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José Ribamar Trindade, 29 anos como repórter de Policia

José Ribamar Trindade começou a sua carreira de jornalista no ano de 1976, atuando como revisor no jornal O Liberal, em Belém, cidade em que nasceu.

No agito da redação, não demorou muito para que Trindade revelasse sua vocação para a reportagem, assumindo de cara a responsabilidade pelo setor mais desafiante em todas as redações, em todos os tempos: a reportagem de Polícia.

Trinta e oito anos já se passaram, desde então, e o repórter Trindade não perdeu seu pique, o impeto de correr teimosamente atrás da noticia.

Hoje, já é um jornalista aposentado – mas nem por isso inativo. Continua batendo ponto na redação do saite 24 Horas News, um dos pioneiros do jornalismo na internet, em Mato Grosso, onde labuta ao lado de experientes profissionais como Edilson Almeida, Jonas Silva, Valdemir Roberto e Rubens de Souza.

Além disso, alimenta na grande via o seu blogue, o Blogue do Trindade, que pode se encontrado no endereço www.blogdojotrindade.com.br

No currículo e na memória do Trindade, muitas reportagens, muitas histórias, revelando o cotidiano e personagens badalados e anônimos da comunidade cuiabana e mato-grossense.

Nessa entrevista à PAGINA DO E, José Ribamar Trindade se mostra livre, e muito solto, falando de sua atuação nas redações de Belém e de Cuiabá, de suas histórias como repórter, de suas revoltas como cidadão, do seu apego à capital de Mato Grosso e do seu amor pela mulher Jô e por sua familia tão numerosa. Trindade é pai de nada menos que 14 filhos.

Trindade também falou de sua participação na primeira greve da Policia que aconteceu em Mato Grosso. Do seu entendimento de que jornalismo tem que ser feito com ética, com “tripla responsabilidade social” – e com honestidade.

Profissional que não ficou rico atuando no jornalismo e que vive em uma residência modesta no bairro Bela Vista, Trindade reclamou do pouco que se paga, ainda hoje, nas redações cuiabanas, aos jovens profissionais da atual geração. “Não tenho nada contra gari, nada contra cobrador de ônibus mas nós, jornalistas, ganhamos igual motorista de ônibus. As pessoas que trabalham nos jornais em Cuiabá são poucos os que ganham acima de 2 mil reais”.

Sobre as grandes reportagens que marcaram sua atuação em Cuiabá, duas promessas: a de ainda há muita coisa a revelar no que se refere ao assassinato do juiz Leopoldino Marques do Amaral, barbaramente assassinado, e que teve seu corpo carbonizado em uma pequena cidade do Paraguai.

Sobre outro juiz, José Geraldo Palmeira, afastado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso da Vara de Execuções Penais e da magistratura de Mato Grosso, Trindade garante que foi um muito perseguido porque denunciava outros juízes.

Revelações sobre o assassinato de Leopoldino, a trajetória de Geraldo Palmeira e o carisma do comendador João Arcanjo Ribeiro estarão no livro de memórias e de causos que José Ribamar Trindade diz que já começou a escrever. “O pior julgamento, a pior condenação do Arcanjo foi a traição que fizeram com ele” – avalia Trindade.

Confira todas as histórias de José Ribamar Trindade no vídeo.

José Ribamar Trindade, em foto de Hegla Oleiniczak. Mesmo aposentado, o jornalista continua ativo, no saite 24 Horas News e no Blog do Trindade

José Ribamar Trindade, em foto de Hegla Oleiniczak. Mesmo aposentado, o jornalista continua ativo, no saite 24 Horas News e no Blog do Trindade

3 Comentários

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  1. - IP 200.140.96.114 - Responder

    Boa reportagem, mas faltou falar mais do caso CRISTIANE E DOS DOIS SOMBRAS UM DE MT E OUTRO MS.
    Abraço Enock.

  2. - IP 177.193.133.96 - Responder

    esse repórter tem muito o que contar. a gravação ficou longa mas a gente ouve e fica com gosto de quero mais. seria bom colocar ele no lugar do walter rabello. o pessoal da gazeta nunca pensou nisso?

  3. - IP 187.58.31.163 - Responder

    Um excelente profissional e melhor ainda como pessoa .

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