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Jair Rosa Pinto, o craque do futebol brasileiro que deu nome a Bolsonaro

Nem tudo é desgraça, quando se trata de Jair Bolsonaro. As reportagens em torno do nvo presidente do Brasil nos permitiram lembrar de Jair Rosa Pinto, um dos grandes craques da época de ouro do futebol brasileiro. Pode-se dizer que Jair Rosa Pinto foi um dos fundadores do nosso futebol. Aqui, uma pequena lembrança deste grande atleta. (Enock Cavalcanti)

Jair da Rosa Pinto, o craque que deu o nome ao presidente

No último dia 28 de outubro, o Brasil conheceu o novo Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro. Aos 63 anos, ele nasceu no dia 21 de março de  1955. Nessa época um dos maiores craques da história do futebol brasileiro, Jair Rosa Pinto, jogava na Sociedade Esportiva Palmeiras.

 

Por que o recém eleito presidente do Brasil recebeu o nome de Jair? Primeiramente, sua família é de descendência, também, italiana, a mesma do ex Palestra Itália, hoje Palmeiras; por coincidência, o presidente e Jair nasceram no mesmo dia, 21 de março, em 1955, Jair ainda era o grande nome do elenco palmeirense e tinha como admirador o pai de Bolsonaro. Portanto, nada mais justo do que homenagear o ídolo, colocando seu nome no filho.

 

Hoje, pouco se fala de Jair, o grande “Jajá” de Barra Mansa, como ficou conhecido no mundo do futebol. Aproveitamos a oportunidade para levar ao conhecimento do público, especialmente dos mais jovens, um pouco de sua  brilhante carreira.

 

No dia 6 de março de 2001, na esquina da Praça Sãens Pena com a Rua Soares da Costa, Jair conversou comigo sobre sua longa carreira no futebol, na presença do prezado companheiro Luís Fernando Vassalo, “O repórter que sabe de tudo”, com quem tive a satisfação de trabalhar na Emissora Continental e, posteriormente, na Rádio Nacional.

 

Como tudo começou  

A trajetória de Jair Rosa Pinto é uma das mais longas que se tem conhecimento no futebol brasileiro. Foram 25 anos mostrando sua arte e seus  conhecimentos nos inúmeros estádios em que jogou. Ele falou como tudo aconteceu:

 

“Nasci em Quatins, distrito de Barra Mansa, e no próximo dia 21 de março (corria o ano de 2001) completo 81 anos. Sou o caçula de quatro irmãos. Todos bons de bola. Orlando, que foi profissional do Vasco e excelente jogador, me serviu de exemplo.

 

No meu nome não tem o “da” e como disse não sou de Barra Mansa, nasci em Quatis. O pessoal de Quatis não me homenageia, porque diz que o Jair ficou conhecido como o “Jajá de Barra Mansa”. É um problema.

 

Jogava minhas peladas no quintal lá de casa e com sete anos fui estudar em Barra Mansa. Minha carreira tem início no juvenil do Mendes. Tinha 14 anos. Depois fui jogar no 1o time do Barra Mansa. Retornei a Mendes e joguei dois anos no 1o time do Frigorífico. Em 38, antes de vir para o Rio, voltei a jogar no 1o time do Barra Mansa”.

 

A vinda para o Rio

Em novembro de 38, com 17 anos, vim jogar no Madureira. Eles foram buscar o Anatólio, no 1o time do Barra Mansa. O Anatólio disse que só viria se eu viesse com ele. Cheguei e encontrei muitos cobras no Madureira, como Norival e Gringo.

 

No início, não queriam que eu treinasse porque eu era menor. Ameacei ir para o Vasco, time do meu irmão, que muito me ajudou, falando a meu respeito. Quando me deixaram treinar, com vinte minutos de treino, me chamaram para assinar contrato.

 

Estreei, ainda em 38, num amistoso contra o Vasco, lá em Madureira. O Vasco venceu por 2 a 1 e eu perdi um pênalti. Se marcasse seria o empate. O time do Madureira nessa época era Pintado, Norival e Cachimbo; Paulista e Alcides ou Gringo; Adilson; Lelé, Baleiro, Jair e Dentinho.

 

O estádio do Madureira ficava na Rua Domingos Lopes e o homem forte do clube era o Aniceto Moscoso, nome do atual estádio na Rua Conselheiro Galvão.

 

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No Madureira, Jair formou com Lelé e Isaias famoso trio atacante.

 

Na seleção brasileira com 18 anos

Com 18 anos, em 39, fui convocado para a seleção brasileira. Disputei a Copa Roca contra a Argentina, em São Paulo, ao lado de Nascimento, Jaú, Argemiro, Adilson, Leônidas, Tim, Hércules.

