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MULHERES CONTRA A CORRUPÇÃO - Procuradoras da República Raquel Dodge e Deborah Duprat estão detonando Arruda e o mensalão do DEM no Distrito Federal

16/03/2010 - 08:08:00

Mulheres contra a corrupção

As procuradoras da República Raquel Dodge e Deborah Duprat comandam as investigações do mensalão do DF


LUCAS FERRAZ
FERNANDA ODILLA
ANDREZA MATAIS
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

As investigações do mensalão do DEM, em Brasília, alçaram aos holofotes as procuradoras da República Raquel Dodge (foto), 48, e Deborah Duprat, 50. As "damas de ferro" do Ministério Público Federal são definidas por colegas, advogados e juízes como sérias, dedicadas e rigorosas.
Dodge e Duprat tiveram papel central na inédita prisão de um governador por suspeita de corrupção. A primeira pediu a detenção de José Roberto Arruda, sob a acusação de ter tentado impedir a apuração do esquema de propina e compra de apoio político no governo do Distrito Federal. A segunda sustentou a necessidade de mantê-lo preso perante o STF (Supremo Tribunal Federal).
Em comum, têm a militância pelos direitos humanos e uma coleção de ações contra políticos acusados de corrupção. E são amigas -Duprat é madrinha de casamento de Dodge.
"Elas são empenhadas na busca por correção de rumos", diz Marco Aurélio Mello, ministro do STF, que já foi chefe e professor de Raquel Dodge.
Subprocuradora-geral da República, Dodge foi uma das responsáveis pela primeira condenação do ex-deputado Hildebrando Pascoal, que assassinou um mecânico com motosserra no Acre em 1996. Atuou também no combate ao crime organizado no Espírito Santo, levando à prisão o então presidente da Assembleia, José Carlos Gratz, em 2003.
Reservada e discreta -amigos dizem que ela nunca altera o tom de voz-, Raquel Dodge não teme pressões. Nem mesmo as ameaças de Hildebrando Pascoal no período em que amamentava a filha caçula a fizeram abandonar o caso ou mudar de profissão.
"Ela age como pensa", afirma a amiga de mais de 30 anos Maria Oliveira Cerejo, assessora no STF, garantindo que Dodge sempre foi uma pessoa "de opiniões firmes e claras". A ponto de, no auge da investigação do mensalão do DEM, ter acionado o procurador Alexandre Camanho para resolver a situação dos índios no sul da Bahia, onde estavam em pé de guerra.
A sala de Dodge, antes de ser promovida a subprocuradora, era famosa pelos adornos indígenas e pelo mapa indicando a localização exata de todas as tribos. Procurada pela Folha, ela não quis ser entrevistada. Por meio da assessoria, disse que prefere o anonimato.

Hippie
Assim como a amiga, a atual vice-procuradora-geral da República Duprat também é apaixonada pela questão indígena, tema que a fez entrar para o Ministério Público. Ela conta que frequentemente viaja para reservas indígenas. Sobre a paixão pelos índios, diz: "Acho que é uma fantasia. Vem daquela coisa de querer viver numa praia cheia de índios".
Ela também atuou em casos rumorosos contra políticos. Denunciou Ivo Cassol, governador de Rondônia que ainda hoje responde a processos na na Justiça. Coordenou vários inquéritos contra o ex-aliado e agora inimigo de Arruda, Joaquim Roriz (PSC), acusado de crimes como corrupção.
Duprat já defendeu a legalidade da marcha da maconha e a união civil de homossexuais. "Sou alternativa, um pouco hippie. Sou uma pessoa mais década de 60", define-se.
Nos tribunais, a "cotação" da vice-procuradora está em alta. Colegas de profissão e ministros do STF ouvidos pela Folha destacam o charme de Duprat, que corre regularmente (de 7 km a 8 km) e pratica hipismo montando o próprio cavalo, um puro sangue inglês.
Prestes a completar 51 anos, mãe de um casal e solteira após dois casamentos, ela afirma que não é muito assediada. "É porque tenho cara de mulher má", brinca.
Sobre o escândalo no DF, uma das "damas de ferro" evita comentá-lo diretamente. "É uma tristeza para todos que gostam de Brasília. O que está acontecendo aqui é uma coisa que você imagina só ocorrer nos rincões mais escondidos do país, onde o Estado praticamente não chega."

Comentários
Marilda de Souza - 17/03/2010 13:00
GADO CONFINADO NA EDUCAÇÃO DE CURSO SUPERIOR. Enock. Esse comentário merece um destaque especial para que todos possam dar opiniões. A minha filha é estudante universitária matriculada no UNIRONDON, Curso de Direito, há duas semanas atrás, ela chegou em casa muito nervosa e chorando pelo procedimento que enfrentou na turma quando de uma prova de Direito Civil. O professor titular da matéria, convidou uma sua colega professora e foram aplicar a prova ameaçando os alunos aos gritos em caso de alguém tentar colar que daria zero. Quando entregou as provas aos alunos, as referidas provas eram diferentes, então de nada adiantaria tentar colar ! De outro lado não satisfeitos os professores humilharam os alunos colocando um de costa para o outro e de frente para a parede. UM VERDADEIRO CONFINAMENTO DE GADO, com seres humanos, uma vergonha que o MEC precisa saber. A minha filha tem apenas 18 anos ficou nervosa com os demais que não concordam com a maneira conduzida pelo professor titular da matéria, onde a maioria da sala tirou notas de 04 pontos abaixo. Ela lembra muito bem de quando o professor Saulo era o coordenador do curso,no dia da prova ele entrava mais a calmo do que no dia das aulas a matéria dele era difícil Direito Constitucional, mas no dia da prova ele dizia. Não estou aqui para reprovar ninguem. Forme um grupo de 06 alunos e responda aprova que não é fácil, se estudaram vocês vão sair bem. Lembro-me da professora Luizia ex reitora da UFMT e hoje reitora do UNIRONDON, que conhece como ninguem os estudos universitários. A universidade não deve dar notas para ninguem mas, também não pode co propósitos preparar o aluno para uma possível reprovação pelo capricho de professores da instituição a minha filha e outros alunos já vislumbram a possibilidade de transferir para outra universidade. A coordenação precisa tomar providências.
roberto - 16/03/2010 22:07
mais como a justica de mato grosso deixa este tal de riva no cargo com tantas prova de roubo que justica so prende pobre e deputado fica numa bao sera quem manda e dinheiro ETA JUSTICA E SO PRENDE POBRE MESMO viva a democracia
roberto - 16/03/2010 14:30
nao adiante so falar tem que agir bem mais deixar estes ladroes que os brasileiros vota a nao sair da cadeia
Jotacê - 16/03/2010 08:30
JUSTIÇA. DOIS PESSOS DUAS MEDIDAS. No Distrito Federal, o governador José Roberto Arruda foi preso, perdeu o cargo. Aqui em Mato Grosso, o José Riva, fez pior que Arruda, 118 processos e ainda continua no cargo , recebendo comenda e zombando do povo mato-grossense. Até quando vamos aguentar isso?
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