LENÇÓIS E MISTÉRIOS DE JOHN KENNEDY
Por Elio Gaspari
Com o aparecimento de um lote de 11 cartas de um namoro chique de John Kennedy com uma sueca, restam poucos segredos de seus lençóis. O maior deles continua guardado por Ben Bradlee (foto), ex-editor do "Washington Post", comandante da operação que desvendou os mistérios do caso Watergate e terminou com a renúncia do presidente Richard Nixon. Aos 88 anos, ele vive em Washington.
Mary Pinchot, irmã da segunda mulher de Bradlee, namorou Kennedy entrando pela porta da frente da Casa Branca (15 registros, o último em agosto de 1963, três meses antes dos tiros de Dallas). Mulher linda e independente, deu maconha ao presidente e teria dito que lhe levaria uma pastilha de LSD.
Ela fora casada com um capa-preta da CIA e mantinha um diário. Em outubro de 1964, Mary saiu para correr num parque e foi encontrada morta com um tiro na cabeça e outro no coração. Na manhã seguinte, James Angleton, o chefe da contraespionagem da "Companhia", foi flagrado duas vezes por Bradlee e sua mulher na casa de Mary. Usava luvas e procurava o diário. O livrinho foi entregue a Angleton, com a recomendação de que o destruísse. Ele o devolveu mais de dez anos depois. O casal leu-o e queimou-o.
Cord, o ex-marido de Mary Meyer, morreu em 2001. Seis semanas antes, com a saúde debilitada por décadas de alcoolismo e depressões, respondeu a um jornalista que lhe perguntou quem matou sua ex-mulher: "Os mesmos f. da p. que mataram Kennedy".
fonte O Globo
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