JÊ FERNANDES destaca a sensualidade do “cofrinho”

O rego ou cofrinho
Por Jê Fernandes

Foi se o tempo do pudor  paroquial, da exposição corporal temível e moralmente desmoralizante para as mulheres. Da combinação de lese, do saiote engomado, do sutiã corpete. Das saias “godê ponche” não se fala mais. São outros os tempos. Da mini-saia pra cá pouco resta de decentemente coberto no corpo de uma mulher.

Aliás, nem mesmo o padre se cobre, como antigamente, com aquela batina quase divina e caridosa vistosamente encardida e mal cheirosa. As irmãs de caridade.  Oh! Meu Deus! Já andam tirando o hábito por ai, sem compostura, mas como obediência ao modernismo ou modernidade. Nada imoral, mas desmerece e debilita a fé.

E agora me vem essa história do “rego exposto” ou “cofrinho” avacalhando com a decência e desvalorizando a bunda  de senhoras, senhoritas e castas meninas. A moda da calça de cós baixo expôs ao ridículo a parte do corpo que deveria ser guardada num oratório como se fosse a mais sagrada do corpo humano. Pior, diria o rapaz higiênico e glostorado; é a exposição da calcinha com viés encardido e mal lavado tentando cobrir o  que se quer expor.

É o mundo de hoje, diriam os moderninhos. Mas para o meu falecido colega B. Cunha, jornalista e empresário da comunicação, seria necessidade de extravasar as gorduras do corpo. Quer dizer, no caso dele, que eu tenho conhecimento, o primeiro a expor “o rego ou cofrinho”, quando sentava sem os melindres, sem o alarde e a propaganda que se fazem hoje as senhoras, senhoritas e moçoilas para tratar de assuntos sérios. Dele, B. Cunha, era a desavença entre a gordura da bunda e a calça de tamanho menor.. Historicamente, pode se dizer e, eu digo sem medo de errar, que foi B. Cunha, meu amigo, o primeiro a descuidar ou mal cuidar do rego da bunda. O seu grandioso e desmesurado corpo não dava simetria necessária para a elegância, muito pelo contrário, contrariavam todos os princípios do equilíbrio visual e, pouco importava os sabores ou dissabores que causavam ao “abiúdo”.

Mas, que Deus tenha o B.Cunha no Reino do Céu ao lado dos bons. Aqui na Terra os princípios ganham novas interpretações. Há necessidade de novas imagens para despertar a atenção dos homens. E veja você, o rego, na acepção lata da palavra ganha maiores dimensões e definido respeito por parte de quem mostra e de quem olha.

O rego já não tem mais a aquela imagem de um local feio e mal cheiroso. Hoje, a sua exposição é moda.

(Jê Fernandes, jornalista, radialista, poeta, cronista e conversador fiado) E-mail: gntfjornal@gmail.com

Categorias:Beleza Pura

1 Comentário

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  1. - IP 201.15.103.178 - Responder

    E QUE RÊGO HEIM!. TAMBÉM LINDOS FURINHOS LOGO ACIMA. É BOM SEMPRE INOVAR. ENTÃO NOS RESTA ADMIRAR JÊ FERNANDES POR SUA SENSUALIDADE. SUCESSO POIS.

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