GRANDE, COMO ERA GRANDE: Morre, em Pernambuco, líder do Movimento de Libertação dos Sem Terra e fundador do PT, Bruno Maranhão, aos 74 anos. Filho de rica família de usineiros da zona da mata pernambucana desde jovem se dedicou às causas populares e teve sua vida misturada à luta pela reforma agrária. Participou da resistência à ditadura como militante do PCBR – Partido Comunista Brasileiro Revolucionário

Morreu Bruno Maranhão, fundador do PT em Pernambuco e militante histórico da esquerda do partido. Durante a ditadura militar, foi combatente do PCBR

Bruno Maranhão, fundador do PT em Pernambuco e militante histórico da esquerda do partido. Durante a ditadura militar, foi combatente do PCBR. Bruo Maranhão, Presente!

Morre fundador do PT, Bruno Maranhão

O velório será neste domingo (26), às 8h, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, e a cremação ocorre em seguida, às 11h.

Maranhão durante invasão dos sem-terra ao Congresso foto: Daniel Ferreira/CB/D.A PRESS
Maranhão durante invasão dos sem-terra ao Congresso foto: Daniel Ferreira/CB/D.A PRESS

Morreu neste sábado (25), às 16h52, o engenheiro mecânico Bruno Maranhão, de 74 anos, que estava internado há mais de duas semanas no Hospital Memorial São José, no Derby.A causa da morte foi falência múltipla dos órgãos. O velório será neste domingo (26), às 8h, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, e a cremação ocorre em seguida, às 11h.

Segundo os médicos, a saúde de Bruno apresentava uma situação delicada desde junho de 2011. Ele foi submetido a duas cirurgias para conter a lesão de uma isquemia e de uma trombose cerebral. Chegou a ficar em coma induzido e apresentar sequelas.

Amigo pessoal do ex-presidente Lula e com um intenso histórico de militância, Maranhão foi líder estudantil e exilado político durante o regime militar. Ele também já integrou a executiva nacional do PT. Em 2006, chamou a atenção por causa da invasão do Congresso com um grupo de sem-terra, chegando a ficar preso por 39 dias na Penitenciária da Papuda, em Brasília. Apesar da militância no MLST, Maranhão é herdeiro de uma bem-sucedida família de usineiros.

“Nesse caso da invasão ao Congresso Nacional, fui testemunha de defesa dele. Sempre tivemos uma relação muito boa do ponto de vista pessoal e político. Estávamos politicamente mais distanciados. Ele vinha com uma oposição dentro do partido e eu com outra, mas nossa relação sempre foi a melhor possível. Bruno é uma pessoa muito importante na minha trajetória política. Durante muito tempo, fui aliado incondicional dele”, disse o senador Humberto Costa.

Segundo Costa, Bruno Maranhão sempre foi muito dedicado à luta. “Pessoa extremamente doce, educada e nunca levou para o campo pessoal as disputas políticas dentro do partido. Lembro que passamos por muitos momentos marcantes, como a eleição de 1982 e outros em que estivemos juntos no processo de formação do PT. Fui coordenador da campanha dele para prefeitura do Recife em 1985. Sempre tivemos uma relação muito próxima”.

Ainda no histórico político, Maranhão participou das candidaturas ao cargo de prefeito do Recife e de governador de Pernambuco. Dirigiu e fundou o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). Na época da ditadura militar, 12 integrantes da sigla foram encontrados mortos e quatro desapareceram. A atual corrente interna do PT, conhecida como Brasil Socialista, teve origem no PCBR.

Morre no Recife o militante político Bruno Maranhão, aos 74 anos

Internado no Memorial São José, ele teve falência múltipla dos órgãos.
Velório e cremação serão neste domingo, no Cemitério Morada da Paz.

Do G1 PE

O militante político Bruno Maranhão, 74 anos, morreu, no fim da tarde deste sábado (25), no Hospital Memorial São José. Um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores e um dos líderes do Movimento de Libertação dos Sem-terra (MLST), ele estava internado na unidade de saúde devido a problemas hepáticos, que evoluíram para complicações nos rins e pulmões, e terminou gerando a falência múltipla dos órgãos, que foi a causa de sua morte.

