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JORNALISTA ADEMAR ADAMS: Que moral tem Zé Pedro Taques e José Medeiros para pregar contra a corrupção e a má política se seus mandatos foram forjados numa grosseira e imoral fraude eleitoral?

Zé Pedro Taques e José Medeiros

Zé Pedro Taques e José Medeiros

Eleições de 2010

A fraude e os falsos moralistas

POR ADEMAR ADAMS

Uma decisão da Ministra Maria Thereza do TSE, de 16 de fevereiro último, sopra as brasas da fraude que Pedro Taques e José Medeiros proporcionaram nas eleições ao Senado de 2010.

Vamos relembrar: No curso daquela eleição ao senado a chapa de Taques tinha como suplentes Zeca Viana e Paulo Fiuza. Zeca desistiu e Fiuza passou de 2º para 1º suplente e um desconhecido, José Medeiros, foi convidado para 2º suplente. Foi o que decidiu a convenção. Seguiu-se o pleito.

Na propaganda na TV a ordem era essa, com Paulo Fiuza na primeira suplência. Qual foi a surpresa deste quando no seu ato de votar, viu que na cédula ele constava como segundo suplente.

Teria então procurado Pedro Taques e apontando o erro. O então brizolista ex-procurador da República pediu que ele ficasse quieto para não prejudicar a eleição e apuração. Assegurou que depois ele recolocaria as coisas no devido lugar. Fiuza, ingênuo, acreditou. Depois não foi bem orientado sobre as firulas dos processos judiciais no campo eleitoral.

Taques foi eleito e o tempo foi se passando sem que Fiuza tomasse as providencias, tanto no ramo eleitoral quanto no penal, pois a fraude era caso de polícia federal.

Esse tumor veio a furo quando em entrevista em 7/12/2010, o deputado Valtenir Pereira declarou que a sua assinatura na Ata da coligação que tratou da alteração da chapa, era falsa.

Bem, de toda a sorte de processos que podem ter havido, este que citei no início, foi  a ação de impugnação de mandato eletivo, “AIME” para os íntimos, proposta pela coligação do PT e pelo candidato derrotado Carlos Abicallil.

O relator, José Blaszak, seguindo a jurisprudência do TSE, julgou que a ação escolhida era inadequada para o caso, pois a tal da AIME só caberia para fato ocorrido no dia da eleição. E como o fato veio à público antes da diplomação, a ação correta a ser proposta seria Recurso Contra Expedição do Diploma-RCD.

E assim, devido a estas firulas, e a falta de tarimba dos juristas constituídos, a AIME foi julgada extinta sem adentrar ao mérito da causa.

A perícia na Polícia Federal, foi autorizada e desautorizada, sabe Deus, porque e como. A fraude era o cerne da questão e deveria ser o primeiro fato a ser comprovado ou não.

No TSE

Ação de 2010 julgada no TRE-MT em 2014, teve voto monocrático da Ministra Maria Thereza no TSE pelo retorno do processo ao TRE-MT para prosseguimento. Em consulta no andamento do processo no TSE se constata que foi interposto Recurso de Agravo Regimental para o Pleno daquela Corte Superior.

Assim, até retornar a Mato Grosso após o nosso lerdíssimo Eleitoral julgar lá em Brasília, o mandato em questão terá terminado há muito. Nesse andar de cágado restou o mesmo termo, sem o assento, o interesse público e a justiça.

O voto da Ministra no Recurso Especial interposto se fundou em novo entendimento do Tribunal Superior Eleitoral que alargou a abrangência da AIME e também busca salvaguardar a normalidade das eleições contra todo tipo de fraude, corrupção e abusos. O novo entendimento da Corte Superior busca corrigir todos o tipo de fraude à vontade do eleitor.

Importa também apontar outra mudança de interpretação do TSE quanto a quem atinge um fraude envolvendo os suplentes. Agora a fraude atinge toda a chapa, de forma que reconhecida a fraude, que dizem ser grosseira, toda chapa fica maculada. E assim, se acolhida a AIME no mérito, o mandato não vai mais para Fiuza, mas sim para o candidato do PT, Carlos Abicallil.

Personagens

Mas como teria se dado essa fraude?

Quando Zeca Viana desistiu de ser suplente de Taques, já desiludido com a figura do ex-procurador, a escolha do segundo suplente recaiu sobre um desconhecido membro do PPS (antes PCB) com base política em Rondonópolis, sob o jugo do espertíssimo Perfival, que não é o “inocente casto” da ópera que lhe dá o nome…

Se a escolha de Medeiros como segundo suplente já era muito, para o homem da ópera, dava para conseguir mais. E assim, contando com a ajuda de quem tinha a missão de elaborar a documentação para o TRE, a troca dos suplente foi uma artimanha simples. Além do mais, a muitos parecia distante a chance de Taques ser eleito.

Pedro Taques alega e alegará sempre que a arte da fraude não foi sua. Mas como acreditar, se o responsável pela documentação da coligação era um advogado, que além de ser seu parente, ainda é o homem forte do seu governo. E o atual governador já adotou a tese do “domínio do fato”, pelo menos para ser usada contra o PT.

E aí vemos hoje dois pontas de lança do golpismo a pregar contra a corrupção e a má política. Que moral tem Taques e Medeiros, se seus mandatos foram forjados numa grosseira e imoral fraude eleitoral?

Aliás, se igualam até como vira-casaca:

Um eleito pelo PDT brizolista,

Virou tucano golpista.

O outro, PPS, antes comunista,

Vai ser PMDB, e pior, bezerrista…

 

ademar adams

 

Ademar Adams é jornalista em Cuiabá-MT

 

4 Comentários

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  1. - IP 189.114.52.80 - Responder

    Ao invés de fofocar dos outros que tal falar sobre a corrupção que a sua esquerda foi protagonista ,como a maior do MUNDO.CARA DE PAU!

    • - IP 189.59.69.253 - Responder

      Cara de pau é um covarde anônimo achar que pode ter razão em qualquer assunto. V.a.m.

  2. - IP 187.123.4.235 - Responder

    É mais , éééééée´….
    É que tem as muié do grelo duro….
    Por que o grelo duro…….
    E o grelo duro que tem as muié….. ( by lulla)
    Explicar o que disse o delcidio em delação que é bom nada.

  3. - IP 179.217.122.1 - Responder

    Que moral tem o Ademar Adams para falar de corrupção se ele sempre se calou diante da corrupção do PT????

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