JANAINA RIVA: “Não adianta tentar me calar falando de minha vida pessoal. Namoro quando quero namorar!”

Nojo dos “haters”

Por Janaina Riva

Amigos e amigas, ou apenas seguidores, seja do Instagram ou Facebook, que triste. Parece que nós seres humanos, perdemos completamente a capacidade de discernir críticas de ofensas.

Parece que perdemos os parâmetros de civilidade. Constantemente recebo mensagens de amigos ou familiares preocupados com algo que leram em determinado site, algum tipo de meme circulando, notinhas pejorativas em jornais ou até mesmo fotos minhas (algumas tiradas sem meu consentimento, uma delas inclusive gestante), todos veiculados com o único e exclusivo interesse em me ridicularizar como parlamentar.

Comentários então, recebo prints aos montes. Pessoas que acham que não é ofensivo, chamar o próximo de inútil, vagabunda, patricinha, feministinha de merda ou coisas do tipo.

Isso me incomoda. Não me incomoda diretamente, mas incomoda as pessoas que amo, que se preocupam comigo. Que sabem que vários absurdos não correspondem com a verdade. Sendo honesta à todos vocês, já errei muito em minha vida. Mas na maioria das vezes que errei, fui a maior ou a única prejudicada.

Quem nunca errou? Porém, nunca persisti no erro e aprendi, da maneira mais difícil a reconhecer meus erros. Já fui “dessas” que achava engraçado quando alguém falava de outra pessoa, que achava legal alguém ser publicamente exposto ou ridicularizado, até o momento que vi isso próximo à mim.

Meu Deus! Como isso é ruim… passei a ter asco, nojo e não ter mais tolerância com os “haters”, ou os que são pagos para serem “haters”. E me peguei varias vezes pensando em como lidar com isso… escolhi os caminhos mais fáceis.

Quando tem uma grande dimensão e foge à todos os parâmetros, eu aciono a justiça. Venci todas as ações que ingressei até hoje. Quando vejo que a pessoa, ou a matéria, é tão insignificante, irrelevante ou notadamente “financiado pelo mal”, passei a desconsiderar e não me martirizar por não poder fazer nada pra evitar tal exposição.

Passei a perceber, que existe uma “força oculta” que não só quer me ridicularizar, mas quer me desmotivar. Isso me preocupa mais. Qual seria o motivo de tanto ódio e vontade de me ver longe da vida pública? Quem seriam os interessados em me afastar daquilo que eu amo fazer?

Eu não tenho essas respostas. Mas tenho uma certeza, o efeito é contrário. “Ninguém chuta cachorro morto”, “ninguém fala do que é insignificante”.

Deve haver um propósito em minha vida e se esse propósito for enfrentar tudo isso para abrir portas para milhões de mulheres ou pessoas que se escondem da vida pública por terem medo dessas pessoas, que seja. Porque eu não tenho medo, não sei nem o significado dessa palavra.

Não adianta tentar me calar com artigos pagos, falando de minha vida pessoal (dessa só cabe a mim, pago com meu dinheiro, com meu trabalho, viajo para onde posso pagar e namoro quando quero namorar), ou mirando todos os 70 milhões da comunicação do estado pra mim. Eu não vou parar. Vou até o final. Não vou me curvar à essa idéia arcaica e medieval, de que tenho que prestar contas de tudo que se passa na minha vida por ser mulher.

Não vou deixar de usar minha maquiagem, meu salto alto, porque isso não me faz menos ou mais deputada. O importante é o conteúdo e não a embalagem. Não existem pessoas perfeitas, não existe político que não tenha vida privada. Existem os que conseguem manter isso no privado. Aos que se preocupam com esse tipo de ataque, façam como eu.

Não leiam, não divulguem e não repassem, mesmo que sejam para meu conhecimento, ignorem. Isso tem que acabar.

Hoje sou eu, amanhã pode ser qualquer um de vocês. Deixe que passem a rir sozinhos de suas conquistas maléficas e vamos focar em fazer o bem. O bem pro nosso Estado, o bem pra nossa família, o bem pra quem nos ama, ou puro e simples bem ao próximo .

Somos passageiros nessa vida. Como diz a música, “que a vida é trem bala parceiro, e a gente é só passageiro e precisa partir”. E eu? Sigo em busca, falando muita verdade e irritando muita gente. Mas sem me vender, sem vender minhas convicções.

Acreditando que podemos melhorar e que as críticas são construtivas sim, desde que feitas com respeito. Boa semana à todos vocês! E acreditem, estou em plena paz comigo mesma.

Janaína Riva é deputada estadual por Mato Grosso

NOTA DO ENOCK – Haters é uma palavra de origem inglesa e que significa “os que odeiam” ou “odiadores” na tradução literal para a língua portuguesa. O termo hater é bastante utilizado na internet para classificar algumas pessoas que praticam “bullying virtual” ou “cyber bullying”.

1 Comentário

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  1. - Responder

    Que beleza,que classe,que berço exemplar onde ela foi criada.Aqui está o exemplo clássico de uma pessoa que não se enxerga,e além de tudo,apregoa grande orgulho do sobrenome.Que beleeeeeeeza!

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