Greve de jornalistas volta a parar a “Folha do Estado”

A DOR DOS JORNALISTAS NÃO SAI NO JORNAL – Nesta quinta-feira, 12 de abril de 2012, a redação do jornal “Folha do Estado”, em Cuiabá, comandada pela empresária Isabela Corrêa, está entregue às moscas e aos fura-greves. É que a maioria dos jornalistas que compõem o quadro de redação da Folha iniciou nova paralisação de protesto devido ao não cumprimento de um novo acordo entre a empresa e o Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso para a regularização dos pagamentos aos trabalhadores. Isabela Corrêa se comprometera com o jornalista Téo Menezes, presidente do SindJor, a regularizar o pagamento dos salários de fevereiro e março até às 18 horas desta quarta-feira, dia 10. No entanto, Isabela Corrêa furou mais uma vez o combinado, deixando seus funcionários a ver navios, em nova confirmação da profunda crise de gerenciamento porque passa a empresa fundada por Sávio Brandão. A resposta dos jornalistas foi a deflagração da greve, por tempo indeterminado. Uma nova assembléia, marcada para começar às 19 horas, desta quinta, na sede do Sindicato dos Jornalistas (na avenida Mato Grosso, no centro da cidade) vai debater os desdobramentos do movimento. Neste momento, a greve dos jornalistas da Folha atinge seu pico, com adesão recorde. Informação chegada a esta PAGINA DO E dá conta de que apenas os estágios compareceram à redação, nesta manhã, mas não encontraram ninguém para lhes repassar a pauta de trabalho. A expectativa é que a edição desta sexta-feira possa ser suspensa, já que há rumores de que mesmo as editoras Janaina Pedrotti e Ana Karla Costa, que vem respondendo pela redação no período de férias da editora geral Marisa Batalha, possam vir a expressar, finalmente, o seu estresse e fortalecer o protesto da redação contra as idas e vindas da direção da empresa. No máximo, a empresa conseguirá colocar na rua uma edição chinfrim, repleta de material de assessorias. O clima dentro da Folha de Estado é de tensão e evidente desgaste. Há poucos dias, os jornalistas foram informados de que o cantor Beto, da dupla sertaneja Dois a Um, que já responde pela direção da rádio Mega 95 FM deverá passar a compor o quadro de diretores da “Folha do Estado”. Rumores os mais diversos circulam quanto ao destino da empresa. A expectativa desta PAGINA DO E, evidentemente, é que este momento de crise possa ser superado e os empregos de todos os jornalistas, gráficos e demais trabalhadores assalariados que prestam serviços ao jornal possam continuar a ser garantidos. Como a crise se arrasta, não existe, todavia, muita confiança de que a empresária Isabela Corrêa, nesta altura do campeonato, disponha das condições necessárias ou da capacidade de articulação necessária para capitanear uma competente reestruturação da empresa. A tendência aponta para a transferência do comando da empresa. Num dolorido rasgo de humor, um velho jornalista, atento observador da permanente crise de nossos jornais (o Diário de Cuiabá também não vai bem das pernas), fez blague: “Esperemos que a Folha não venha a ser assumida pelo grupo do Carlinhos Cachoeira”. E assim segue a vida. O que dá pra rir, dá pra chorar.

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