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CARLOS GOMES DE CARVALHO: Questões sobre a demolição do Verdão e a possibilidade de um novo desenho urbano em Cuiabá

12/03/2010 - 21:39:00

ESTÁDIO VERDÃO: QUESTÕES SOBRE A SUA DEMOLIÇÃO E A POSSIBILIDADE DE UM NOVO DESENHO URBANO

Carlos Gomes de Carvalho*
 


Todas as vezes que derrubam algo de Cuiabá
é a memória da história que estão derrubando
assim todas as vezes que ferem sua paisagem,
a árvore ou o casarão que põem abaixo na litania do progresso
é como dizer que agora é que se nasce
ou tentar fazer crer que tudo está começando hoje
como se pés que em tempos avoengos sangraram na áspera pedra
nunca tivessem antes pisado o solo rubro, a inóspita floresta ou vadeado tantos [rios
é como querer dar adeus definitivo a todas as vozes, tantas alegrias e angustias
é como tentar fazer escorrer entre os dedos da mão toda a água do Cuiabá
ou esmaecer no céu imenso de nuvens azuis e navegantes
as almas que palmilharam caminhos estrelados de estórias sem fim
de mulheres e homens que puseram seu coração
no fundo recôndito da terra generosa e acolhedora
é desejar esquecê-los, virar-lhes as costas, sem adeus.
Como pode um povo
viver sem memória, sem os ventos ancestrais batendo-lhe no peito
onde ancorar a vida, o sol e o sangue de um povo senão na sua memória mais [longínqua?
Todas as vezes que derrubam algo de Cuiabá
assim é.


    Um dos fatos econômicos mais relevantes do ano que passou, com indiscutíveis repercussões sobre a vida futura da capital e de seu entorno, foi a escolha de Cuiabá como uma das subsedes da Copa do Mundo de futebol. Não apenas pelo significativo aporte de recursos financeiros para a realização do mega evento, mas, sobretudo, pelo que possibilitará de intervenção no perfil urbano da cidade, com reflexos em vários municípios circunvizinhos. Foi de fato o que ocorreu em praticamente todas as cidades do mundo, com uma ou outra exceção, em que um acontecimento dessa magnitude, tal como com as Olimpíadas, foi realizado. Conheci Barcelona antes e depois das Olimpíadas de 1992, e pude constatar o sopro de modernidade arquitetônica e urbana que passou a dominar a milenar cidade da Catalunha. Assim, as perspectivas que se abrem para Cuiabá, e as demais cidades brasileiras que receberão os jogos, são alvissareiras. Quanto a isso ponto final. Ponto final? Nem tanto.
    A questão que surge agora, depois do regozijo da escolha pela FIFA, é o da perspectiva que se abre para o estabelecimento de um novo perfil urbano, onde evidentemente se compreende não apenas as instalações desportivas e o aparato turístico, mas todo o conjunto que compõe a urbes, ou seja, as vias de circulação, as praças, os transportes, os edifícios, etc, etc.
E é precisamente no primeiro ponto, o das instalações esportivas, mais especificamente o do estádio, que subsiste uma questão de grande importância. E, vale observar, essa importância vai muito além desse sitio para, extrapolando-o, alcançar a própria cidade como um todo. E é este o caso da demolição do estádio “Verdão”.
    A opção unilateral, ou seja, governamental, para a demolição dessa praça de esportes a mim sempre me pareceu temerária. E por quê? Vamos antes a um pouco de história.

