PREFEITURA SANEAMENTO

JORNALISMO NO ESGOTO: Depois de morto, o “samurai” Luiz Gushiken, fundador do PT, líder bancário e ministro do governo Lula, derrota a revista “Veja” que, segundo o desembargador Antonio Vilenilson, do TJ-SP, produz “falácias de doer na retina”. Editora Abril condenada a pagar R$ 100 mil à famÍlia de Gushiken. LEIA A DECISÃO.

TJ-SP condena revista “Veja” a pagar indenização de R$ 100 mil à familia de Luiz Gushiken by Enock Cavalcanti

 

Em sua última fase de vida, Luiz Gushiken recebe visita do companheiro petista, o economista  Eduardo Suplicy, no hospital em que estava internado. Ele morreu vitima de câncer e não viveu para ver a revista "Veja" agora ser punida por algumas das seguidas inverdades que levantou contra ele, em sua permanente e persistente campanha contra o partido e suas lideranças

Em sua última fase de vida, Luiz Gushiken recebe visita do companheiro petista, o economista Eduardo Suplicy, no hospital em que estava internado. Ele morreu vitima de câncer e não viveu para ver a revista “Veja” agora ser punida por algumas das seguidas inverdades que levantou contra ele, em sua permanente e persistente campanha contra o partido e suas lideranças

 

 

Depois de morto, Gushiken derrota ‘Veja’: o caso das falsas contas no exterior

“A Veja dá a entender que não eram fantasiosas as contas no exterior. E não oferece um único indício digno de confiança. Infere, da identidade dos acusadores e dos interesses em jogo, a verdade do conteúdo do documento. A falácia é de doer na retina.” (trecho da sentença que condenou “Veja”)

por Rodrigo Vianna, no seu blog ESCREVINHADOR

http://www.rodrigovianna.com.br/radar-da-midia/depois-de-morto-gushiken-derrota-veja-o-caso-das-falsas-contas-no-exterior.html

Quase oito anos se passaram. A Justiça levou tanto tempo para ser feita, que a vítima dos ataques covardes já não está entre nós. Fundador do PT, bancário de profissão, Luiz Gushiken foi ministro da SECOM na primeira gestão Lula. Por conta disso, teve seu nome incluído entre os denunciados do “mensalão” (e depois retirado do processo, por absoluta falta de provas)…

Mas os ataques de que tratamos aqui são outros. Em maio de 2006, a revista “Veja” publicou uma daquelas “reportagens” lamentáveis, que envergonham o jornalismo. A torpe “reportagem” (acompanhada de texto de certo colunista que preferiu se mudar do Brasil – talvez, por vergonha dos absurdos a que já submeteu os leitores) acusava Gushiken de manter conta bancária secreta no exterior. Segundo a publicação da editora Abril, os ministros Marcio Thomaz Bastos, Antonio Palocci e José Dirceu (além do próprio Lula!) também manteriam contas no exterior.

Qual era a base para acusação tão grave? Papelório reunido por ele mesmo – o banqueiro Daniel Dantas. A “Veja” trabalhou como assessoria de imprensa para Dantas. Da mesma forma como jogou de tabelinha algumas vezes com certo bicheiro goiano. Mas mesmo ataques vis precisam adotar alguma técnica, algum rigor.

No caso das “contas secretas”, não havia provas. Havia apenas o desejo da revista de impedir a reeleição de Lula. O vale-tudo estava estabelecido desde o ano anterior (2005) – com a onda de “denuncismo” invadindo as páginas (e também as telas – vivi isso de perto na TV Globo comandada por Ali Kamel) da velha imprensa.

Pois bem. Gushiken processou a “Veja”. O trabalho jurídico (árduo e competente – afinal, tratava-se de enfrentar a poderosa revista da família Civita) ficou por conta do escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Sociedade de Advogados – com sede em São Paulo. Em primeira instância, a revista foi evidentemente derrotada. Mas a Justiça arbitrou uma indenização ridícula: 10 mil reais! Sim, uma revista que (supostamente) vende 1 milhão de exemplares por semana recebe a “punição” de pagar 10 mil reais a um cidadão ofendido de forma irresponsável. Reparem que este blogueiro, por exemplo, que usou uma metáfora humorística para se referir a certo diretor da Globo (afirmando que ele pratica “jornalismo pornográfico”), foi condenado em primeira instância a pagar 50 mil reais a Ali Kamel! E a “Veja” deveria pagar 10 mil… Piada.

