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TEMPOS DE SILVÉRIO, TEMPOS DE MORALIZAÇÃO - Presidente confirma que distribuição de processos no TJ era manipulada. Danilo Pereira, chefe da informática, afastado. Com "distribuição direcionada" quadrilha faturava até R$ 60 mil por processo

16/03/2010 - 12:50:00

Tudo indica que o Judiciário de Mato Grosso ainda vai sangrar por muitos dias. A semana começa com a confirmação, por parte do presidente do Tribunal de Justiça, desembargador José Silvério (ao centro, na foto) que o sistema de distribuição de processos no TJ-MT estava sendo manipulado por uma verdadeira quadrilha. O servidor Mauro Ferreira Filho, citado como suspeito em denuncia do Blog do Pannunzio e do Prosa e Política, foi efetivamente afastado do cargo. Também foi afastado o diretor de Informática Danilo Pereira da Silva, uma sindicância está aberta e os computadores do TJ estão sendo periciados. Na coletiva desta tarde, Silvério não confirmou que um desembargador esteja implicado no caso - mas não confirmou porque disse que não sabe de todos os dados das investigações do STJ que são conduzidas em segredo de Justiça, sob a coordenação do ministro João Noronha.

Conversando com a reporter Patrícia Sanches, da equipe de Romilson Dourado, Silvério contou que ele mesmo já foi alvo das cantadas dos lobbystas: “Em 30 anos de magistratura passei uma única vez por esse constrangimento. Já tinha armado o flagrante, mas o cara não apareceu, foi avisado de que comigo não funciona assim”, relatou Silvério.

Especulações alinhadas pelo RD News apontam a possibilidade de que mais de um terço das ações impetradas no TJ, num universo de 1,3 mil casos analisados, possam ter sido distribuídas irregularmente. O preço para ludibriar o sistema estaria variando, nos bastidores sujos da venda de sentença, entre R$ 10 mil e 60 mil. José Silvério preferiu aguardar pelo desdobramentos das investigações: “Desconheço todas essas informações”, disse a Patrícia Sanches.

*****************

VERSÃO OFICIAL DA COLETIVA

Presidente do TJMT adota medidas para ampliar segurança do sistema

 
            A fim de aprimorar o sistema de distribuição processual no Segundo Grau de jurisdição e reduzir riscos decorrentes da aparente fragilidade desse sistema, detectada pela Coordenadoria Judiciária do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, o desembargador presidente José Silvério Gomes determinou, no último dia 5 de março, a adoção de uma série de medidas com vistas a corrigir possíveis irregularidades. “Meu compromisso é com a legalidade, com o Judiciário”, observou o magistrado, ressaltando que não há, por ora, comprovação de efetiva fraude visto que está em curso uma auditoria interna para fazer apuração. As medidas adotadas em relação ao assunto foram encaminhadas ao Superior Tribunal de Justiça, à Polícia Federal e à Corregedoria-Geral da Justiça.    
 
No início deste mês, em ocorrência verificada no Departamento Judiciário Auxiliar (Dejaux), onde fica o setor de distribuição, foi levantada suspeita de alteração da configuração de uma das máquinas que opera o sistema de distribuição. O fato foi noticiado à Presidência pela Coordenadoria Judiciária, área a qual o setor é subordinado, com pedido de providências. “Os fatos narrados pela Coordenadoria Judiciária evidenciam, em tese, uma aparente fragilidade no sistema de distribuição, circunstância esta que impõe a adoção de medidas emergenciais tendentes a aprimorar o sistema e reduzir riscos detectados”, asseverou o desembargador José Silvério Gomes, determinando medidas para ampliar a segurança e a apuração do ocorrido.
 
Entre as medidas emergenciais adotadas estão o afastamento de servidores sobre os quais recaíram suspeição; a troca da fechadura da sala da Gerência de Distribuição do Dejaux; a aquisição e instalação de câmera filmadora e circuito interno de TV no local; a desconexão dos computadores utilizados para a distribuição dos processos da rede interna de computadores; restrição do acesso à sala da Gerência de Distribuição, admitido apenas para servidores do setor e quando houver solicitação formal por parte do diretor da área; instauração de procedimento para auditoria nos equipamentos que servem ao setor de distribuição.
 
Ainda como parte das medidas, foi determinada à Coordenadoria de Tecnologia da Informação a produção de relatório circunstanciado com os necessários esclarecimentos técnicos acerca dos equipamentos utilizados pelo módulo de distribuição do Sistema Proteus. Esse relatório deverá narrar todas as etapas de uso dos equipamentos em passado recente, bem como a relação de todas as pessoas que detêm permissão de acesso ao sistema. Adicionalmente, foi determinada ainda a designação de um único técnico para prestar assistência aos equipamentos e demais serviços, de modo a acompanhar a rotina de segurança de alimentação das informações lançadas no sistema.
 
