Jornalistas Enock Cavalcanti e Luiz Acosta travam duelo na internet. Tudo começou com uma crítica à cobertura das eleições na OAB. Graças ao editor do MidiaJur, o debate descambou para os xingamentos

O que começou com um debate sobre a cobertura da eleição na OAB, descambou para os xingamentos, com Luiz Acosta acusando este blogueiro de chantagista

Desde que me entendo por gente, atuando em Cuiabá, Mato Grosso, sempre exercitei a crítica ao jornais e aos jornalistas. Parto do entendimento que nós, que cobramos tanto dos políticos e de outros profissionais, também devamos ser cobrados e até mesmo auto-cobrados. É evidente que não sou o dono da verdade. Procurei, no entanto, firmar um estilo. Nessa caminhada, fui perfilando aqueles que caracterizo, algo jocosamente, como meus amigos e meus inimigos. Assim como critiquei muitos jornalistas, também fui alvo de muitas críticas. Ninguém é perfeito – e a minha idéia é contribuir sempre para que os leitores, os internautas que nos lêem compreendam que não existe jornalismo neutro, muito pelo contrário. O jornalismo, hoje, se constitui em poderosa arma nas disputas pelo poder que se travam em nosso país e em nosso mundo. Tanto que não faço nada de novo quando exerço esta minha crítica pois hoje até alguns veículos a institucionalizaram, através da adoção do ombudsman, como no caso da Folha de S.Paulo.

Na semana passada, lancei mais uma de minhas críticas aos “jornais amigos e jornalistas amestrados”, tratando do caso da cobertura das eleições na OAB. Vejam que sou titular de um blogue na internet, esta PAGINA DO E e sei que não tenho condição de competir com sites e portais de muito sucesso em Mato Grosso, aliás, um Estado onde o jornalismo na internet pontifica. Procuro, então, cumprir o mais fielmente o meu papel de blogueiro, exercitando minha opinião pessoal. Sim, entendo que os blogues foram criados e se multiplicam a cada dia com este papel, o de expressar a visão do mundo de seus autores. Os blogues não surgiram para competir com emissoras de tv, jornais, portais e sites – mas para complementá-los, com essa opinião que, bem sabemos, é tão controlado no universo da mídia. A gente raramente vê, por exemplo, articulistas de esquerda ganhando espaço nos grandes veículos da mídia. Só que, nesse caso, não há mais como calá-los, porque a internet surgiu como um espaço vital para a multiplicidade de expressão.

Claro que a crítica e a auto-critica da midia sempre esbarra num poderoso corporativismo, presente em todas as categorias, e também entre jornais e jornalistas. Expressão desse corporativismo, no plano nacional, é certamente o fato de que só a Folha de S.Paulo, entre os veículos de maior estrutura, topou bancar as atividades de um crítico interno.

Bem, mas o quero, agora, é chamar a atenção para o confronto deste final de semana, entre este blogueiro e o jornalista Luiz Acosta, editor do Mídia Jur. Um debate que se travou no espaço de comentários a uma matéria que produzi sobre a eleição na OAB. O jornalista Acosta não gostou dos reparos que fiz à cobertura que o Midia Jur deu ao pedido de cassação da chapa do Maurício Aude. E partiu para o ataque. Um ataque que, no meu entendimento, descambou para os xingamentos gratuitos e mesmo criminosos contra mim. Mas que cada um interessado confira esse novo confronto entre jornalistas de Mato Grosso, acessando o link abaixo. Alguma informação e/ou formação sempre há de pintar por aí.

http://paginadoenock.com.br/a-gazeta-rompe-silencio-dos-jornais-e-sites-amestrados-moreno-quer-cassar-aude-candidato-alega-que-opositor-usa-maquina-da-oab-na-campanha-ulisses-rabaneda-garante-que-pedido-nao-passa-de-denunci/

17 Comentários

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 177.17.202.183 - Responder

    Enock, faça o favor de não me usar, e muito menos minha imagem, para satisfazer seu egocentrismo. Não vou polemizar ainda mais esse assunto que não vai me engrandecer, nem me diminuir. Passar bem…..

  2. - IP 187.54.206.29 - Responder

    Enock,

    Você não respondeu à acusação de receber sem trabalhar no gabinete da pior senadora que Mato Groso já teve.

  3. - IP 201.47.154.155 - Responder

    Jornalista deve por obrigação ser independente e sobretudo ñ aceitar empregos publicos.A partir do momento que essas premissas ñ são cumpridas ele perde o que de mais importante tem na profissão:CREDIBILIDADE!

