gonçalves cordeiro

Incrivel! Fantástico! Extraordinário! Juíza Wandinelma dos Santos volta a julgamento nesta 5ª (12), no TJ-MT, acusada pelo procurador Hélio Fredolino dos mesmos pretensos crimes dos quais já foi inteira e completamente absolvida pelo próprio Tribunal de Justiça. O mais trágico é que, na relatoria deste caso, o desembargador Adilson Polegato, às vésperas de vestir o pijama, estaria atropelando o devido processo legal, aceitando denúncia contra uma colega que ele já absolvera, de forma entusiasmada, no julgamento anterior que tratou das mesmas acusações. Wandinelma reclama, através dos seus advogados (um dos quais é o dr. Paulo Lessa), que não foi regularmente citada e, por isso, não apresentou defesa. Mas Polegato, Maria Erotides, Luis Carlos Costa, Marcos Machado e Gilberto Giraldeli já votaram aceitando denúncia contra Wandinelma. LEIA AÇÃO DO MP E REQUERIMENTO DO ADVOGADO

Procurador Hélio Faust surpreende e apresenta nova denuncia contra juiza Wandinelma, inocentada pelo TJ-MT… by Enock Cavalcanti

Advogado Orlando Imbassahy pede que TJ-MT anule terceiro julgamento da juíza Wandinelma dos Santos by Enock Cavalcanti

O desembargador Adilson Polegato, a juíza Wandinelma dos Santos e o desembargador aposentado e advogado Paulo Lessa:    procurador Hélio Fredolino Faust não aceita inocentação da magistrada já decidida pelo Tribunal de Justiça, com respaldo do Conselho Nacional de Justiça. E alguns desembargadores já respaldaram a tese repetitiva

O desembargador Adilson Polegato, a juíza Wandinelma dos Santos e o desembargador aposentado e advogado Paulo Lessa: procurador Hélio Fredolino Faust não aceita inocentação da magistrada já decidida pelo Tribunal de Justiça, com respaldo do Conselho Nacional de Justiça. E alguns desembargadores já respaldaram a tese repetitiva

O procurador Hélio Friedolino Faust ocupou, muito recentemente, as manchetes da mídia regional em Mato Grosso, por conta do enorme esforço que teria dispendido para arquivar completamente as investigações contra o ex-governador Blairo Maggi no chamado Escândalo dos Maquinários, que trata do possível desvio de R$ 44 milhões que teriam sido arrancados dos cofres públicos para alimentar campanhas eleitorais. A argumentação de Faust – um procurador que atua nas sombras e não costuma ter sua cara estampada nos jornais – como se sabe, não convenceu seus próprios colegas do Ministério Público, e Maggi acabou denunciado por decisão do Conselho Superior do MP de Mato Grosso que seguiu parecer, neste sentido, do procurador Siger Tutya, que revisou e invalidou as investigações de Faust
naquele rumoroso caso, até agora sem nenhum deslinde.

Pois vejam que o nobre procurador Friedolino Faust parece que está querendo mudar o conceito que goza junto a certos setores da opinião pública – para os quais seria o nosso engavetador geral, uma espécie de Geraldo Brindeiro do Cerrado. E teria resolvido protagonizar um revisão judicial de alto impacto. Eis que ele tomou a iniciativa, no final de 2014, de reapresentar as denúncias já duas vezes apresentadas e julgadas no Tribunal de Justiça de Mato Grosso contra a juíza Wandinelma dos Santos – magistrada que atuava em Tangará da Serra quando virou alvo de investigação da Corregedoria Geral de Justiça de MT por pretenso descaso para com suas obrigações profissionais.

Quem lê a denúncia de procurador Hélio Friedolino Faust contra a juíza Wandinelma dos Santos, que consta do processo de número 0120210-15.2014.8.11.0000 que, estranhamente, corre em segredo de justiça, fica com a impressão de que os fatos ali descritos foram selecionados, copiados e colados da portaria que instaurou as investigações anteriores, que tiveram como relatores, respectivamente, os desembargadores Rubens de Oliveira e Paulo Cunha.

