HELENA BORTOLO E GILSON ROMEU – O nebuloso quadro social em que vivemos poderá ser alterado este ano, desde que o Congresso aprove as diretrizes do Plano Nacional de Educação, ampliando recursos para a Educação, de 5 para 10% do PIB

REPÚBLICA ÀS AVESSAS
Por Helena Maria Bortolo e Gilson Romeu da Cunha

“Por todos os séculos dos séculos, deve a educação ser a dimensão de todas as coisas”, pois é o instrumento mais eficaz para mensurarmos o grau de desenvolvimento de uma sociedade e a capacidade cognitiva de uma civilização que é o estado mais apurado dos diversos aspectos da vida social. O supra citado adágio deveria bastar para nortear as ações políticas dos gestores públicos que se avocam signatários dos mais puros ideais republicanos .

Convém destacar que na sua gênese, o republicanismo militar positivista à brasileira, não conseguiu ultrapassar os limites do enorme vão que separa o estado da maioria da população, cristalizando o conservadorismo, a exclusão social, política e econômica.

Analisando a história do Brasil Imperial, Emília Viotti, na obra “Da Monarquia à República” declarou: “nada é tão parecido com um conservador quanto um liberal no poder”. Claro está que a autora faz referência a um período da história muito bem definido no espaço e tempo. Entretanto, a contemporaneidade neste país não nos autoriza negar a assertiva.

Em relação a exclusão e imobilidade social, ainda hoje rivalizamos com nações onde imperam regimes de castas sociais, considerando que temos um dos piores índices de desenvolvimento humano dentre as nações soberanas do mundo capitalista.

A riqueza nacional, cujo Produto Interno Bruto(PIB) é o sexto maior do planeta, está concentrada nas mãos de uma pequena aristocracia agro-industrial exportadora. Todavia, o nebuloso quadro descrito poderá ser alterado no corrente ano, desde que o Congresso Nacional aprove as diretrizes estabelecidas no Plano Nacional de Educação que visam superar as desigualdades sociais, erradicar o analfabetismo e valorizar os profissionais da educação.

Para viabilizar estas diretrizes, a condição maior está na ampliação dos recursos da educação de 5% para 10 % do Produto Interno Bruto (PIB) para a próxima década.

Neste momento, portanto, a tarefa que cabe à sociedade é pressionar o Congresso Nacional para a aprovação do PNE que o Brasil precisa.

Helena Maria Bortolo é presidente do Sintep Subsede de Cuiabá e Gilson Romeu da Cunha é diretor de Formação do Sintep Subsede de Cuiabá

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