  4. - IP 189.82.88.107 - Responder

    Nestas fotos o Enock ta parecendo o Homer Simpson e o Luiz o Pastor Silas Malafaia!

  5. - IP 177.65.147.208 - Responder

    Caro Enock
    Causa-me espécie o senhor falar em xingamentos gratuitos e criminosos sendo que a matéria assinada por você chama jornalistas dos sites Ohar Jurídico e MidiaJur de “amestrados” baseado em suas próprias deduções, afirmando com insinuações baixas e desrespeitosas que estaríamos escondendo fatos. O “furo” que o senhor deu não passava de uma matéria parcial e sensacionalista sobre um fato que todos conheciam: ambos os candidatos queriam se impugnar, assim como impugnar membros das chapas, como noticiado no MidiaJur no dia 12 de novembro, de maneira imparcial, pois esta é a postura do site e o senhor bem sabe disso. Acho louvável a postura de blogs no estilo que o senhor se propôe a fazer, que se afirmam independentes e querem mostrar um lado não tão imparcial e mais opinativo dos fatos, pois contribuem para a formação de criticidade no leitor, mostrando lados, versões e outros horizontes sobre os acontecimentos. No entanto, quando se quer cobrar respeito, transparência, honestidade e profissionalismo de órgãos e pessoas públicas, no seu caso em especial do mundo jurídico e político, deve-se no mínimo dar o exemplo. Afirmar e julgar pessoas sem provas, insinuar despautérios de colegas de profissão publicamente na tentativa de denegrir a imagem alheia para se destacar e ofender jornalistas de forma gratuita não é o que chamo de “dar o exemplo”. Crítica exige responsabilidade e respeito. Quando esses requisitos não são preenchidos, acredito que o bom jornalismo não está sendo aplicado e deve-se repensar nas posturas adotadas, caso contrário, pode-se cair no mundo da imprensa marrom e do sensacionalismo barato.
    Caso queira responder meu comentário, peço que o faça com o mesmo respeito com o qual eu postei, sem insinuações, ataques e outros artifícios de baixo nível.
    Respeitosamente
    Lucas Rodrigues
    MidiaJur

  6. - IP 177.64.245.94 - Responder

    Oh, Lucas Rodrigues, voce escreve como se falassse com um ogro que estaria por aqui sempre pronto a devorá-lo. Prezo em ser um homem civilizado, sempre guiado por aquele preceito de Rosa de Luxemburgo segundo o qual a verdadeira liberdade é a liberdade de quem discorda de você. Espero que voce, que imagino ser um jovem repórter, se informe melhor sobre Enock Cavalcanti. E não passe a apaludir os xingamentos criminosos do Luizinho Acosto só porque convive com ele e não consegue se livrar das malhas do cumpadrio. Como bem disse o senador Pedro Taques, o limite da amizade é a legalidade. É evidente que quando falo de jornais e sites amestrados estou falando de atitudes empresariais, de decisões que são adotadas pelo donos de jornais e sites – e não por seus repórteres e redatores. Quando se promove esta confusão é para tentar isolar o crítico, que sou eu. O que ataco são os vícios conhecidos de nossa imprensa que, quando voltei para cá, em 2006, não pautavam os processos contra Riva e muito menos a corrupção que se denunciava no Judiciário e veio a furo no Escândalo da Maçonaria. Hoje, seis anos depois do surgimento da PAGINA DO E, com méritos ou sem méritos, bancando o chato de galocha ou não bancando, mas exercendo sempre este papel de cobrador da atuação alheia na midia, nos conseguimos mudanças importantes não só na midia mato-grossense como na própria estrutura de nossa sociedade, com a depuração que se conseguiu no Poder Judiciário. E não fui só eu, foi evidentemente uma pressão de toda a comunidade, pressão que se deu a partir da blogosfera e também de dentro da redação, com a atuação de pessoas como a blogueira Adriana Vandoni e a repórter Caterine Piccioni, só para citar alguns. É uma pena que a memória desta batalha se perca e voce, nobre Lucas, e outros jovens jornalistas que estão entrando agora nela, não saibam tão pouco do que foi o Secomgate e do que era o domínio do comendador Arcanjo sobre a nossa mídia, só para citar duas antigas realidades de muito peso. Não pense que é pessoalmente muito desgastante travar estas batalhas, mas a gente faz destas coisas quando tem amor pela profissão. São constantes as informações que recebemos, de jornalistas como você, impedidos e mesmo despedidos das redações, apenas por tentar valer a sua opinião, o seu entendimento de uma matéria. O Midianews e o Olhar Direto, dois sites importantes e fundamentais na nossa blogosfera não estão, todavia, isentos de questionamentos críticos e foi isso o que fiz, na questão fundamental do pedido de cassação. Claro que eu também não posso fugir às criticas e para isso sempre estive por aqui, de peito aberto. Não seja tolo, prezado Lucas, de querer me dizer que a matéria do dia 12 tratava do pedido de cassação que gerou toda esta troca de gentileza. No mais, como em outras regiões já acontece, a nossa imprensa mato-grossense, com o impacto cotidiano de sua atuação em meio à conjuntura política e administrativa de nosso Estado, muitas das vezes colaborando com a distorção e manipulação dos fatos, já está por merecer, ela mesmo, uma cobertura mais constante. Quando se abrem espaços como este, do confronto do editor do MidiaJur com este humilde blogueiro, não é à toa. É porque a mídia já se tornou por demais importante para a definição mesmo dos fatos. Ainda mais uma mídia agil, elétrica, fulminante, como é a mídia eletrônica. Quanto ao conceito de jornalista amestrado não creio que seja criminoso como dizer que um jornalista é chantagista. Amestrado são todos aqueles que atenuam a investigação dos fatos para favorecer algum tipo de pessoa ou de posicionamento. Cabe perfeitamente exercer este tipo de avaliação num debate democrático. Para fugir deste tipo de enquadramento, nada melhor que lançar mão não de xingamentos mas de bons argumentos. É tudo que quero.