INVESTIGAÇÃO – Por determinação do desembargador presidente José Silvério Gomes, um relatório contendo a narrativa dos fatos bem como as medidas adotadas, foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça, por considerar a existência de procedimento já em trâmite naquele tribunal, referente a denúncias ocorridas em 2007. “Aparentemente não há ligação do ocorrido em 2007 e com o ocorrido no começo deste mês. Mas, como o STJ já está com procedimento em trâmite, achei por bem levar ao conhecimento do relator, ministro João Otávio Noronha, que poderá decidir, se entender, pela realização mais investigação, como perícia externa ou o apensamento destas novas investigações nos autos que já estão em tramitação”.
 
 
Fonte Coordenadoria de Comunicação do TJMT
imprensa@tj.mt.gov.br



 

Comentários
Olhos Abertos - 17/03/2010 22:47
Mentira do processo administrativo?? Ora Sr "Juiz Leopoldino" pergunte ao Coordenador da Corregedoria da gestão passada e ele irá te explicar como que um processo administrativo sigiloso foi parar nas mãos do Sr. Danilo. Todos no TJ sabem que ele tem mania de persiguição, nao é só a diretora geral que nao tem simpatia por ele, é o poder judiciario todo... Fala-se até que os funcionarios eram proibidos de atender determinadas comarcas, caso fizessem isso perderiam o emprego. Ninguém é santo nessa estória.
Juiz Leopoldino - 17/03/2010 09:40
Quem conhece o sr. Danilo, sabe que o mesmo foi afastado por ser o chefe do suspeito, e que nao gozava da simpatia da nova diretora geral. essa conversa que o mesmo responde a processo administrativo é mentira, nunca houve isso. Ao Mauro cabe se defender para depois postularmos como Culpado ou Inocente. Conheço várias pessoas que conhece o Danilo ha muito tempo, ele não é desonesto e nao estaria no meio dessa sujeirada toda. Agora o que ouço é que empresários que eram praticamente "expulsos" pela corja que estava nas gestões passadas é de se ASSUSTAR. Desde MENSALINHO de empresa de Impressoras à aquisiçao de computadores com uma mesma empresa, muito conhecida em cuiaba por essa "tática", se forem atrás certamente acharão. Todos sabem disso lá no TJ.
ALI BABA E OS 30 LADRÕES - 17/03/2010 01:34
SOCORROOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO, QUEREMOS JUSTIÇA, NOMES, DESEMBARGADORES, PUNIÇOES, LIMPA NO JUDICIARIO, LIMPA NOS ESCRITORIOS DE ADVOCACIA DOS FILHINHOS DE DESEMBARGADORES, AGORA SIM IREMOS TRABALHAR, SE ISSO TUDO FOR FEITO, AGORA CHEGOU A VEZ DE ADVOGADOS HONESTOS QUE RALAM REALMENTE EXERCITAR O EXERCICIO DE SUA FUNÇÃO COM COMPETENCIA E HONESTIDADE, CAIU A CASA TJ!! PAREM DE COLOCAR OS LARANJAS , DANILO, MAURO AH NAO TEM RETARDADO AQUI LENDO ESSAS PAGINAS NAO!! CADE O CNJ, STJ. MP, ONG DA PQP, LULA, A POLICIAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA AGORA DA PARA ENTENDER PORQUE TEM ADVOGADOS COM LANCHAS, CASA EM CHAPADA EM MANSO, AÍ QUERO UM PAPAI DESSES PRA EU!
A ponta do iceberg... - 17/03/2010 00:11
vejam o que saiu no site Click MT: " Esquemão de venda de sentenças no TJMT tinha até "palavra-chave" Advogado de uma mega-empresa desembarca no Aeroporto Marechal Rondon e hospeda-se num hotel de bacanas em Cuiabá. Mal teve tempo para aquela mijadinha estatutária, toca o interfone. Era um "emissário", vamos simplificar assim, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Já no apartamento em que se achava alojado, tal emissário se oferece para fazer com que, no sistema de sorteio, a causa que o advogado defende caia nas mãos de um determinado desembargador. Pede qualquer coisa muito parecida com 60 mil reais pelo "selviço". O ilustre causídico diz que vai estudar o caso -- leia-se: informar a empresa -- e pede para que o atravessador aguarde contato, no início da tarde. Mal este primeiro emissário vira as costas, outro interfonema: desta vez, era um corretor de sentenças, que revelou-se informadíssimo sobre a causa que o advogado patrocina e que desdenha da "capacidade operacional" do