Sábado de amargor para o ainda deputado federal Pedro Henry. Ele que já teve o seu mandato anterior cassado, mas vem se mantendo na Camara Federal por força de recurso, desta vez não conseguirá se inscrever para uma nova disputa. O seu pedido de registro de candidatura foi negado pela unanimidade dos membros do Tribunal Regional Eleitoral. O mais doloroso, para o parlamentar do PP, foi de que um dos pedidos de impugnação foi formulado pelo ex-procurador Pedro Taques, que Pedro Henry escolheu, este ano, como seu principal desafeto na politica. Outra nota de desespero; o relator do processo foi o desembargador Márcio Vidal, o mesmo magistrado que cassou, na terça-feira, o mandato do parceiro de Henry, Geraldo Riva.
Considerado um dos homens mais fortes politicamente na região Oeste do Estado, Henry marcou para a tarde deste sábado o lançamento oficial de sua candidatura. Seria uma festa para mostrar toda a sua forçar e calar a boca de seus inimigos. Para o lançamento recebeu as confirmações das presenças do governador Silval Barbosa, dos candidatos ao Senado Blairo Maggi (PR) e Carlos Abicallil (PT), e do ex-deputado estadual José Geraldo Riva. (PP).
A festa ainda está mantida, mas ninguém da assessoria do parlamentar, que desligou seu celular e resolveu se enclausurar ao receber a fatídica notícias sabe se realmente ela vai acontecer. A assessoria jurídica foi chamada para tentar ver brechas que o possam manter na disputa. Na reunião do pleno do Tribunal Regional Eleitoral na manhã deste sábado os juizes acolheram as as impugnações do Ministério Público Eleitoral (MPE) e do candidato Pedro Taques (PDT) - um dos grandes "rivais" de Henry nestas eleições - decidindo pelo indeferimento do registro.
O Pleno do Tribunal já havia decretado em sessão do último dia 20, a inelegibilidade por três anos do parlamentar, em uma ação contra o progressista por abuso de poder econômico e utilização indevida de veículo de comunicação, na eleição de 2008.
O pepista foi cassado em 2007 por compra de votos e se mantinha no cargo por força de uma liminar concedida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A cassação e apresentação incompleta de documentação foram argumentos do pedido de impugnação do MPE.
Com informações de Jonas Josino no 24 Horas NEWS
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TRE-MT segue Ficha Limpa e barra deputado Pedro Henry
Da Redação
brasil@eband.com.br
O TRE-MT (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso) indeferiu neste sábado, por unanimidade, o registro de candidatura do deputado federal Pedro Henry (PP), que disputaria a reeleição, seguindo a Lei da Ficha Limpa. A decisão foi tomada com base em condenação do político por compra de votos nas eleições de 2006, o que o tornou inelegível por oito anos.
De acordo com o site do tribunal, o relator do processo, desembargador Márcio Vidal, disse que a Ficha Limpa se aplica a processos em tramitação, iniciados ou mesmo já encerrados.
Henry, que está em seu quarto mandato na Câmara dos Deputados, ainda pode recorrer ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para tentar reverter a decisão. De acordo com o advogado do deputado, Ricardo Gomes de Almeida, Henry possui uma decisão do TSE que suspende a inelegibilidade.
Anteriormente, o parlamentar foi acusado de participar do mensalão, suposto esquema de propina a deputados federais. Segundo denúncia do ex-procurador-geral da República Antonio Fernando de Souza, Henry e colegas de legenda teriam recebido R$ 4,1 milhões “a título de propina”. Como a denúncia foi acolhida pelo STF (Supremo Tribunal Federal), ele se tornou réu do processo. O deputado nega ter participado do suposto esquema.
Redator: Rodolfo Albiero
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