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ROMBO NA CÂMARA DE CUIABÁ: Juiz Marcos Faleiros condena Lutero Ponce, 10 anos depois, a 17 anos de cadeia. LEIA DECISÃO

Outros sete comparsas de Lutero também foram punidos: Ulysses Reiners Carvalho, Luiz Enrique Silva Camargo, Átila Pedroso de Jesus, Leandro Henrique de Arruda Axkar, Ana Maria Alves das Neves, Hélio Udson Oliveira Ramos e Marcos David Andrade

Faleiros, o juiz, Lutero, o ex-vereador

Os crimes aconteceram entre os anos de 2007 e 2008, mas só agora, 10 anos depois, o juiz Marcos Faleiros da Silva, titular da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, condenou o ex-presidente da Câmara de Cuiabá, o então vereador Lutero Ponce de Arruda a 17 anos, 8 meses e 10 dias de prisão e ao pagamento de 100 dias-multa, no valor de um salário cada dia-multa, o que totaliza R$ 95,4 mil.

O vereador, filho de tradicional familia cuiabana, foi denunciado pelo Ministério Público Estadual pelo crime de peculato, só que cometido centenas de vezes quando atuou e presidiu a Câmara Municipal de Cuiabá. Teriam sido nada menos que 558 aquisições de bens e serviços feitas de forma fracionada e fraudulenta, enquanto Lutero liderava aquela Casa de Leis.

De acordo com os promotores de Justiça, Lutero e seus comparsas montaram um esquema de simulação de compras e contratações de serviços, por meio de cartas convites e dispensas de licitações, desviando recursos dos cofres do Legislativo municipal. O rombo se aproximou dos R$ 4 milhões de reais.

Na mesma decisão, o juiz Faleiros também condenou Ulysses Reiners Carvalho, Luiz Enrique Silva Camargo, Átila Pedroso de Jesus, Leandro Henrique de Arruda Axkar, Ana Maria Alves das Neves, Hélio Udson Oliveira Ramos e Marcos David Andrade, que receberam penas entre 15 anos reclusão e pagamento de 20 dias-multa a 17 anos, 8 meses e 10 dias de reclusão e 100 dias-multa, também pelo crime de peculato e também por dispensarem licitação de forma ilegal, no âmbito da Câmara de Cuiabá. Eles formavam o grupo que atuava com Lutero em seus esquemas ilegais, de acordo com a denuncia do MP, acatada pelo magistrado Faleiros.

Conforme denunciou o Ministério Público Estadual, autor da ação, no biênio em que presidiu o Legislativo cuiabano, Lutero Ponce liderou um esquema de simulação de compras e contratações de serviços pela instituição, por meio de cartas convites e dispensas de licitações. Os réus foram acusados de, com isso, embolsar o montante de R$ 3,9 milhões à época e geraram despesas à Câmara no valor de R$ 1,1 milhão.

Juiz Marcos Faleiros Condena Lutero Ponce a 17 Anos de Prisão by Enock Cavalcanti on Scribd

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