 

Fiquei no Madureira de 39 a 42. Nesse período disputei campeonatos cariocas e sempre fui convocado para as seleções carioca e brasileira. Em 39, fomos campeões do Torneio Início, disputando a final com o Flamengo. Em 40 e 41, o Madureira ficou em 5o lugar e em 1942 terminou o campeonato em 4o lugar junto com o São Cristovão.

 

Pela seleção carioca consegui dois títulos de campeão brasileiro. Nossa seleção era muito boa: Alfredo, Domingos da Guia e Osvaldo “Gerico”; Biguá, Zazur e Jaime; Pedro Amorim, Zizinho, Leônidas, Jair ou Perácio e Carreiro.”

 

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Na seleção carioca Jair formou o trio atacante co Zizinho e Leônidas.

 

O trio sensação do Madureira

Jair formou com Lelé e Isaias um dos mais famosos trios atacantes de todos os tempos. Ele fez questão de relembrar outros trios, que também eram muito bons:

 

“Fala-se muito em Jair, Isaias e Lelé, mas existiram outros. O Bangu tinha Ladislau (irmão de Domingos da Guia), Tião e Plácido; Plácido depois jogou no Madureira. Ele era muito bom de bola. No São Cristovão, jogavam Villegas, João Pinto e Nestor; no Canto do Rio, Paschoal, Geraldo e Perácio; Waldemar de Brito, Leônidas e Gonzales eram craques fora de série do Flamengo; Luís de Carvalho, Viladônica e Gandula jogavam no Vasco; Romeu, Russo e Tim formavam um trio espetacular no Fluminense; e Carvalho Leite, Paschoal e Perácio (o mesmo do Canto do Rio) jogaram no Botafogo.

 

Nós três, eu, Lelé e Isaias fomos para o Vasco. Lelé foi antes e dois meses depois eu e Isaias fomos contratados.

 

O apelido de “Três Patetas” dado pelo jornalista Álvaro Nascimento, o “Cascadura”, que escrevia a coluna “Uma pedrinha na chuteira”, no Jornal dos Sports, nunca nos incomodou, porque nós achamos que não tinha nada haver conosco”.

 

Jair veste a camisa do Vasco

Jair jogou no Vasco de 43 a 46 e nos conta sobre esse período da sua brilhante trajetória no futebol brasileiro:

 

“No Vasco, conquistei muitos títulos. O maior foi o campeonato carioca de 45, quando fomos campeões invictos. Nosso time base era: Rodrigues ou Barbosa, Rubens, depois Augusto e Rafanelli; Beracochéa, Eli e Argemiro; Djalma, Ademir, Isaias, Jair e Orlando, meu irmão, ou Chico. Ondino Viera o técnico. Ele para mim foi o melhor. Nunca encontrei outro igual.

 

Quando eu jogava no Madureira, Ondino mandou dizer que queria falar comigo. Fui ao seu encontro no Café Simpatia, na Av. Rio Branco. Lá ele me disse que eu ia jogar no Fluminense. Todo contente cheguei ao Madureira, onde também morava e contei para o Otacílio que ia para o Fluminense. No dia seguinte, Ondino deixou o Fluminense e foi para o Vasco e eu fui com ele.”

 

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Uma das formações do ataque do Vasco na campanha vitoriosa do campeonato carioca de 1945: Ademir, Lelé, Isaias, Jair e Chico.

 

O Flamengo na vida de Jair

Depois de quatro anos defendendo a camisa cruzmaltina Jair se transferiu para o Flamengo:

 

“Eu sempre fui titular no Vasco e um dos principais jogadores do time. Mas, a diretoria não quis equiparar meu salário com o dos outros jogadores. No Flamengo havia um grupo de verdadeiros rubro-negros composto por Francisco Abreu, Gilberto Cardoso, Fadel Fadel, Jurandir, José Maria Scassa, José Moreira Bastos, Antônio Moreira Leite. Esse grupo me levou para o Flamengo, pagando ao Vasco 800 mil cruzeiros.

 

Fui para o Flamengo em 46 e permaneci até 49. O Vasco, com o “Expresso da Vitória”, dominava o campeonato carioca. No campeonato Carioca de 49, fomos jogar contra o Vasco, em São Januário. Nosso time era inferior ao do Vasco. Fizemos 2 a 0, gols de Gringo e virou para 3 a 2, ainda no 1o tempo. Depois eu deixei de empatar, com o gol vazio. Barbosa falhou, a bola passou e eu não consegui dominá-la.