Um pouco de história

O estádio a ser demolido fará 34 anos no próximo mês de abril. Convenhamos, não é tão velho assim. O projeto, de autoria do arquiteto Silvano Wendel, com capacidade prevista para acolher 50 mil torcedores, esteve orçado em CR$ 1.200.000,00, o que foi considerado alto para a época.  A construção teve inicio em 1973, na administração do corumbaense José Fontanillas Fragelli, daí a homenagem que lhe fizeram dando o seu nome ao Estádio. Dois anos depois, em 12 de março, inventaram uma pré-inauguração, com uma partida na qual jogaram o Fluminense e a Seleção cuiabana. A inauguração oficial, obras completas, se deu no ano seguinte, no dia do aniversário da cidade, já no governo de José Garcia Neto e contou com a presença do presidente Ernesto Geisel e de vários ministros. O jogo reuniu um quadrangular no qual se enfrentaram os três principais clubes da capital – Mixto, Operário e Dom Bosco – e mais o Flamengo. Calcula-se que cerca de 49 mil pessoas assistiram às partidas.
    Para adequar o “Verdão”, como logo se tornaria popularmente conhecido, às exigências do comitê organizador, transformando-o numa arena de multiuso, serão destinados cerca de 455 milhões de reais, dos mais de um bilhão de reais que serão aportados para todo o complexo urbano de Cuiabá. Isso, evidentemente, em cálculos iniciais. Vamos ver depois. O último exemplo que temos a esse respeito foi a da brutal diferença entre o orçamento original e o custo final dos investimentos nos Jogos Pan-americanos realizados no Rio de Janeiro. O porquê da brutal diferença era coisa para CPI (se elas ainda servissem), hipótese, aliás, aventada por alguns parlamentares. Talvez tendo esse fato em mente é que o governador ao dar posse, em 11 de novembro, aos diretores da Agecopa - – a agência oficial criada para supervisionar o empreendimento – tenha considerado de bom alvitre alertá-los para o cuidadoso critério que deverá prevalecer para a realização das várias dezenas de licitações para a contratação de obras e serviços. Maggi chegou a se referir, como exemplo a ser evitado, à experiência nada positiva do Programa de Aceleração do Crescimento - PAC, em Cuiabá, que, já por duas vezes, viu os processos licitatórios realizados pela Prefeitura da Capital ser anulados em decisões judiciais. A preocupação do chefe do executivo, sem dúvida, procede. Mas veremos, ao final, se o conselho foi observado.
Papel fundamental em todo esse processo está destinado para Agência Estadual de Execução dos Projetos da Copa do Mundo do Pantanal, com a sigla AGECOPA. Essa agência vem a ser um super organismo, com orçamento significativo e que, dadas as características especialíssimas de seu regime jurídico, se constitui num verdadeiro enclave dentro da estrutura da máquina administrativa, (um governo dentro do governo?). Se o futuro governo for de continuidade ao atual, os naturais e compreensíveis atritos que eventualmente surgirem e que sempre existem entre as estruturas burocráticas governamentais poderão ser dirimidos sem grandes solavancos, todavia, se a atual conjugação de forças no governo for substituída, pode ser que possíveis choques – de concepção, de comando, de interesses etc – que venham a existir entre o governo do Estado e a agência da Copa caminhem para um beco sem saída. Veremos.
Conforme dados da Agecopa – que li em matéria do jornal A Gazeta (27/10/2009) - só na demolição do estádio vão ser gastos em torno de 80 milhões de reais. Só na demolição, repito. O inicio das obras está previsto para março e o término para dezembro de 2012, quando deve ser realizada a Copa das Confederações, evento teste para a Copa do Mundo.
Mas, agora coloco a questão que me parece, nesse momento, mais pertinente para a discussão das medidas que vêm sendo prometidas no preparo da capital para o mega evento: Por que demolir o estádio?

