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GRANDE, COMO ERA GRANDE – MPB perde um dos seus grandes intérpretes, com a morte de Emilio Santiago

Emílio Santiago morre aos 66 anos, no Rio

Clarissa Thomé – O Estado de Sao Paulo

RIO – O corpo do cantor Emílio Santiago é velado na Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro. O cantor será enterrado nesta quinta-feira, ao lado do túmulo da mãe, Ercília, no Cemitério Memorial do Carmo, na zona portuária.

O cantor Emílio Santiago morreu às 6h30, em decorrência de complicações de um acidente vascular cerebral isquêmico, em que não há hemorragia. Ele estava internado na Unidade de Terapia Intensiva desde o dia 7 de março, quando sentiu-se mal e foi encontrado na sua cobertura, no Flamengo, zona sul, por uma empregada. A cantora Alcione, grande amiga do cantor, foi uma das primeiras a chegar ao hospital, pela manhã.

Emílio Santiago começou a cantar em festivais universitários na década de 1970, participou do programa de calouros de Flávio Cavalcanti, na extinta TV Tupi, e foi crooner da orquestra de Ed Lincoln, além de fazer muitas apresentações em boates e casas de espetáculos noturnas. Ficou conhecido do grande público com o projeto “Aquarela Brasileira”, iniciado em 1988, com sete volumes dedicados à música popular brasileira. O último disco lançado por Emílio Santiago foi “Só danço samba (ao vivo)”, lançado em 2012, junto com um DVD. Antes do AVC, ele estava em turnê, com shows marcados para Rio de Janeiro e Campinas.

 

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OPINIÃO

Voz de Santiago era mais ‘rica’ que a de Nat King Cole, disse crítico do “New York Times”    

FOLHA DE SÃO PAULO

“A voz de Emílio Santiago era mais suave e profunda que a de Nat King Cole”, escreveu o crítico de música do “The New York Times”, em um artigo publicado em 24 de abril de 2009, na edição impressa do jornal.

Santiago se apresentou na noite de 23 de abril daquele ano, ao lado de Dori Caymmi, filho de Dorival Caymmi, no BossaBrasil Festival, em Nova York. Entusiasmado, o crítico classificou o show como “um diálogo íntimo musical, suave e ao mesmo tempo áspero”.

“A suavidade incorporada por Santiago, apelidado de Nat King Cole do Brasil [1919-1965], tem sido sua marca desde meados dos anos 1970. Sua voz é mais rica e profunda do que a de Cole e a comparação é aplicável apenas ao se considerar que ambos são cantores ‘polidos’. Santiago é um ‘sambista muscular'”, descreveu Stephen Holden, em referência ao cantor e músico de jazz norte-americano Nat King Cole, que imortalizou canções como “Mona Lisa”, “Stardust” e “Unforgettable”.

O crítico destacou, ainda, a mistura de romantismo e a maturidade da interpretação de Emílio Santiago. “Nas interpretações de Emílio Santiago, o narrador não era um adolescente ansiando por uma menina que passa por Copacabana, mas um homem vigoroso celebrando a força da vida, o prazer da beleza e da intensidade do desejo.”

 

RELEMBRE, AQUI, GRANDES INTERPRETAÇÕES DE EMILIO SANTIAGO

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