 

O Ari Barroso, que irradiava o jogo pela Rádio Tupi, disse que eu estava na gaveta. Tinha me vendido por 25 mil cruzeiros. As declarações do Ari chocaram a mim e a minha família, especialmente minha sogra que estava ouvindo o jogo. No dia seguinte, apareceram na minha casa o Atílio Ricó e o Ferrúcio Sandro, dirigentes do Palmeiras.

 

Gilberto Cardoso, que era o médico do Flamengo, na época, me pediu para ficar, porque o Flávio Costa estava retornando à Gávea, queria contar comigo e que eu deixasse o Ari Barroso pra lá. Fiquei indeciso. Mas, quando cheguei à casa da minha sogra ela foi logo dizendo se eu voltasse a jogar no Flamengo, nunca mais iria a minha casa.”

 

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Jair na sua última partida com a camisa do Flamengo, em São Januário.

 

Tiraria o chapéu para o Ari Barroso

“Se eu fosse a algum programa de televisão para tirar o chapéu para alguém, eu tiraria para o Ari Barroso, porque minha ida para São Paulo só me trouxe alegrias.”

 

As conquistas no Palmeiras

O “Jajá de Barra Mansa” chegou ao Parque Antarctica, em 49, e no ano seguinte conquistou seu primeiro título com a camisa esmeraldina:

 

“O Palmeiras tinha um bom time e mereceu ser campeão paulista de 1950. Outro título importante para mim foi o de campeão da Taça Rio, em 1951. Nos jogos finais passamos pelo Vasco e pelo Juventus, da Itália. Levantamos a taça em pleno Maracanã.

 

Antes das partidas finais eu estava preocupado com as atuações do Oberdan e do Waldemar Fiume. O Oberdan não vinha atuando bem e o Fiume estava com o tornozelo inchado e mal podia caminhar. Falei com o diretor de futebol e com o médico. Eles insistiam no aproveitamento do Waldemar Fiume, até que eu o levei na presença do médico e ele declarou que não dava para jogar. No seu lugar entrou o Túlio.

 

Com relação ao Oberdan, a situação era mais delicada. Porém, conseguimos que o Fábio entrasse no gol. Fábio e Túlio jogaram muito. Fomos campeões com Oberdan depois Fábio, Salvador e Juvenal; Waldemar Fiume depois Túlio, Luís Vila e Dema; Lima, Ponce de Leon, Liminha, Jair e Rodrigues. Canhotinho também participou. Fui considerado o melhor jogador da Taça Rio e ganhei dois mil cruzeiros. Dava para comprar uns três apartamentos. Dividi o prêmio com meus companheiros.

 

No ano anterior, perdemos a Copa do Mundo. Seria o marco da minha trajetória no futebol mundial. Infelizmente não pode ser. A compensação foi o título da I Copa Rio. Fui campeão mundial de clubes. Disputaram a Copa Rio: Vasco, Juventus, Estrela Vermelha, Nacional entre outros. A força do futebol mundial”.

 

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No vestiário após a partida contra a Juventus, Jair levanta a Taça Rio conquistada pelo Palmeiras, no Maracanã.

 

No Santos sem e com Pelé

Jair explicou a sua ida para o Santos e falou das suas conquistas na Vila Belmiro:

 

“Quando eu cheguei ao Santos à linha era Alfredinho, Negri, Pagão, Vasconcelos e Pepe. Faltava um homem para o meio do campo. A idéia de me contratar partiu do Zito. Eu estava na seleção paulista no Uruguai, disputando um sul-americano em 1955. Ele me perguntou se eu tinha interesse em jogar no Santos. Eu respondi: se fosse para colaborar estou aí.

 

O Palmeiras me deu de graça, você nem pode acreditar. Eu saí porque um diretor do Palmeiras me proibiu de treinar. Ele me colocou para treinar sozinho e eu um jogador de prestígio achava aquilo o fim do mundo. No Santos joguei cinco anos, conquistei três títulos e dois vices. Levantamos dois títulos sem o Pelé”.

 

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Jair e Formiga se abraçam após a conquista do campeonato paulista de 1956 pelo Santos.

 

O fim da carreira

O próximo passo de Jair foi o São Paulo até chegar a Ponte Preta, onde encerrou a longa carreira profissional:

 

“Fiquei no São Paulo em 61 e 62, mas tive um atrito com o treinador e saí. Faltavam dois ou três meses para completar 25 anos de carreira. Na Ponte Preta, me aceitaram maravilhosamente e quando completei os 25 anos de vida profissional fizeram uma festa muito bonita.”