O que se desmancha no ar

    É impressionante como a idéia de progresso traz consigo, não raro, o pressuposto da destruição. Há, subjacente à vontade de construir o novo ou mesmo o de vislumbrar o futuro, o entendimento de que para isso é necessário destruir o já existente. Se isso é, por vezes, imperioso no campo das idéias - literárias ou filosóficas – tal, no entanto, não pode ser factível, como meio inarredável e inevitável, no terreno da evolução social. Não pretendo entrar num debate de contornos exclusivamente teórico, mas se faz imperioso desmascarar esse nefasto entendimento social. Temos, entre nós mesmos, inúmeros exemplos.
    Em 1986 um livro que analisava elementos da chamada modernidade, por sua amplitude de abordagem, chamou a atenção de diferentes segmentos acadêmicos. Trata-se de “Tudo que é sólido desmancha no ar” do norte-americano Marshall Bermann. Numa interessante aventura intelectual o autor lida com as mais diversas áreas do saber como a crítica literária e a estética, a ciência política e econômica, a arquitetura e o urbanismo. O título do livro na realidade vem de uma frase de Karl Marx, que utilizou a metáfora para conceituar e contextualizar formas de governo, ideologias e modos de produção que, como os seres vivos, nasceram, existiram e pereceram, num ciclo de vida e morte natural. É sedutor usar essa metáfora para verificar alguns de nossos acontecimentos, em que o ciclo de vida e morte foi apressado por um olhar vesgo do poder e da sociedade que, embora por vezes aprovado, nem que seja pela omissão, pelos contemporâneos, se tornaria, no entanto, num doloroso estigma nos anos futuros. É aqui que também se manifesta a imperiosidade de se conceituar o que é “progresso” e o que é desenvolvimento, termos tantas vezes formulados confusamente. E paremos por aqui em teorizações. Vamos a um fato muito simbólico do equivocado entendimento de que é necessário destruir para “caminhar rumo ao progresso”.
    Um dos mais belos e representativos monumentos da arquitetura barroca existente em Mato Grosso era a vetusta catedral de Cuiabá. Além do significado arquitetônico, tinha ela o sentido de ser um marco histórico que vivenciara não apenas o acendrado espírito do catolicismo lusitano, mas particularmente testemunhara as manifestações tradicionais da arraigada religiosidade do povo cuiabano. Sob o argumento, que depois se mostrou ser estapafúrdio, de que a construção de 1722, feita em adobe, ameaçava ruir, suas paredes começaram a ser derrubadas. Picaretas, pás e outros instrumentos logo se mostraram insuficientes. Pois bem, a solução foi usar bananas de dinamite. Que não foram poucas. E assim, em fins de setembro de 1968 foi definitivamente explodida (não implodida, como se faz hoje) a antiga e bela Catedral Metropolitana do Senhor Bom Jesus do Cuiabá. Só que dinamite foi possível por abaixo paredes que se dizia estarem prestes a ruírem. Dois séculos e meio de historia vieram abaixo. Sob a indiferença e o silêncio geral. Todo um patrimônio histórico e cultural perdido em nome de uma suposta modernidade.
    É evidente que o Estádio José Fragelli nem de perto pode ser comparado, seja do ponto de vista histórico, arquitetônico ou simbólico ao exemplo acima, mas é inegável o que ele representa para a comunidade cuiabana. Muitos desportistas afirmam que o futebol matogrossense se divide em antes e depois desse estádio. E pelo menos em uma coisa os construtores do “Verdão” podem se orgulhar: ao contrário dos atuais governantes eles não viram necessidade em derrubar o Estádio Dutrinha (nome em homenagem a Eurico Gaspar Dutra, presidente da República nascido em Cuiabá), para construí-lo.