intermediário que o precedeu. O "melhor" de tudo: Apresenta duas sentenças -- uma contra, outra a favor da empresa -- e pergunta qual das duas "amostras grátis" o advogado prefere. Mais: Pede ao advogado para acrescentar uma palavra no texto da sentença favorável, a titulo de senha. Se a palavra escolhida aparecer, ele é o cara. Pede uma nota pretíssima pela intermediação. O advogado consulta a empresa e topa o negócio. Desde que volte para São Paulo com a sentença favorável em mãos. Sai a sentença -- com a tal palavrinha-chave --, conforme o combinado. Porém -- sempre tem um "porém" --, já com a sentença favorável a seu cliente publicada do Diário da Justiça, o advogado, ao invés de efetuar o pagamento, denuncia o caso ao Conselho Nacional de Justiça. Tinha gravado tudinho e o resultado é o que está se passando, agora, no TJ-MT." E agora será que só existem servidores envolvidos? será que o TJ vai colocar a sujeira dos "deuses" embaixo do tapete? Cadê o MPE? cadê o CNJ? Cadê a ONG MORAL? cadê o MCCE? a população honesta pede socorrooooooooooooo
Lauro - 16/03/2010 21:37
Danilo não sabia de nada? Ah! Faz-me rir!!kkkkkkkkkkkkkkkkkk
ADVOGADA ALIVIADA - 16/03/2010 20:54
Felizmente creio que acabará a "CONCORRÊNCIA DESLEAL" na Justiça Estadual, pois já havia até desistido de advogar na Justiça comum de Mato Grosso, pois quando a parte adversa tinha sua defesa patrocinada por um escritório de um "bam-bam-bam", (que mal sabe fazer um "o" com o fundo de uma garrafa) já sabíamos que era caso perdido e não adiantava estudarmos a melhor tese, pois era uma luta muito desigual e injusta. Efetivamente precisa se retirar todas as laranjas podres da Justiça Estadual, e com certeza ainda tem muitas arestas para serem aparadas. Conheço o trabalho e honestidade do Dr. José Silvério e creio que sua escolha foi a primeira atitude sensata para a moralização. Mirem-se nos exemplos das Justiça do Trabalho e Federal, pode ser um bom começo.
DANIELA - 16/03/2010 20:38
De fato o tribunal de mato grosso necessita de um limpa para melhorar sua imagem. Contudo, caso não seja possível de imediato, deve o Presidente José Silvério reunir os desembargadores honestos e os desonesto e, implorar para eles acabar com os grupos a bem do Poder Judiciário e, a partir da escolha dos novos desembargadores sejam presgiados os mais honestos e trabalhadores, de acordo com relatório da Corregedoria, sem apadrianhados e de forma que as sentenças mais difícies sejam compensadas com as mais fácil dos Juízados, além da qualidade de cada uma.
Katia Abreu - 16/03/2010 19:22
ORA, ORA... Cadê os filinhos dos Desembargadores que ofereciam as decisões dos papais como quem vende pão quente na padaria. Não tem como se analisar esquema na distribuição sem considerar que essa manobra tinha como objetivo final a negociata da decisão do papai. Fala Sério!!!
Olhos abertos - 16/03/2010 18:43
Vale lembrar que o Sr. Danilo respondia um processo administrativo por ter acessado processos sigilosos durante a gestão passada e misteriosamente nessa gestão o processo foi arquivado. Olhos abertos sempre!!!
Matrix - 16/03/2010 17:22
Justiceiro, tem razão, o Danilo é um cara honesto e de boa indole, entrou de gaiato no navio. E esse Mauro, vai ficar quieto com o cala boca que deram para ele? Que isso Mauro, certo vc nao estão, mas levar a culpa sozinho que não merece!! Diga aí os nomes dos Juizes e desembargadores ou dos filhinhos dos mesmos, em seus escritorio de advogacia, sem fazer nada, pq nem precisava, a sentença ja estava dado!! Caramba, que vergonha Tribunal de Justiça, que Vergonha Ministério Público e que vergonha CNJ.
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Enock Cavalcanti nasceu em 18 de maio de 1953, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, Estado do Rio de Janeiro. Filho de Manoel Paulo da Silva, vendedor autônomo e de Josefa Cavalcanti da Silva, a Dona... (continuar lendo)

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