Gurgel cede ao PSDB e blinda Andréa e Aécio Neves

O então governador Aécio Neves com sua irmã, Andrea Neves

Gurgel cede ao PSDB e blinda Andréa e Aécio Neves
Gurgel impõe sua vontade no CNMP evitando que fosse apurado o favorecimento de rádios e outros veículos de imprensa pertencentes aos irmãos Neves     

DO NOVO JORNAL
BELO HORIZONTE

Para integrantes da Procuradoria Geral da República, Gurgel, além de comprovadamente favorecer políticos de oposição ao governo de Dilma, encontra-se refém do PSDB e da base de oposição junto ao Congresso Nacional, que além de determinar ao TCU que o investigue, está perto de instalar seu Impeachment.

Segundo seus assessores, se o CNMP determinasse o prosseguimento das investigações contra o favorecimento, através de verbas milionárias do Governo de Minas, à Radio Jovem Pan e outros veículo de imprensa pertencente ao senador Aécio Neves e sua Irmã, Gurgel perderia o apoio do PSDB, que vem tentando impedir que o mesmo seja investigado pelo Senado Federal.

“Nota-se claramente que Gurgel tornou-se refém do PSDB,devido às irregularidades que cometeu e agora, mesmo a custa do desgaste da imagem da instituição que dirige, tenta salvar a própria pele”, informa um procurado aposentado.

Por unanimidade, o Plenário do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) julgou improcedente, nesta terça-feira (26/2), reclamação ajuizada pelo promotor de Justiça de Minas Gerais João Medeiros Silva. Ele pediu a anulação de ato do procurador-geral de Justiça do MPMG que havia avocado inquérito civil público instaurado para investigar repasses do governo de Minas à empresa de comunicação de propriedade do senador Aécio Neves e sua irmã Andrea.

“Aécio já não é mais governador, demonstrando que a decisão está coberta de ilegalidade e o voto do conselheiro Almino Afonso na verdade foi feito pelo conselheiro Jarbas Soares”, informa um ex-integrante do CNMP. Concluindo: “Utilizaram uma argumentação não cabível à questão, pois em momento algum não estava em discussão o conflito de atribuição”.

Lavando as mãos, o CNMP, utilizando-se de um artifício, decidiu que não cabe ao Conselho rever decisões em conflito de atribuição ou qualquer ato relativo à atividade-fim do Ministério Público. Evitando desta forma que o CNMP examinasse o mérito da decisão de avocação e de arquivamento. Para os procuradores consultados por Novojornal, “este foi o canto do cisne de Gurgel e do modelo que ele representa”.

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