Questões que coçam a cuca

Diante do que parece ser a inevitabilidade da demolição do “Verdão”, para reconstruí-lo no mesmo local, coloco, para reflexão geral, algumas simplórias indagações:
A primeira: Por que não construir um moderno e arrojado palco esportivo em outro local da cidade? Uma obra que, além de servir para deslocar o núcleo central da capital, desafogando a área mais congestionada e inclusive possibilitando o surgimento de um novo centro urbano moderno, possa ser igualmente um marco da engenharia e da arquitetura contemporânea, e que, sob este aspecto, possa a vir simbolizar a Cuiabá do século XXI? Por que manter uma estrutura de porte avantajado como será o novo estádio numa região, que é não só a do bairro Verdão e do seu entorno, mas toda a cidade, que já é tida por qualquer observador como congestionada ou em vias de sê-lo? Novamente um parêntese para um pouco de história.
A meu ver, Cuiabá teve, nos últimos cem anos, dois momentos capitais para se tornar uma cidade moderna, contemporânea dos tempos que estavam por vir, isto é funcional e marcante do ponto de vista urbanístico, político e da qualidade de vida de seus habitantes. A primeira foi muito bem aproveitada, a segunda desperdiçada. Entre os anos de 1938 e 1945, o Interventor Júlio Müller, o maior administrador que Cuiabá já teve, realizou uma série de importantes obras, conhecidas como as Obras Oficiais, que incluiu não só prédios públicos, mas obras de abastecimento de água e outras, que não somente deu um aspecto moderno a acanhada cidadezinha colonial de então, como ainda contribuíram para consolidar Cuiabá como capital do Estado. Com efeito, foi precisamente este novo aspecto de cidade que Cuiabá adquiriu que impediu, no episódio dramático da Constituinte de 47, que Campo Grande se tornasse a capital do Estado. O outro momento perdido para a re-urbanização, que já se fazia necessária desde fins da década de 60, se deu com a criação do Centro Político-Administrativo – CPA. Iniciado no governo Fragelli e em grande parte concluído no governo de Garcia Neto, entre os anos 1974 e 1977, aquele amplo espaço não deveria ter servido apenas para a concentração dos órgãos do Poder Público e de outros entes sociais, além das moradias dos servidores, como foi originalmente o objetivo. Entendo que uma visão mais ampla da dinâmica histórica e geográfica da capital teria provocado o deslocamento de organizações bancárias, comerciais, sociais e empresariais de um modo geral. Tivesse isso acontecido e não teríamos hoje um centro urbano sufocado, caótico, tumultuado, congestionado e ... insuportável, característica das metrópoles brasileiras. A terceira oportunidade surge agora. Será novamente perdida?
Segunda questão: Ao lado do re-direcionamento urbano, enfim, da possível criação de uma nova urbe, uma questão se coloca de modo inequívoco: existe mesmo a necessidade da demolição e da posterior re-construção da praça esportiva naquele exato local? Por que é conveniente demolir o atual estádio para o qual estão inicialmente destinados R$ 454,2 milhões ao invés de se construir um novo? Por certo tal necessidade seria compreensível em algumas outras cidades, em que não existem áreas em condições de receber um aparato arquitetônico e o seu entorno com o porte do que está sendo previsto. Mas é este o caso de Cuiabá? Não existe aqui nenhuma área com as dimensões exigidas?
Terceira questão: De outra parte, qual será o custo das indenizações em uma área densamente povoada como é a do bairro Verdão e de seu entorno? Esse custo não poderia ser utilizado na implementação da infra-estrutura de uma área nova? Inclusive com gastos menores na organização das vias de escoamento e de fluxo do trânsito, tanto de pessoas como de mercadorias.
Uma curiosidade a respeito do novo estádio é que a capacidade atual será reduzida para acomodar cerca de 42 mil pessoas, podendo, no futuro, pela tecnologia de construção que será empregada, ser ainda mais diminuída, para em torno de 28 mil lugares. É bem verdade que o projeto contempla, aliás, por uma exigência da FIFA para todos os estádios, sua utilização múltipla tais como centro de convenções e feiras, palco para shows e outros tipos de eventos. O projeto da obra custou aos cofres públicos 14 milhões de reais.
    Quarta: O custo social e econômico do entulho saído da demolição. Parte dele, pelo que li, vai ser utilizado como aterramento de uma praça em frente ao estádio, mas e o restante, que deve ser a maior parte. Onde serão despejados as milhares de toneladas de concreto? Sem se falar nas incontáveis viagens que dezenas de caminhões farão pela cidade, congestionando ainda mais o trânsito, e para jogar onde? Subjacente a isso estará, sem dúvida, o meio ambiente a ser poluído pelos detritos e pela poeira.
    Quinta: Do ponto de vista do custo-benefício, não seria mais socialmente mais interessante e até mesmo econômico manter o atual estádio, com uma ou outra adequação, para que ele seja um palco desportivo alternativo? Com os 80 milhões que se promete gastar em sua demolição o Verdão poderia abrigar, no após Copa, não só eventos desportivos amadores, como igualmente servir como um centro de convenções e de arena para shows artísticos de maior porte. O que impressiona é que toda essa movimentação se dá por não mais que três ou quatro jogos do Mundial em Cuiabá. Daí a referência ao custo-benefício.

A mãe de todas as questões

Estas são apenas algumas das poucas questões a serem levantadas, ao lado de uma questão basilar e talvez do maior alcance, qual seja: diante de uma decisão de tal envergadura, em que dezenas de milhões de reais do dinheiro público, isto é, retirados da sociedade, graças à pesada carga tributária que está entre as mais elevadas do mundo, não seria o caso de se convocar a sociedade, ou pelo menos os seus segmentos mais expressivos, para opinar quanto à utilização desses recursos? No caso específico: saber se é mais importante e útil para o futuro da cidade a demolição da obra que aí está, nisso investindo cerca de 80 milhões de reais, ou a construção de uma nova praça esportiva? Ademais, para muito além da Copa, e seguramente mais importante que ela para o futuro da cidade e do Estado, assim como o foi em Barcelona e em tantas outras cidades do mundo em que o evento foi realizado, está a possibilidade factível de se estabelecer um novo desenho para o perfil urbanístico e arquitetônico da Capital. Em meados do mês passado, o presidente da Agecopa declarou que já está garantida no orçamento estadual a verba de R$ 1 bilhão de reais, a ser distribuída ao longo desses próximos quatro anos, dos quais cinqüenta por cento está destinada ao estádio e seu entorno, além de algo em torno de R$ 450 milhões garantidos pelo Ministério das Cidades. Mais recursos, conforme o dirigente serão alocados graças ao Termo de Cooperação assinado entre o Estado e o Departamento Estadual de Infra-estrutura de Transportes – DNIT. Convenhamos, trata-se de um montante de recursos que Cuiabá e Várzea Grande nunca viram em todas as suas histórias.
Daí a questão que se impõe de peito aberto: Não é certo entender que é mais democrático que a sociedade participe quanto ao seu destino, ao invés da delegação decisória concentrar nas mãos de um restrito grupo de pessoas, por mais especializados e respeitáveis que possam ser? Neste sentido, não será imperioso, nem que seja por mera “curiosidade”, ouvir, por exemplo, a comunidade de arquitetos, de engenheiros e de urbanistas, além de sociólogos e de pensadores sociais?
Ou o que se desmancha no ar talvez seja a democracia participativa?