  7. - IP 187.55.191.225 - Responder

    Enock,

    Considerando a sua definição de amestrado, podemos dizer que você é amestrado quando o assunto é a atuação política da Serys? Ou quando você a taca o ministro Joaquim Barbosa?

  8. - IP 201.67.3.153 - Responder

    Justiça seja feita: o Sr. Enock nunca escondeu sua militância petista ( partido igual a todos os outros ) e nunca corroborou com nada de errado que o partido dos trabalhadores ou qualquer outro tenha cometido. Quanto a ex senadora Serys, pode-se gostar ou dela como pessoa ou de sua atuação política, mas seu caráter é ilibado. Destesto o PT, PARTIDO CORRUPTO como todos os outros, mas reconheço, como nos outros partidos também, algumas pessoas honradas. Prefiro alguns excessos do Sr. Enock, Sra. Adriana ( quer por sinal estou com saudades de ler em seu blog ), a leniência, omissão, cumplicidade, rabo preso, covardia, precificada e tantos outros adjetivos que caracterizam a imprensa matogrossensse.

  9. - IP 201.67.5.77 - Responder

    Carlos Eduardo, voce pode dizer o que quiser do que escrevo. Você é livre para isso. Interessa à PAGINA DO E o debate democrático. Eu rebaterei com outros argumentos, não com xingamentos. Veja que este é um espaço de opinião pessoal inteiramente sob a minha responsabilidade – mas a idéia é interagir com as pessoas que devem também assumir as suas responsabilidades quando extrapolam os limites da legalidade, como no caso do editor do Midiajur.. Falar sobre a atuação política da Serys, por exemplo, será sempre um prazer já que não houve mulher, na política de Mato Grosso que igualasse, até agora, a sua importancia. Não foi à toa que ela foi vítima de trama no caso dos sanguessugas como já havia sido vítima de trama quando o jornal A Gazeta e o então deputado Sérgio Ricardo tentaram envolvê-la no atentado sofrido pelo ex-dirigente do PT Sivaldo Dias Campos. E tudo isto não se trata de suposição porque há volumosos processos na Justiça tratando destas questões, se bem que desconsiderados pela pauta de nossa gloriosa mídia. Quanto ao ministro Joaquim Barbosa,tenho me perfilado ao lado daqueles que questionam o uso da teoria do dominio do fato para enquadrar e punir os réus do processo do Mensalão. Não é uma posição esdrúxula, já que esposada por diversos mestres do Direito em nosso País, além de diversas personalidades. No boje desta questão, aparece também a discussão do controle da mídia, que não se trata de censura a conteúdo jornalistico mas de questionamento quanto a concentração de poder nas mãos de poucas famílias e de muitos políticos, pelo Brasil afora. No mais, são posições sempre abertas ao livre questionamento. Parabenizo sempre os internautas que participam cotidianamente da formulação desta PAGINA DO E. Entendo que a preocupação de todos nós é demonstrarmos que não estamos nesta vida só para passeiar.

