JOSÉ ORLANDO MURARO aponta semelhança entre os ratos e os norte-americanos. “Um rato, o simpático Mickey, sempre trabalhador, não fuma, não bebe, não transa, é o símbolo de uma sociedade industrial e militar que, mesmo em decadência, ainda assassina pessoas sem julgamentos, com seus “drones” não tripulados”

 José Orlando Muraro, polemista de Chapada dos Guimarães (MT), argumenta que os ratos, em qualquer sociedade tribal ou moderna, são vistos como transmissores de doenças e como uma praga, que infestam lavouras, esgotos e casas. À exceção dos Estados Unidos, que fizeram da Disneylândia uma espécie de templo para a criação de Walt Disney, Mickey Mouse.


José Orlando Muraro, polemista  politicamente incorreto de Chapada dos Guimarães (MT), argumenta que os ratos, em qualquer sociedade tribal ou moderna, são vistos como transmissores de doenças e como uma praga, que infestam lavouras, esgotos e casas. À exceção sreiam os Estados Unidos da América, que fizeram da Disneylândia uma espécie de templo para a criação de Walt Disney, Mickey Mouse.

Sobre ratos e norte-americanos

por JOSÉ ORLANDO MURARO

Há uma velha piada, em que o Instituto Osvaldo Cruz decidira trocar os ratos de experiências por advogados. Tal atitude seria justificada porque os pesquisadores se afeiçoam menos aos advogados do que aos ratos e que “…tem coisas que só advogados fazem…até os ratos rejeitam…”

Certa vez, no aeroporto em Várzea Grande, escrevi uma crônica, onde, em rápidas pinceladas, narrava a minha estranheza no fato de que o rato Mickey ser o símbolo do capitalismo americano. Trabalhador, assexuado, cumpridor das leis e coisas do tipo. Um rato como símbolo de uma sociedade industrial. Em contrapartida, o extremo do Mickey era um GATO, sempre preguiçoso, e ai vinham os exemplos: Frajola, gato Félix, o Garfield e vários outros, até o extremo do Fritz, criado por Donald Crumb que, em suas viagens com LSD, desenhou um marginal, que fumava maconha, transava da forma mais promíscua possível e xingava todo mundo.

Em todas as sociedades, existem templos dedicados a animais, tais como tigres, macacos, cobras, vacas, elefantes, e por aí segue a lista. Mas nenhum dedicado a RATOS. Tudo bem: Brasília é para ratos gigantes….de terno e gravata…. Aliás, tem sim: a Disneylândia! Os ratos sempre, em qualquer sociedade tribal ou moderna, são vistos como transmissores de doenças e uma praga, que infestam lavouras, esgotos e casas….

Os ratos compartilham com os seres humanos de uma característica ímpar: somos os únicos que atacam membros de própria espécie com objetivo de matá-los. Na natureza, os confrontos entre animais, por defesa de território ou acasalamento, sempre terminam com a derrota ( mas com vida) de um dos oponentes…..entre ratos e humanos a coisa é terminal….. visceral…

Um rato, no caso o simpático ( mas ainda assim um rato) Mickey, sempre trabalhador, não fuma, não bebe, não transa…..símbolo de uma sociedade industrial e militar, que mesmo em decadência, ainda assassina pessoas sem julgamentos, com os seus “drones” não tripulados….

E hoje a sociedade norte-americana vive um processo de AUTOFAGIA: se um garoto entediado não tem o que fazer, ele pega um fuzil e vai para uma escola matar professores e alunos….

Mas tem momentos em que a coisa para no tempo…. e fatos novos reviram os intestinos desta sociedade de assassinos em potencial. E os ratos partem para a aniquilação dos seus parceiros…

Um fato: Em 1985, um agente do DEA (Drug Enforcement Administration), a poderosa agência de combate ao narcotráfico, foi sequestrado, torturado e morto em solo mexicano. Seu nome; Henrique KIKI Camanera. O primeiro agente do DEA assassinado desde a criação da agência em 1973. Uma busca incessante culminou com a prisão de Rafael Caro Quintero, chefe do cartel de Guadalajara, preso na Costa Rica ( em 1985) e condenado a 40 anos de prisão pelo assassinato de Camanera.

Cai o pano e a vida prossegue.

Nesta semana, a cadeia de televisão Fox News colocou no ar entrevista com três poderosos do DEA que trabalharam na caçada a Caco Quintero, a saber: Hector Berrellez, ex-agente do DEA; Phil Jordan, ex-diretor do centro de Inteligência de El Paso e Tosh Plumlee, ex-piloto do DEA e da CIA. Segundo narraram, Camanera foi torturado por agentes da CIA que, inclusive, gravaram as sessões e, posteriormente, o mataram. Qual o motivo para os ratos das mais poderosas agências do globo se atacarem até o extermínio final?

Camanera atuava na localização e destruição de imensos plantios de marijuana no México. E acabou topando de frente com o hondurenho Juan Matta,que traficava drogas para o território norte-americano mas, também, em sentido contrário, recebia dinheiro da CIA que recambiava para o “contras” da Nicarágua, que lutavam contra o governo sandinista. Quando Camanera investiga a Juan Matta, o esquema todo foi descoberto e a CIA decidiu seqüestrar e matar o agente do DEA.

Agentes da CIA seqüestrando e matando um outro agente do DEA…os ratos não brincam quando decidem pelo extermínio dos da sua própria espécie…. a trama toda está no jornal espanhol EL PAIS, mas não mereceu nem uma nota de rodapé na imprensa brasileira….lógico: o jogo com a Zâmbia é mais importante…

JOSE ORLANDO MURARO SILVA é advogado em Mato Grosso
Chapada dos Guimarães
15 de outubro de 2013

1 Comentário

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  1. - IP 189.59.57.112 - Responder

    Esse Muraro precisa urgentemente ir a Viena,berço da psiquiatria, para consultar com um grupo de psiquiatras,pois um só não basta. É louquinho ,e logo estará explodindo alguma coisa ou pessoas.Cuidado!

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