gonçalves cordeiro

Jornal O Estado de S. Paulo agora esconde agressão que fez a Aécio em 2010.No texto, o que se avalia é que articulista mandava um recado de que os boatos sobre Aécio ser usuário de “pó” (cocaína) viriam à tona caso insistisse em criar dificuldades à candidatura Serra.

Estadão esconde agressão que fez a Aécio em 2010

:

Jornal tenta ocultar texto de link agressivo, publicado para favorecer José Serra, mas o mesmo foi recuperado por internautas; leia reportagem do Blog da Cidadania

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/102519/Estadão-esconde-agressão-que-fez-a-Aécio-em-2010-Estadão-esconde-agressão-fez-Aécio-2010.htm

247 – O Estado de S.Paulo tenta ocultar texto de link agressivo, publicado para favorecer José Serra contra o então concorrente Aécio Neves (MG), em 2010. Só que o link foi recuperado por internautas. Leia reportagem do Blog da Cidadania:

Como o Estadão fez sumir sua chantagem contra Aécio

 

 

Em fevereiro de 2010, uma guerra fratricida foi desencadeada no PSDB. O segundo mandato de Lula chegava ao fim e ele não podia ser candidato à própria sucessão. Os tucanos e a mídia sua aliada estavam céticos quanto às possibilidades do “poste” que achavam que Dilma era e, assim, acreditavam que, fosse quem fosse o candidato deles, seria eleito.

Dois pré-candidatos disputavam a indicação do PSDB para a “barbada” eleitoral que a direita brasileira acreditava que se avizinhava – derrotar uma mulher sem o carisma de Lula e que jamais disputara uma eleição na vida. José Serra e Aécio Neves, então, digladiavam-se pela primazia de enfrentar Dilma.

A imprensa atucanada de São Paulo e do Rio de Janeiro (leia-se Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo e O Globo) estava muito irritada com Aécio. Apesar de esses veículos e o PSDB acreditarem que Dilma, então praticamente estagnada nas pesquisas, seria mera sparring de dois políticos profissionais como Aécio e Serra, preferia o segundo.

No caso da imprensa paulista, até por Serra ser paulista também – sem falar na maior identificação ideológica com ele –, essa “imprensa” fustigou o PSDB por meses até que Aécio fosse preterido.

Serra estava melhor nas pesquisas e esses veículos, que há mais de uma década demonstram que não entendem a política brasileira, não acreditavam que alguém pudesse começar uma campanha eleitoral com percentuais de intenção de voto tão baixos quanto Dilma e o próprio Aécio tinham e chegar a vencer a eleição.

Nesse jogo, o jornal O Estado de São Paulo fez o movimento mais ousado: chantageou Aécio com um texto literalmente criminoso, escrito por seu ex-editorialista e ex-colunista Mauro Chaves, que faleceria um ano depois.

No auge dessa disputa entre Serra e Aécio, o Estadão publicou artigo de Chaves contendo uma chantagem contra o então governador de Minas Gerais, conhecido por sua vida de “playboy” e sobre quem circulam, há anos, boatos sobre ser usuário de cocaína.

O título do artigo que Chaves escreveu e que foi publicado pelo Estadão em 28 de fevereiro de 2010 já dispensaria o resto do texto: “Pó pará, governador”. Confira, abaixo, a íntegra do artigo.

 

 

Chaves era um homem bastante erudito. Seu texto era escorreito. Por que usar um título como esse? Por que não “Pode parar, governador”? Ora, porque estava mandado um recado de que os boatos sobre Aécio ser usuário de “pó” (cocaína) viriam à tona caso insistisse em criar dificuldades à candidatura Serra.

O artigo causou grande alvoroço e, pouco depois, Serra foi sagrado candidato para a “barbada” que a mídia ligada ao PSDB e o próprio partido acreditavam que seria a disputa contra o “poste de Lula”.

Faltara, entretanto, combinar com os “russos”, ou seja, com o povo.

Voltemos ao presente. Escrevendo um post sobre os ataques de Aécio ao PT durante a convenção do PSDB do último sábado, na qual o hoje senador por Minas Gerais foi eleito presidente do partido, abordei o artigo chantagista em questão.

Pretendia colocar o link para ele no texto. Fazendo a busca no portal do Estadão para localizá-lo, encontro esse link. Contudo, quando tento acessá-lo não consigo – conduz a uma página em branco.

Veja o link:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php

Cito no post, então, o fenômeno. Digo que, “estranhamente”, o link do Estadão para sua matéria conduz a lugar nenhum.

Eis que o leitor Reinaldo Luciano, intrigado como eu, usa seus conhecimentos e mostra que ninguém consegue esconder nada na internet.

O excelente trabalho de Reinaldo desvendou o mistério. Leia, abaixo, o comentário que ele colocou no post anterior, onde explica como o Estadão conseguiu fazer sumir a chantagem que fez Aécio desistir de ser o candidato do PSDB à Presidência da República em 2010 em favor de Serra.

—–

Reinaldo Luciano

twitter.com/rei_lux

Comentário enviado em 20/05/2013 as 11:16

A respeito da matéria que não abre no Estadão, verifiquei a página e realmente não abria.

Usei o http://archive.org/web/web.php e localizei a dita página, que foi armazenada em cache 28 vezes desde que foi publicada.

Este é o link original, onde a matéria não abre:

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php

E este é o link recuperado:

http://web.archive.org/web/20100724092328/http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php

Ao analisar o cache, notei que, em 26/08/2010, a matéria teve uma linha alterada ou acrescentada, como pode ser vista aqui:

http://web.archive.org/web/20100826060447/http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090228/not_imp331197,0.php

O fato é que, após essa mudança (quando Serra já era candidato e Aécio não representava mais problema), a página sumiu…

Fiz um print screen da página e postei no twitter

https://twitter.com/rei_lux/status/336390621067632640/photo/1

E, para ser ainda mais chato com o Estadão, fiz um videozinho de minhas andanças pelo cache. Veja, abaixo.

1 Comentário

Assinar feed dos Comentários

  1. - Responder

    cheirador de pó? meu deus, aonde é que a gente vai parar…

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

13 − 5 =

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.