Mas sigamos adiante na história de Gushiken. O ex-ministo recorreu ao Tribunal de Justiça de São Paulo. Antes que os desembargadores avaliassem a demanda, Gushiken morreu. Amigos mais próximos dizem que o estado de saúde dele  (Gushiken lutava contra um câncer) se agravou por conta dos injustos ataques que sofreu nos últimos 8 anos.

Gushiken morreu, mas a ação seguiu. E os herdeiros agora acabam de colher nova vitória contra “Veja”. O TJ-SP mandou subir a indenização para 100 mil reais, e deu uma lição na revista publicada às margens fétidas da marginal.

O desembargador Antonio Vilenilson, em voto seguido pelos demais desembargadores da Nona Câmara de Direito Privado do TJ-SP (apelação cível número 9176355-91.2009.8.26.0000), afirmou:

“A Veja dá a entender que não eram fantasiosas as contas no exterior. E não oferece um único indício digno de confiança. Infere, da identidade dos acusadores e dos interesses em jogo, a verdade do conteúdo do documento. A falácia é de doer na retina.”

Quanto aos valores, o TJ-SP sentenciou:

“A ré abusou da liberdade de imprensa e ofendeu a honra do autor. Deve, por isso, indenizá-lo. No que diz com valores, R$ 10.000,00 não condizem com a inescusável imprudência e com o poderio econômico da revista. R$ 100.000,00 (cem mil reais) atendem melhor às circunstâncias concretas.”

Chama atenção que a Justiça tenha levado 8 anos para julgar em segunda instância (portanto, há recursos possíveis ainda nos tribunais superiores) caso tão simples. O “Mensalão” – com 40 réus na fase inicial – foi julgado antes.

A Justiça é rápida para julgar pobres, pretos, petistas. E eventualmente é rápida também para punir blogueiros que se insurgem contra a velha mídia. Mas a Justiça é lenta para punir ricos, tucanos e empresas de mídia.

De toda forma, trata-se de vitória exemplar obtida por Gushiken – que era chamado pelos amigos mais próximos de “samurai”…

E falando em samurais, há um ditado oriental que diz mais ou menos o seguinte : submetido ao ataque de forças poderosas, o cidadão simples deve agir como o bambu – sob ventania intensa pode até se inclinar, mas jamais se quebra.

O “samurai” ganhou a batalha. Inclinou-se, ficou perto de quebrar-se. Mas está de pé novamente. E é de se perguntar, depois da sentença proferida: quem está morto mesmo? Gushiken ou o “jornalismo” apodrecido da revista ”Veja”?

Nunca antes na história desse país, o Judiciário adotou expressão tão precisa e elegante para descrever fenômeno tão abjeto: a revista da família Civita produz “falácias de doer na retina”. E não são poucas.

——————–

E A EDITORA ABRIL JÁ FORA CONDENADA EM OUTRO PROCESSO MOVIDO POR GUSHIKEN

VEJA É CONDENADA A INDENIZAR GUSHIKEN POR DANOS MORAIS

:

Revista terá de pagar R$ 20 mil ao ex-secretário do governo Lula por uma nota publicada na coluna Radar, em 2006, que dizia que ele jantou com o empresário Luís Roberto Demarco e dividiu uma conta de R$ 3,5 mil, pagando a sua parte em dinheiro; informações não foram comprovadas

 

8 DE JUNHO DE 2013

 

Conjur – A revista Veja foi condenada a pagar R$ 20 mil de indenização por danos morais ao ex-secretário de Assuntos Estratégicos do governo Lula, Luiz Gushiken, por uma nota publicada na coluna Radar, em 2006, que dizia que ele jantou com o empresário Luís Roberto Demarco e dividiu uma conta de R$ 3,5 mil, pagando a sua parte em dinheiro. Para a 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo, a revista excedeu os limites da informação, opinião e de crítica, ao trazer informações que não foram comprovadas apenas para transmitir uma imagem de esbanjamento.

Na coluna Radar, o jornalista Lauro Jardim informou que “Gushiken revelou-se requintado… Serviu-se de uma garrafa de Grand Vin de Chateau Latour, safra 1994, um tinto apreciadíssimo. O néctar do Pauillac custa 2.990 reais a garrafa. Depois, o ‘China’ acendeu um charuto cubano… Total da brincadeira: 3.500 reais. A conta foi paga em dinheiro vivo, rachada entre os dois”. Na edição seguinte, a revista colocou nota de Gushiken, que admite que jantou no restaurante Magari com Demarco, como informou a coluna.

