A primeira-ministra da Islândia, Johanna Sigurdardottir (foto), casou-se com a escritora Jonina Leosdottir – ela se tornou em todo o mundo a primeira chefe de governo nacional a ofi cializar uma união homossexual. Johanna e Jonina estavam juntas há anos. Elas inauguraram no país a lei recém-aprovada que define casamento como união consensual entre duas pessoas, independentemente do sexo. A notícia foi divulgada na terça-feira 29. Johanna já foi hetero e tem filho do casamento anterior.
Das agências internacionais
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Na Islândia as mulheres não estão à venda
Na Islândia as mulheres não estão à venda e se calhar não é por acaso. Johanna Sigurdardottir[1], uma mulher, é primeira-ministra. Johanna conseguiu proibir no país os clubes de strip que, como facilmente se percebe, na maioria dos casos e das situações, são uma fachada para a prática da prostituição. Com esta medida, a indústria do sexo no país tem de fechar as portas e a Islândia passou a ocupar a posição 4 no ranking de 130 países quanto ao índice da diferença de género (os três primeiros também são países escandinavos).
A Islândia é um pequeno país (320.000 habitantes), mas deu um enorme passo ao aprovar uma lei que criminaliza a exploração sexual de mulheres, sem votos contra e com apenas duas abstenções. As razões invocadas foram feministas e não de natureza religiosa.
Kolbrún Halldórsdóttir, actual ministra do ambiente que tomou a iniciativa de propor a lei disse: «É inaceitável que mulheres ou pessoas em geral sejam um produto a ser vendido.», e asseverou que o sucesso obtido só foi possível com o empenhamento de muitas mulheres que trabalharam infatigavelmente na campanha para que a lei passasse. Na Islândia, as feministas não estão divididas em relação à prostituição, diferentemente do que acontece em outros países, por exemplo, no Reino Unido, embora este último, seguindo o modelo sueco, vá finalmente aprovar uma lei que penaliza quem prostitui a mulher.
A Islândia, além de um movimento feminista forte, tem muitas mulheres em cargos políticos, quase 50 por cento dos lugares no Parlamento são ocupados por mulheres. A este respeito, Halldórsdóttir disse: «Uma vez quebrado o tecto de vidro e havendo mais do que um terço de mulheres na política, alguma coisa vai mudar. A energia feminista parece perpassar todos os assuntos.»
[1] É a primeira mulher assumidamente lésbica assumir o cargo de primeira-ministra.
fonte blog sexismo e misoginia
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