TCE - NOVEMBRO 2

Greve Geral: professores da UFMT decidem parar, reforçando a Greve Geral

Estudante Ana Carolina dialoga com os professores representando os estudantes da UFMT.

 

Os professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) decidiram, em assembleia realizada na manhã dessa quarta-feira, 08/11, aderir à mobilização nacional para a Greve Geral da próxima sexta-feira, 10/11. Convocada pelas centrais sindicais, a data tem a intenção de marcar o início da validade da (contra)Reforma Trabalhista – dia 11, e demonstrar a insatisfação da população com as políticas de retirada de outros direitos.

Durante o debate de conjuntura, a categoria avaliou que não faltam motivos para a paralisação: cortes sistemáticos de recursos que comprometem as atividades da universidade; 20 anos de congelamento dos recursos públicos; (contra)Reforma Trabalhista, que fragiliza a garantia de direitos conquistados a partir de anos de luta, como reajuste salarial anual, horário de almoço, férias, carga horária definida, contrato formal com carteira assinada, entre outros; (contra)Reforma da Previdência, mesmo com uma CPI indicando que não existe déficit e que os dados do Governo são manipulados, Michel Temer anunciou essa semana que vai enviar sua proposta, ferindo de morte os trabalhadores que contribuem a vida inteira para tentar assegurar uma aposentadoria digna; edição e publicação da Medida Provisória 805/17, que congela os salários previstos para os servidores públicos e aumenta a contribuição previdenciária (em outras palavras, redução de salário); Plano de Demissão Voluntária (PDV) para servidores públicos; entre outros.

No entanto, os presentes refletiram sobre a ausência de grande parte dos colegas. “De modo geral, a avaliação dentro da universidade é de que a situação está insustentável e que a tendência é piorar. Há uma grande insatisfação com o cenário, mas ao mesmo tempo uma indisposição para construir a resistência, um sentimento de terceirização da luta. As pessoas respeitam as decisões tomadas pelas entidades que as representam e até param, mas não comparecem às atividades programadas. Enquanto nós estamos nesse processo letárgico, o Governo avança rapidamente na retirada de direitos”, avaliou a professora Alair Silveira, diretora da Adufmat-Ssind.

“Nós entendemos nossas dificuldades e as opiniões divergentes, mas se não fizermos nada, aí sim, estaremos entregando o serviço público de mãos beijadas. Paralisar no dia 10/11 é o mínimo que nós devemos fazer”, defendeu o docente Jackson Barbosa.

Para o vice-presidente da Adufmat-Ssind, Maelison Neves, o desafio é recompor as lutas sociais. “Após um processo crescente de mobilização no início do ano, com a vitoriosa Greve Geral do dia 28/04, os trabalhadores foram surpreendidos pelas negociatas de algumas centrais que esvaziaram e boicotaram a mobilização prevista para o dia 30/06, pensando em preservar o imposto sindical. Agora elas devem voltar, considerando que o Governo declarou que não vai editar Medida Provisória para restituir o imposto. A nossa perspectiva deve ser construir uma mobilização mais próxima possível da que fizemos em abril”, afirmou o docente.

A estudante Ana Carolina Costa Marques, representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFMT, compareceu à assembleia para estreitar o diálogo entre os estudantes e docentes. “Nós sabemos que essas mobilizações são necessárias, mas precisamos saber exatamente os motivos e as ações para levar à nossa base”, afirmou a acadêmica.

Depois de decidida a paralisação, os docentes construíram a seguinte agenda de atividades para o dia 10/11:

– A partir das 7h: panfletagem na guarita 1 (Fernando Corrêa da Costa);

– 10h30: Aula pública no Restaurante Universitário sobre os motivos da Greve Geral;

– 15h: Participação do ato unificado na Praça Alencastro.

 

FONTE ADUFMAT

Categorias:Cidadania

5 Comentários

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  1. - Responder

    REPAREM NOS MODOS DAS ESTUDANTES DE AGORA, DE SHORTS,SEM RESPEITO ALGUM AOS PROFESSORES E ÀS INSTITUIÇÕES,NAS MAÕS DESSE POVO É QUE ESTAREMOS DAQUI A POUCO.O PETISMO JUNTO COM OS ESQUERDISTAS É QUE LEVARAM ESSE POVECO SEM COMPOSTURA E DESLETRADA PARA DENTRO DOS CAMPUS. SÓ SABE FAZER MANIFESTAÇÃO E PRESSÃO PARA VERBAS PARA UNE

  2. - Responder

    A UFMT tem um ambiente democrático, no qual convivem pessoas de diferentes pensamentos com um único objetivo: o culto ao conhecimento. Nossa juventude é maravilhosa e enriquecedora. Os professores são muito bons e cumprem o dever de ensinar com dignidade. Evidentemente que não há disciplina de caserna e sequer se cogita adotá-la. A liberdade da academia é intocável porque lá os espíritos são livres. A energia produzida na UFMT é revigorante e imuniza contra as doenças totalitárias. Gosto daquele templo do saber.

  3. - Responder

    Greve,mimimi,Greve,mimimi,e assim vai o Vicente a UFMT e o Brasil para o buraco.

    • - Responder

      Vc está convidado a nos visitar. Temos ciências, artes, conhecimentos diversificados e pessoas de diferentes regiões do planeta. Caso queira, há o jardim zoológico com rica fauna, mas apenas para passeio recreativo.

      • - Responder

        Conheço a UFMT muito bem ,sou formado lá com laurel e em civil,então não me venha com jurumelas,quanto ao zoológico,se é que se pode chamar aquela pocilga com esse nome, deveria ser fechado por questões de higiene pública e sanitária dos animais e desconforto para os usuários ,e agora nesta gestão, que a UFMT deu uma limpezinha meia boca no campus,que continua com mau aspecto ,quanto aos alunos, se não forem auto-didatas, estão fodidos e mal pagos,devido a má qualidade dos equipamentos e fos corpos docente e discente.Tudo meia boca!Assim como vce Vicentinho “o gouche”.

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