TCE - NOVEMBRO 2

Coronel Zaqueu Barbosa nega ter dito a Mauro Zaque que Zé Pedro Taques pediu escutas ilegais. Zaqueu, vejam só, responsabilizou o cabo Gerson Correa Junior

Zaqueu não confirma ter dito que Taques pediu escutas ilegais

Gcom-MT
Zaqueu não confirma ter dito que Taques pediu escutas ilegaisEx-comandante-geral da PM, coronel Zaqueu Barbosa, preso por grampos ilegais

ALEXANDRE APRÁ ALEXANDRE APRÁJornalista, diretor do blog Isso É Notícia

O ex-comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Zaqueu Barbosa, negou, em depoimento nesta terça-feira (27), ter dito que fez interceptações ilegais a mando do governador Pedro Taques (PSDB).

A suposta declaração teria sido feito em uma visita que Zaqueu fez antes de ser exonerado à casa do ex-secretário de Segurança Pública, promotor de Justiça Mauro Zaque.

Segundo ele, Zaque, então secretário de Segurança, lhe disse: “Zaqueu, você será exonerado por estar fazendo a coisa errada”.

O coronel, segundo o depoimento, disse que pediu para Zaque ser mais claro. “Ele disse, então, que eu estava fazendo interceptação telefônica”.

Zaqueu na sequência, afirmou que o também promotor de Justiça Fábio Galindo, então secretário-adjunto de Segurança, “sabia que a atividade era legal, pois estavam interceptando policiais militares com desvio de conduta”.

Em outro trecho da conversa no prédio do promotor de Justiça, o coronel Zaqueu afirmou “que não confirma e nem se recorda de ter dito nesta conversa: ‘Assumo o que fiz. Pode marcar para semana que vem a passagem de comando. Mas tem um detalhe: tudo o que fiz foi a mando do governador, e desde a campanha eleitoral”.

Ele também disse não se recordar se Zaque afirmou, no encontro em seu edifício, que o governador Pedro Taques (PSDB) iria exonerar também Paulo Taques; então secretário chefe da Casa Civil.

FONTE ISSOÉ NOTICIA

 

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ARAPONGAGEM


Zaqueu nega participação de governador

Coronel responsabilizou o cabo Gerson Correa Junior como o principal responsável pelas interceptações telefônicas clandestinas no âmbito da PM 

ARQUIVO

PABLO RODRIGO

DO DIÁRIO DE CUIABÁ

O ex-comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel Zaqueu Barbosa, responsabilizou o cabo Gerson Correa Junior como o principal responsável pelas interceptações telefônicas clandestinas no âmbito da PM de Mato Grosso. Segundo Zaqueu, o cabo era o responsável por todos os relatórios das interceptações e ter escolhido os militares que atuaram no “núcleo” das interceptações em uma sala comercial fora do Comando Geral da PM e da Casa Militar.

No documento de dez páginas obtido pelo Diário, Zaqueu Barbosa explica que o Cabo Gerson é que assinava os relatórios e que nunca ouviu qualquer áudio das pessoas interceptadas.

O ex-comandante da PM também negou “que as interceptações telefônicas tenha sido a mando do governador Pedro Taques desde a campanha eleitoral e que o início dos trabalhos se iniciaram em setembro de 2014, antes da troca de comando”, diz trecho do depoimento de Zaqueu Barbosa na última terça-feira (27).

O depoimento também explica que as interceptações telefônicas se iniciaram antes mesmo do termo de cooperação técnica entre o Ministério Público Estadual e a Policia Militar, por questões técnicas e de efetivos, já que a composição da equipe do serviço de inteligência da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) só se concretizou após a posse do governador em janeiro de 2015.

Zaqueu Barbosa também garantiu que nunca recebeu ordens do coronel Evandro Lesco e do atual secretário de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), coronel Siqueira Júnior, sobre interceptações e disse também não ter conhecimento se Gerson compartilhava as informações com Lesco, que era o chefe da Casa Militar e foi afastado após ser preso na última sexta-feira (23).

Zaqueu Barbosa também garantiu que nunca recebeu ordens de Lesco e do atual secretário de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), coronel Siqueira Júnior.

Zaqueu Barbosa também disse temer pela sua vida e pela vida de sua família e reclamou da segurança noturna do Batalhão de Operação Especial da Polícia Militar de Mato Grosso (BOPE/MT) localizado na Avenida do CPA, bairro Centro América.

Ele está preso desde o dia 23 de maio, apontado como o mandante do escritório clandestino de espionagem. Na ocasião o cabo Gerson Correa também foi detido.

O esquema veio à tona em maio deste ano com a revelação de que números telefônicos pertencentes a deputada estadual Janaina Riva (PMDB), do desembargador aposentado José Ferreira Leite, um assessor do desembargador Marcos Machado e Kely Arcanjo Ribeiro Zen, filha do ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro, além de jornalistas, advogados e servidores públicos, foram inseridos no grampos pelo método “barriga de aluguel”.

A denúncia foi oficializada à Procuradoria Geral da República (PRG) pelo promotor de justiça Mauro Zaque, em janeiro deste ano. Exatamente um ano e um mês após ter pedido demissão do cargo de secretário de Segurança Pública do Estado (Sesp). 

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