoje pontifica como apresentador do “Cadeia Neles”

QUEDA DE COMANDO

Justiça de MT livra deputado de pagar R$ 500 mil para coronel da PM

Ex-comandante geral da PM se dizia ofendido com declarações na TV

RAFAEL COSTA
DO FOLHA MAX

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 Coronel Adailton e Walter Rabello

O juiz da 7ª Vara de Cuiabá, Yale Sabo Mendes, julgou improcedente na última quinta-feira um pedido de indenização por dano moral no valor de R$ 500 mil reivindicado pelo ex-comandante geral e coronel da reserva da Polícia Militar, Adailton Evaristo de Moraes, contra o apresentador de televisão e deputado estadual Walter Rabello (PSD) e a tambéma a TV Cidade Verde (Rede Bandeirantes). Com a extinção do processo, o militar ainda deverá pagar R$ 3 mil com pagamento de custas e honorários advocatícios.

Conforme narrado na peça processual, em 2007, em quatro exibições do programa Olho Vivo na Cidade, apresentado naquela ocasião por Walter Rabello, acusou o coronelam de cometer diversas irregularidades, como abuso de poder, desvio de recursos, tráfico de drogas, assassinatos, roubo de veículos e ainda patrocinar ações truculentas da Polícia Militar na região do Araguaia e ainda ser classificado como integrante de quadrilha de pistolagem fardada. Em sua defesa, Walter Rabello e a TV Cidade Verde alegaram que a matéria jornalística veiculada retratou apenas assuntos de domínio público, amplamente divulgados por todos os meios de comunicação, e que o conteúdo jamais colaborou para a exoneração de Adailton de Moraes do cargo de comandante da Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, pois o afastamento teria ocorrido por problemas interno da instituição.

Além disso, o deputado ressaltou que a matéria jornalística veiculada não afetou a honra de Adailton Evaristo de Moraes. “Não se detrai qualquer expressão ou alegação de prática de qualquer conduta ímproba ou ilícita, pois o fato retratou apenas assuntos de domínio público, amplamente divulgados por todos os meios de comunicação, sem qualquer comentário desairoso ou impondo qualquer adjetivo”, explicou o apresentador e ainda a emissora de televisão.

O magistrado ressaltou em sua decisão que não houve comprovação de dano moral nos autos do processo e que as informações foram divulgadas por mais de um veículo de comunicação se tornando descabida punição a uma única empresa jornalística. ““Tenho que, no caso dos autos, não restou configurada a ilicitude da conduta dos demandados, uma vez que a matéria veiculada tem cunho eminentemente informativo. Além disso, a notícia do pretenso dossiê saiu em todos os veículos de comunicação desta urbe e deste estado. Portanto, não há de se infringir apenas aos réus uma condenação”, explicou Yale Sabo Mendes.

A decisão judicial ainda observou que não houve nenhum abuso na informação veiculada pela TV Cidade Verde. “Ainda entendo que o contexto da reportagem em nada denegriu a honra ou a imagem do requerente, não lhe conferindo caráter ofensivo, e nem foi por causa de tais notícias que causaram-lhe a sua exoneração do cargo de comandante geral da Polícia Militar do nosso Estado”, completou.

 

Yale Sabo Mendes, juiz de direito em Cuiabá,  ressaltou em sua decisão que não houve comprovação de dano moral nos autos do processo e que as informações foram divulgadas por mais de um veículo de comunicação se tornando descabida punição a uma única empresa jornalística

Yale Sabo Mendes, juiz de direito em Cuiabá, ressaltou em sua decisão que não houve comprovação de dano moral nos autos do processo e que as informações foram divulgadas por mais de um veículo de comunicação se tornando descabida punição a uma única empresa jornalística

 

O coronel Adailton de Moraes comandou a Policia Militar de Mato Grosso durante o governo de Blairo Maggi

O coronel Adailton de Moraes comandou a Policia Militar de Mato Grosso durante o governo de Blairo Maggi

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