_____________________________________________________________
Carlos Gomes de Carvalho é historiador, cronista e poeta. Entre outros livros publicou: Mato Grosso – Terra e Povo; Governadores – Meio Século de Vida Pública; Viagens ao Extremo Oeste – Desbravadores, aventureiros e cientistas nos caminhos de Mato Grosso; A Poesia em Mato Grosso – Um percurso histórico de dois séculos; Cuiabá Corpo e Alma; Uma Cidade – A presença lírica de Cuiabá, etc.

   

Comentários
Viva o novo e moderno - 13/03/2010 11:36
Chega de coisa velha, precisamos ir pra frente, progredir, tudo bem conservar algumas construções para a história, mas tudo que se mexe em Cuiabá não pode ser demolido, pelo amor de Deus! Vamos progredir! A cidade precisa de ambientes mais funcionais que atendam a necessidade da população, o verdão é um espaço totalmente inútil com esta, no lugar dele será construído uma Arena multiuso que vai ser muito mais útil para a sociedade.
Carina - 13/03/2010 06:45
Parabéns, Prof. Carlos, Quem já teve a oportunidade de conhecer algumas transformações urbanas em outros países em razão de eventos esportivos internacionais consegue compreender o quão importante é a administração visionária expansionista dos recursos financeiros para a realização de uma copa ou de olimpíadas. Em todos esses lugares a preservação da memória é o primeiro degrau a repaginar a continuidade da história e consolidar o progresso com renovados paradigmas, construindo sem destruir. A Copa acontecerá e passará. Todavia, é um evento que deve consolidar algo em benefício da sociedade. Na verdade, os recursos devem representar investimentos que projetem o crescimento e o desenvolvimento sustentável da cidade para um futuro melhor à população local. Falo do centro esportivo, incluindo o estádio de futebol. Falo do aeroporto (é uma vergonha dar boas-vindas com o que temos e deixá-lo registrado como nosso cartão postal na saída). Menciono a implementação do sistema de transporte público, a necessária remodelagem do sistema viário, segurança, distribuição de água e saneamento, energia, e muito mais.... Isto tudo deve ser planejado e executado em conexão com as idéas de como o investimento desencadeará e beneficiará políticas públicas eficientes. O Grupo da AGECOPA precisa ter essa visão de algo novo, progressista, que insira Cuiabá no cenário nacional socio-econômico-cultural e turístico, principalmente porque o Brasil é carente de tal referência no centro-oeste. Adotar um projeto com essa visão de desenvolvimento da cidade é fundamental para Cuiabá, porque Chapada dos Guimarães, o Pantanal, Nobres é somente uma parte de nossa beleza natural. Os autores desse ambicioso projeto têm a incumbência de ouvir o clamor social e decidir o que querem para Cuiabá para além da Copa. Os investimentos virão na proporção dessa ambição. Barcelona é a maior prova do que estou dizendo... e Ramblas continua mais atrativo do que nunca.
AUGUSTO - 13/03/2010 01:41
É sempre assim,,,,,,qdo convem sempre aparecem os defensores daquilo que foi sempre relegado ao esquecimento,pra que?para continuar abandonado?Duvido certos paladinos da moral,serem frequenadores assiduos do velho verdão,espero logo ver o verdão no chão para o desespero daqueles que não querem ver Cuiabá crescer.
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Enock Cavalcanti nasceu em 18 de maio de 1953, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, Estado do Rio de Janeiro. Filho de Manoel Paulo da Silva, vendedor autônomo e de Josefa Cavalcanti da Silva, a Dona... (continuar lendo)

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