 

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Antes de uma partida entre São Paulo e Botafogo, Jair e Garrincha se cumprimentam.

 

O melhor técnico e os melhores ataques

Sobre o melhor técnico, Jair não titubeou e a resposta veio na hora:

 

“Era um estrangeiro, Ondino Viera. Foi sensacional. Ele dava valor ao jogador e dizia sempre: “Não sou eu que levanto vocês, são vocês é que me levantam.”

 

Muitos falam numa linha atacante formada por Tesourinha, Zizinho, Heleno, eu e Ademir como a maior já formada no futebol brasileiro. Não foi. Joguei em várias linhas. Numa grande linha em que eu joguei foi Pedro Amorim, Romeu, Leônidas, eu e Hércules. Romeu foi uma sumidade no futebol. Tínhamos muitos craques, Zizinho, Waldemar de Brito. Fazíamos três, quatro seleções e cada um jogava na sua posição verdadeira.”

 

Quem não conhecia Jair, não acreditava que daquelas pernas finas saía um chute com rara violência. Jair era o temor dos goleiros, especialmente, nas batidas de falta:

 

“O único goleiro que eu não consegui fazer gol de falta foi Barbosa. Fiz de pênalti. Na maioria, eu fiz muitos gols de falta.”

 

No dia 29 de maio de 1949, garoto com 10 para 11 anos, eu estava em São Januário assistindo o jogo Flamengo x Arsenal. Quando o árbitro marcou uma falta contra o time inglês, Jair logo se apresentou para bater. Swindin, que não o conhecia, não acreditou nos pés pequenos e nas canelas finas de Jair. Mandou abrir. Daquela canhota famosa saiu um chute violento. A bola em zigue-zague foi morrer no fundo da rede sob o olhar surpreso do afamado goleiro.

 

Nessa partida Jair marcou dois gols e Durval completou o placar de 3 a 1 para o Flamengo.

 

Na década de 70, Jair exercendo a função de técnico dirigiu o Olaria, realizando excelente campanha no campeonato estadual de 1971. Quatro anos depois, a convite de Francisco Horta, comandou a “máquina” tricolor.

 

A despedida no Madureira e a festa dos amigos

Em 1973, com 54 anos, Jair vestiu a camisa do Madureira numa partida amistosa. Lembramos esse fato a Jair, porque estávamos na oportunidade ao lado do querido amigo Dario Paes, diretor do ZN Jornal, em Conselheiro Galvão:

 

“Eu só senti naquele dia não ter tirado retrato. Eu queria mostrar ao público que comecei no Madureira e encerrei no Madureira. Joguei meio tempo e para mim foi o máximo.”

 

Entrevistei Jair quatro anos depois, três dias antes de completar 84 anos, em 21 de março de 2005. Feliz pela lembrança da homenagem pelo seu aniversário, falou ao microfone da Rádio Carioca:

 

“Vou completar se Deus quiser no mês que vem 59 anos de casado. Amanhã num restaurante na Rua General Roca, 17, vai haver um almoço em minha homenagem. O gerente, que é meu amigo, colocou lá o meu retrato. Parece até que eu sou o dono do restaurante. Eu fico feliz da vida.”

 

Jair Rosa Pinto completou 84 anos no dia 21 de março de 2005 e como ele tanto desejava fez 59 anos de casado em abril. Convocado para a seleção do céu, Jair Rosa Pinto nos deixou no dia 28 de julho de 2005. Foi ao encontro de Domingos da Guia, Zizinho, Leônidas, Romeu, Pedro Amorim, Ademir, Waldemar de Brito, Danilo, Barbosa, Isaias, Heleno, Tesourinha e tantos outros seus amigos que, como ele, brindaram o público brasileiro com a mais pura arte de jogar futebol.

 

Jair será sempre lembrado como um dos “monstros sagrados” do futebol como escrevia Geraldo Romualdo da Silva, no Jornal dos Sports.

 

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Jair integrou um dos mais notáveis ataques já formados na seleção brasileira com Tesourinha, Zizinho, Heleno, Jair e Ademir.
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Último lance de Uruguai 2 x Brasil 1, na Copa de 50. Jair salta com Máspoli. À direita da foto o árbitro inglês George Reader encerra a partida, apontando o centro de campo.

 

 

José Rezende é jornalista, torcedor do Fluminense, responsável pelo Blog Álbum dos Esportes e autor dos livros “Hei de Torcer até Morrer”, sobre o America-RJ, “Eternamente Bangu”, e co-autor, juntamente com o historiador Raymundo Quadros, do livro “Vai dar Zebra”, sobre a história dos clubes pequenos do Rio de Janeiro.

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