    • - IP 201.49.159.68 - Responder

      A intenção é apenas demonstrar que não existe jornalismo imparcial, então chamar de amestrados aqueles que defendem outras posições acho que é uma agressão muito séria.
      Não vou nem discutir Serys, pois já é carta fora do baralho.
      Controle da mídia como proposto pelo PT é censura sim.
      Você que fala tanto em democracia e liberdade de expressão, nunca se dignou a escrever, sequer uma linha, em defesa da blogueira cubana, perseguida pelo infame regime castrista. Aliás, não é possível entender como uma pessoa possa ser democrata e defender a ditadura cubana.
      Para isso lançam mão de eufemismos, chamam de ditadura militar (e foi mesmo) o regime militar brasileiro e de regime cubano a ditadura (com mais de 50 anos de idade) da ilha caribenha.
      Faça uma autocrítica e verá que você tem agredido a muita gente, com sua mania de rotular todos os pensamentos contrários aos seus.

      Um abraço.

  10. - IP 177.172.126.44 - Responder

    O BOM DE TUDO ISSO É QUE, ENQUANTO OS CÃES LADRAM AS CARAVANAS PASSAM. AGORA, É SÓ ESCOLHER OS CÃES E RESPECTIVAS CARAVANA S.GRANDE ABRAÇO, ENOCK!

  11. - IP 201.34.221.253 - Responder

    Enock e Luiz Acosta , resolvam isso civilizadamente : Joguem ambos uma cabeça de bode assada em frente a casa um do outro como foi feito com o Mahon e pronto.

  12. - IP 201.88.56.100 - Responder

    quanta insanidade

  13. - IP 201.71.176.248 - Responder

    O assunto é um trem besta: eleição na OAB, e, certamente interessa a uns dois mil advogados, se tanto, e a menos de cem pessoas de outras áreas que não os servidores do judiciário. É claro que esse é o nicho do jornalista Enock, também advogado, e blogueiro, e daí seu interesse em botar pressão no assunto, e o choque com o formal Midiajur. Agora, do meu lado acho que quanto mais os advogados se lançarem nessas disputas fratricidas pelo domínio da OAB mais fraca será a influência desses profissionais nos negócios em Cuiabá, e aí se reduz a força dos maçons no Judiciário, se reduz a percepção social do endeusamento que os advogados cultivam orgulhosamente, se reduz o bacharelismo no serviço público mato grossense e, enfim, teremos trabalho de verdade e não firulas entre compadres. Quanto a rusga entre os dois, Luiz Acosta e Enock Cavalcanti, entendo a posição dos dois, porém, está claro que um dos dois nem deveria ter entrado nessa discussão, porque não lhe é favorável, simplesmente porque os blogues são espaços opinativos, de discussão, de botar prá fora o que atormenta o vivente. Mesmo estando no seu ambiente Enock, e tendo uma infinidade de e-leitores, e colegas bloqueiros, aposto como tu estás com amargor no estômago, como se precisasse de reconhecimento do Luiz Acosta, como um oi qualquer, ou mesmo de outros ois solidários. O jeito é aguentar o tranco deste feriadão.

  14. - IP 177.65.158.212 - Responder

    No olhar direto o Pio da Silva paga patrocinio, assim se vc clica na noticia do Aude, aparece um banner com o nome do Izonildes. No midiajur existem travas, assim como no olhar juridico. As travas custam dinheiro, senao nao publica a materia. Ha sim jornalistas amestrados, como abestados e os que divagam em suas utopias, porem ha gente seria no jornalismo. Quanto ao Riva, este eh sim omais processado e processo nem sempre significa condenacao. Quanto a campanha da OAB esta uma vergonha, um representa um grupo que ha anos usa a Ordem, outro tem um projeto pessoal insuflado pelo Faiad (a prova esta na visita q fez ao escritorio para pedir nomes para compor a chapa) e o terceiro, nasceu de um grupo de gente seria, porem se tornou vaidoso e permitiu q velhas praticas da situacao brotassem na sua campanha. Ah esqueci do outro q quer ser candidato em 2015, nem q custe varios bodes!

  15. - IP 189.59.39.83 - Responder

    Tanto bate boca,para nada,pois faz muito tempo que a OAB nada representa para a sociedade nem como referencia etica e moral,pois se existe uma profissão desgastada e desmoralizada essa é a de advogado.basta ver quantos advogados foram cassados pela ORDEM,e quantos advogados foram manchetes de paginas policiais só este ano, e até agora nenhum prestigioso membro foi punido por esta corporativa organização

  16. - IP 177.41.81.41 - Responder

    Muito deselegante da parte do jornalista Luiz Acosta , isso mostra o despreparo de um profissional que pode estar a mando de alguem . Creio que o Jornalista Luiz Acosta se esqueceu das boas praticas da vizinhança

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

4 + três =