Diante da resistencia e da mobilização dos servidores do Judiciário em greve, na defesa dos seus direitos, tanto o Tribunal de Justiça quanto a grande mídia ajustam o seu discurso quanto ao pagamento da segunda parcela de 16,33% que remunera a adequação salarial para a jornada de sete horas ininterruptas. Confira reportagem de A Gazeta.
DIA AGITADO
Várias decisões serão tomadas hoje pelo TJ
Marcos Lemos
De A GAZETA
O Tribunal de Justiça vive hoje um dia de decisões que podem deflagrar outras movimentações no Poder Executivo e no Legislativo, que esperam apenas uma sinalização do presidente, desembargador José Silvério Gomes e do Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso - Sinjusmat, quando ao fim ou não da paralisação que nesta semana completa 90 dias e promove dificuldades em todas as Comarcas do Judiciário.
Hoje também o Sinjusmat tem que cumprir a decisão da desembargadora Clarice Claudino da Silva que atendeu pedido do promotor de cidadania, Alexandre Guedes, para que seja mantido o mínimo legal de 30% de funcionamento nas Varas para atendimento de idosos.
Nesta segunda-feira também o Tribunal de Justiça de Mato Grosso informará a Corregedoria Nacional de Justiça do CNJ, na pessoa do ministro Gilson Dipp, as providências adotadas para atender as determinações de recalculo nos salários dos 5,5 mil servidores do Judiciário que tinham agendado como recebimento a segunda parcela de 16,33% de um reajuste total de 33,33%, sendo que metade foi paga no salário de janeiro e a outra parcela começou a vigorar no dia 1º de julho.
O salário de julho está agendado pela Secretaria de Fazenda para ser quitado nesta sexta-feira, 30, mas com aumento.
Ainda não se sabe se o reajuste que impacta em R$ 6,250 milhões/ano, o total é de R$ 12,5 milhões será ou não pago, em que pese o Sinjusmat colocar como uma exigência para a retorno ao trabalho o não desconto e a aprovação da mudança na legislação para que o servidores cumpram oito horas de serviços diários e não sete ininterruptas como vinha acontecendo.
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