Os fatos imputados contra a juíza Wandinelma ocorreram há mais uma década e já foram completamente apurados no PAD 03-2009 do TJ-MT, em duas ocasiões: no primeiro julgamento, relatado pelo desembargador Rubens de Oliveira, tudo restou anulado pelo Conselho Nacional de Justiça, devido a erros primários que o CNJ teria constatado em sua condução; no segundo julgamento, que aconteceu por exigência do CNJ, dos 23 desembargadores que dele participaram, 10 deles haviam participado do primeiro e votado pela aposentadoria compulsória da juíza Wandinelma, mas voltaram atrás, após a histórica divergência, já documentada nesta PAGINA DO E, do então corregedor, desembargador Sebastião de Morais filho, que acabou por levar estes 10 desembargadores a reverem e modificarem os seus votos. A pena da aposentadoria compulsória foi, assim, deixada de lado, apesar da defesa, neste sentido, do relator desembargador Paulo Cunha.

Como resultado deste julgamento, a juíza Wandinelma dos Santos foi reintegrada aos quadros da Justiça e vem atuando já há alguns meses, na comarca de Primavera do Leste, na Vara da Fazenda Pública, com forte integração naquela comunidade, tanto que se destaca como uma das principais articuladoras do Gabinete de Gestão Integrada do município comandado pelo prefeito Érico Piana (DEM), como este blogueiro e o desembargador Marcos Machado tivemos ocasião de comprovar, em visita a Primavera, registrada nos anais deste blogue.

A recente e inesperada intervenção revisional do procurador Faust, todavia, volta a tumultuar a vida da magistrada e a informação que nos chega e que, na véspera do período carnavalesco, sem que o Tribunal de Justiça desse a merecida divulgação a este fato, o novo e terceiro julgamento da juíza Wandinelma, tendo como relator o desembargador Adilson Polegato, que se aproxima da aposentadoria compulsória aos 70 anos, começou e, pior, aparentemente com vícios tão preocupantes e tão graves como os registrados no primeiro julgamento, relatado pelo desembargador Rubens de Oliveira e anulado pelo CNJ.

Pelo menos é o que se conclui do requerimento apresentado por um dos advogados da juíza Wandinelma, o dr. Orlando Imbassahy da Silva Filho, que pede a anulação do terceiro julgamento, iniciado no dia 12 de fevereiro de 2015, já que a juíza-ré, e tampouco seus advogados (outro advogado é o dr. Paulo Lessa, desembargador aposentado e ex-presidente do TJ-MT), teriam recebido citação válida quanto ao início do julgamento no Pleno do TJ-MT.

No primeiro julgamento, relatado pelo desembargador Rubens de Oliveira, e posteriormente anulado pelo Conselho Nacional de Justiça, restou provado que o composição do quorum fora viciada – e o TJ-MT viu-se, mais uma vez, apenado pelo CNJ e constrangido a voltar sobre os seus próprios passos, tendo que refazer tudo de novo, num desperdício de tempo e de dinheiro que, certamente, não honrou tão elevadas figuras de nosso Poder Judiciário.

Agora é a garantia constitucional da ampla defesa que estaria sendo sido violada, neste terceiro julgamento conduzido pelo desembargador Adilson Polegado. Um regramento democrático fundamental.

Vício processual em cima de vício processual? Até quando, me pergunto eu, humilde blogueiro e advogado de pequenas causas, a juíza Wandinelma dos Santos continuará a ser vítima dos desacertos da Justiça e, mais particularmente, dos desacertos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso? Parece até um desses dramalhões novelescos que a Rede Globo, com seu trágico monopólio, impõe ao País, sempre com uma necessária rotina de sofrimento para seus protagonistas mais destacados e mais canastrões.

O julgamento da juíza Wandinelma está na pauta de julgamento do Pleno do TJMT para esta quinta-feira, 12 de março de 2015. Na quarta-feira, o dia amanheceu com um belo arco-iris nos céus de Cuiabá. Com a noticia de um julgamento levado nesta toada, devemos ter trovoada das brabas, se os céus estiverem atentos ao que os homens e as mulheres andam fazendo nas altas cúpulas de nosso Judiciário.

Será que o TJ vai levar adiante um julgamento que já começa tendo contra si a suspeição de vício na citação? Imagine o que pode acontecer se o caso for, mais uma vez, parar nas barras do CNJ que recentemente, resolveu investigar a maioria dos desembargadores de nosso Tribunal depois daquela vergonhosa votação em que haviam resolvido pagarem a eles mesmos, às custas dos cofres públicos, o auxilio transporte, confrontando decisão do próprio CNJ?