A notícia, segundo a defesa da revista, seria para trazer uma “reflexão sobre a distância que se verifica entre a postura adotada pelos militantes do PT e o seu discurso”. A defesa do petista, porém, feita pelo escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Sociedade de Advogados, apresentou um cupom fiscal referente à refeição de duas pessoas, totalizando R$ 362,89, pagos com cartão de crédito, segundo contou em seu voto o juiz substituto em segundo grau Alcides Leopoldo e Silva Júnior, relator do recurso no tribunal. O recibo de cartão de crédito entregue pelo restaurante, contudo, não tem o nome do cliente.

Em primeira instância, Gushiken havia perdido a ação. A defesa da revista Veja, feita pelo advogado Alexandre Fidalgo, da banca Espallargas Gonzalez Sampaio Fidalgo Advogados, vai recorrer.

Alegando o sigilo de fonte, a revista e o jornalista Lauro Jardim não levaram provas de que o político, ex-presidente do Sindicato dos Bancários, pagou a quantia noticiada, nem que usou dinheiro vivo. Enquanto a defesa, além do comprovante do cartão, levou um documento assinado por um maître do restaurante desmentindo a nota. Enquanto a Veja disse que Gushiken e o empresário tomaram um vinho Chateau Latour, pelo qual teriam pago R$ 2.990 e fumaram charutos cubanos, o maître Ramiro Lopes afirmou que o vinho foi levado ao local pelos próprios clientes, tratando-se de um Ducru-Beaucaillou, assim como os próprios charutos, que eram de marca nacional.

O fato de a nota publicada na coluna não dizer que o empresário que compartilhou o jantar com o político era Luís Roberto Demarco serviu também para a condenação da revista. “Havia, sim, interesse público, mas em saber-se com qual diretor do ramo de comunicação estava jantando o Secretário de Assuntos Estratégicos do Governo, mas isto os requeridos não disseram”, diz a decisão.

Para o desembargado Alcides Silva Júnior, a nota transmitiu “a imagem de esbanjamento, de 5 salários mínimos em uma refeição, e de dúvida quanto à procedência do numerário, por ser em espécie, havendo inclusive o destaque ‘Gushiken e o Latour: dinheiro vivo’, incompatíveis com o ocupante de cargo ou função públicos”, mas os fatos não se comprovaram.

“O autor sofreu dano moral pelos equívocos da matéria jornalística, não só pela disparidade do gasto que lhe foi atribuído, com o histórico de sua militância política, desde os tempos da LIBELU e do Sindicato dos Bancários até a fundação do PT e da CUT, e esta foi a intenção alegada, mas porque incompatível com a austeridade exigida, não só pelo alto cargo ocupado, à época, no Governo Federal, mas pela influência pessoal que detinha em decisões relevantes de interesse nacional, tanto que, em decorrência da matéria, foi alvo de duras críticas por parte do Senador Heráclito Fortes, e com certeza de deboches, como revelou a outra testemunha, pois a matéria era para ser jocosa, devendo os réus compensar o dano”, afirmou o relator do caso no TJ-SP.

Negócios importados

A ligação entre Demarco e Gushiken foi relevante para o cenário nacional. À época em que a notícia foi publicada, negociava-se a privatização das telecomunicações no Brasil. Documentos produzidos pela Procuradoria de Milão, na Itália, que investigou corrupção na vinda da Telecom Itália ao Brasil apontam para Demarco como o sujeito oculto de ações do poder público. São mais de 470 mil páginas que referem-se à investigação sobre o destino dos pagamentos feitos no Brasil para expandir o mercado da Telecom Italia, sem a contrapartida esperada. Demarco teria sido contratado para “serviços de inteligência” e tráfico de influência.

As investigações trazem documento que Demarco escreveu a um executivo da Telecom Itaia, Giovanni Penna, com cópia para outro dirigente da empresa, Marco Emilio Patuano, em 7 de março de 2007. No e-mail, Demarco relata que o ex-chefe de segurança da Telecom Italia na América Latina, Angelo Jannone “particularmente me expôs, e ao Ministro Gushiken, de uma forma injusta e desnecessária”.

3 Comentários

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 191.228.52.139 - Responder

    onde estiver o samurai deve tar comemorando mais uma vitoria. vencedor ate apos a morte..te cuida shaolim!!!!!

  2. - IP 187.5.109.196 - Responder

    Está jogando truco e canastra com o líder Hugo Chavez….

  3. - IP 189.59.62.237 - Responder

    ta certo errou tem que pagar .Luis deve estar contente e ao mesmo tempo revirando no tumulo ao ver a companheirada que pregava etica e moral vendo o sol nascer quadrado na papuda.O PT existia o no discurso no partido ,

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

quatro × quatro =