Em termos jurídicos, a melhor forma de explicar esta situação seria, imagino eu, cumplicidade.
Cumplicidade dos jornais amigos e dos empresários da comunicação e dos jornalistas amestrados com o parlamentar mais processado de Mato Grosso, que agora está sendo condenado por surrupiar milhões dos cofres da Assembléia. Na soma dos processos, a quantia chega ao montante extraordinário de mais de 120 milhões de reais.
O afastamento de Riva da presidencia da Assembléia, pedido pelo MPE e confirmado pelo corajoso juiz Luiz Bertolucci tem, evidentemente, caráter preventivo. Imagina-se que, assim, Riva fica obrigado a entregar as chaves do cofre.
Além do silêncio dos jornais e das principais redes de televisão, tem-se, também, é claro, o silêncio de caititus da Assembléia Legislativa como os deputados Percival Muniz, Alexandre César, Otaviano Piveta, Ademir Bruneto, et caterva. Qual será o parlamentar federal que falará da questão? E do Governo do Estado, das prefeituras, das vereanças, não virá nada.
Eis aí uma excelente pauta e um excelente tema para a reflexão: se está tão caracterização a ação deletéria de Riva, se ela acaba de ser condenado pela Justiça Estadual, se o juiz, diante do que percebeu nesta figura, fez questão inclusive de determinar a perda de seus direitos políticos por cinco anos - diante de todos estes fatos, por que é que se tantos e tantos que deveriam falar, se calam?!
O povo, submetido por longo e longos periodos ao poder de Riva, também reage com lentidão.
Enock Cavalcanti nasceu em 18 de maio de 1953, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminense, Estado do Rio de Janeiro. Filho de Manoel Paulo da Silva, vendedor autônomo e de Josefa Cavalcanti da Silva, a Dona... (continuar lendo)
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