Meu deus do céu, quando é que nos capacitaremos e passaremos a repassar desembargadores para comporem os tribunais superiores, lá em Brasilia? Desse jeito, não sei não…

No dia 12, no período quase carnavalesco, quando esse terceiro julgamento foi iniciado, o relator desembargador Adilson Polegato deu seu voto, aceitando a denúncia e foi acompanhado, aparentemente sem maiores reflexões, pelos desembargadores Marcos Machado, Maria Erotides, Gilberto Giraldelli e Luiz Carlos Costa. Mas a defesa, tão logo soube dessa abertura de votação, já começa argumentando que a juíza-ré sequer foi validamente citada para se defender. Antes de votarem os desembargadores, com tão bem pagas assessorias, não perceberam isso? Esse é o alto padrão de Justiça que se pratica em Mato Grosso? A conferir.

Vejam que a ré é uma magistrada, uma colega dos magistrados julgadores – e não um pé de chinelo mulambento e pouco instruído quanto aos desígnios da Justiça…Ficaremos, necessariamente, a imaginar o que acontece com os pés de chinelos e seus interesses, uma vez provada a argumentação da defesa, neste caso.

Voltaremos, necessariamente, ao assunto.

 

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ENTENDA O CASO, LENDO TEXTOS E DOCUMENTOS ABAIXO:

 

http://paginadoenock.com.br/inocentada-por-sebastiao-de-moraes-clarice-claudino-rui-ramos-adilson-polegato-jose-zuquim-rondon-bassil-marilsen-adario-serly-marcondes-joao-ferreira-dirceu-dos-santos-carlos-alberto-cleuc/

http://paginadoenock.com.br/wandinelma-santos-e-tatiane-colombo-foram-juizas-em-tangara-da-serra-ambas-foram-submetidas-a-sindicancia-depois-de-correicoes-realizadas-naquela-comarca-inocentada-de-tudo-tatiane-hoje-pontifica-a/

 

http://paginadoenock.com.br/vergonha-para-o-tjmt-cnj-por-unanimidade-anula-pena-aplicada-a-juiza-wandinelma-dos-santos-rubens-de-oliveira-foi-o-relator-desse-julgamento-que-agora-tera-que-ser-refeito/

 

http://paginadoenock.com.br/juiza-wandinelma-dos-santos-a-noticia-da-gazeta-me-colocando-sob-suspeita-me-causa-imenso-constrangimento-nunca-em-tempo-algum-nomeei-meu-marido-para-qualquer-cargo-de-confianca-serao-adotadas/

 

http://paginadoenock.com.br/alvo-de-processo-na-corregedoria-do-tj-juiza-wandinelma-dos-santos-foi-vitima-de-equivoco-do-colunista-fernando-baracat-mesmo-depois-de-esclarecimento-prestado-por-baracat-corregedor-ornellas-sus/

 

 

 

 

 

Pagina Do e Tjmt – Pleno Condena a juiza wandinelma 1 by Enock Cavalcanti

Pagina Do e Tjmt – Pleno Condena a juiza wandinelma 2 by Enock Cavalcanti

Pagina Do e Tjmt – Pleno Condena a juiza wandinelma 3 by Enock Cavalcanti

Pagina Do e Tjmt – Pleno Condena a juiza wandinelma 4 by Enock Cavalcanti

Pagina Do e Tjmt – Pleno Condena a juiza wandinelma 5 by Enock Cavalcanti

Juiza Wandinelma se defende perante o TJMT da acusação de falsa licença para brincar carnaval na Bahia by Enock Cavalcanti

Wandinelma vai ao CNJ contra Rubens de Oliveira by Enock Cavalcanti

Juiza Wandinelma dos Santos recorre ao CNJ contra desembargador Márcio Vidal

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  1. - IP 179.174.37.146 - Responder

    Eliana Calmon reafirma que há ‘bandidos de toga’
    Corregedora Nacional de Justiça deu entrevista ao programa Roda Viva nesta segunda-feira

    SÃO PAULO – A corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, que causou polêmica ao afirmar que no Judiciário existem “bandidos de toga”, criticou a aposentadoria compulsória como forma de punição a juízes no Brasil. Em entrevista na noite de segunda-feira ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, Eliana disse que o maior problema da Justiça está nos tribunais e não na primeira instância.

    – Aposentadoria não pode ser punição para ninguém. Foi no passado, quando o fio do bigode era importante, quando se tinha outros padrões de moralidade. A aposentadoria era uma pena, hoje não é mais. Passa a ser uma benesse – disse a ministra, defendendo a revisão da Lei Orgânica da Magistratura e sanções adequadas para a magistratura.

    Eliana, no entanto, não defendeu a prisão de juízes e desembargadores:

    http://m.oglobo.globo.com/brasil/eliana-calmon-reafirma-que-ha-bandidos-de-toga-3241990

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