Dependentes de álcool e outras drogas contam em Cuiabá com uma instituição que busca não só a recuperação como também o resgate da cidadania, reabilitação física e psicológica e reinserção social. É a Limiar Comunidade Terapêutica, situada em um sítio na comunidade de Sucuri, em Cuiabá.
Lá dependentes químicos aprendem a ser mais forte que à vontade de usar drogas. Com capacidade para atendimento de 36 pacientes.
Segundo o diretor da Limiar, Gonçalo Agnolon, a instituição nasceu em Bragança Paulista (SP), onde assiste mulheres. Na capital, o atendimento é voltado apenas para os homens. Há nove anos, o trabalho vem sendo desenvolvido no Estado.
Na busca da recuperação do dependente, um dos objetivos é agir nos fatores psicossociais do paciente. Um exemplo é a laborterapia que dura duas horas e visa manter o paciente ocupado produtivamente e o ensina a ser útil. “A laborterapia é feita com a finalidade do paciente adquirir valores pessoais. Alguns deles nunca arrumaram uma cama”, comenta.
No sítio, o paciente cumpre horários e diversas outras atividades, além do lazer e esporte. Após o café da manhã, eles participam de uma reunião terapêutica em grupo voltada para os doze passos dos Alcóolicos Anônimos (AA) e dos Narcóticos Anônimos (NA). Logo após, acontece a laborterapia.
O dependente também participa da Terapia Racional Emotiva (TRE), que busca trabalhar não só emocional como a imaturidade do dependente. “O dependente não sabe ouvir, seja ele de 14 ou 50 anos”, ressalta Agnolon.
A Limiar evidencia também a espiritualidade procurando favorecer a vida em comunhão com Deus. Eles também podem receber visitas duas vezes por mês (no segundo e quatro domingo do mês).
Conforme Gonçalo Agnolon, o atendimento terapêutico dura quatro meses. Nesse período, o paciente conta com a assistência de profissionais como psicólogo, conselheiro em dependência química e farmacêutico (atende só quem já passou por um psiquiátrica). Após 60 dias, começa-se a buscar a ressocialização do usuário, o que na maioria das vezes não é nada fácil.
Sob esse aspecto psicossocial, a participação da família é imprescindível. Após os quatro meses, o atendimento acontece de forma ambulatorial. “Geralmente uma ou duas vezes por semana o paciente volta na instituição”, comenta. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 3626-5572
Enock Cavalcanti nasceu em 18 de maio de 1953, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, Estado do Rio de Janeiro. Filho de Manoel Paulo da Silva, vendedor autônomo e de Josefa Cavalcanti da Silva, a Dona... (continuar lendo)
Defensoria de Mato Grosso pede melhorias em cadeias
Advogada é presa por desacato a magistrado em Juara
Prefeito de Tangará é condenado a devolver R$ 120 mil em MT
Pegadinha do Faustão gera indenização de 5 mil para casal que aparecia em brincadeira na TV
Comentários