De acordo com informações repassadas pela assessoria de imprensa do hospital, o velório será neste domingo (26), a partir das 8h, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no Grande Recife. A cerimônia de cremação está marcada para as 11h.

A notícia do internamento de Bruno Albuquerque Maranhão veio a público esta semana, uma vez que a família não autorizou a divulgação da informação anteriormente. Com quadro irreversível, ele passou os últimos dias sedado e respirando com ajuda de aparelhos. Em 2011, Maranhão foi internado no mesmo hospital com trombose cerebral, época em que passou por duas cirurgias.

Bruno Maranhão era integrante de uma tradicional família de usineiros de açúcar no interior de Pernambuco e morava em um apartamento em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. O militante teve em seu histórico político as candidaturas a prefeito do Recife e a governador de Pernambuco. Foi o primeiro presidente do PT do estado.

O político ainda foi um dos fundadores e dirigiu o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), que teve 12 integrantes mortos e quatro desaparecidos durante a ditadura militar. O antigo PCBR é hoje a corrente interna do PT conhecida como Brasil Socialista.

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Corpo do militante político Bruno Maranhão é cremado em Paulista, PE

Capela do cemitério ficou repleta de amigos e parentes dele no domingo.
Bruno Maranhão faleceu no fim da tarde de sábado (25), no Recife.

Do G1 PE

Capela central do cemitério Morada da Paz ficou lotada (Foto: Marjones Pinheiro/TV Globo)Capela central do cemitério Morada da Paz ficou lotada
(Foto: Marjones Pinheiro/TV Globo)

O corpo do militante político pernambucano Bruno Maranhão, 74 anos,  foi cremado na manhã deste domingo (26), às 11h, no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, no GrandeRecife. Nas horas que antecederam o ritual, o velório lotou a capela central do local.

Muitas coroas de flores foram enviadas – do governo do estado, do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). Bruno esteve entre os fundadores dos dois partidos. Também foi um dos dos líderes do Movimento de Libertação dos Sem-terra (MLST).

Para o presidente do PT em Pernambuco, deputado federal Pedro Eugênio, a história de Bruno Maranhão se confunde com a do partido. “Ele trouxe para o partido seus sonhos e permanceu sempre sonhando e lutando. Nos deixa, aos 74 anos, como se fosse um jovem, com espírito de luta. Há poucos dias estive com ele e ele, muito debilitado, disse: ‘segura firme’. Essa é a mensagem que ele deixa para todos nós de todos os partidos, de toda a sociedade”, disse.

O senador Humberto Costa (PT-PE) disse que Bruno Maranhão sempre foi uma pessoa dedicada a uma causa, que renunciou a tudo por ela. “Em um tempo em que os valores pessoais são tão frágeis, Bruno é um exemplo de alguém que sempre foi muito coerente”, afirmou. Humberto disse que participou, junto com ele, do processo de fundação do partido no Brasil e em Pernambuco. “Ele era um amigo, muito firme na defesa das suas ideias, mas cinco minutos depois muito afável. Por essa razão tinha tantos e tantos amigos, inclusive em campos políticos diferentes”, elogia.

Eugênio, Costa e Mendonça: correligionários e adversário elogiam Bruno Maranhão (Foto: Reprodução/TV Globo)Eugênio, Costa e Mendonça: correligionários e adversário
elogiam Bruno Maranhão (Foto: Reprodução/TV Globo)

O deputado federal Mendonça Filho (DEM-PE) atesta o que disse Humberto. “Bruno Maranhão sempre lutou pelo que sonhou, uma pessoa autêntica. Fomos militantes de campos políticos distintos, mas sempre nos respeitamos bastante. Tenho profunda admiração pela sua capacidade de luta e pela sua forma de sempre agir com lealdade aos seus princípios e ao que ele sempre acreditou”, citou.

Histórico
Bruno Maranhão morreu no fim da tarde deste sábado (25), no Hospital Memorial São José. Ele estava internado na unidade de saúde devido a problemas hepáticos, que evoluíram para complicações nos rins e pulmões, e terminou gerando a falência múltipla dos órgãos, que foi a causa de sua morte.

A notícia do internamento de Bruno Albuquerque Maranhão veio a público esta semana, uma vez que a família não autorizou a divulgação da informação anteriormente. Com quadro irreversível, ele passou os últimos dias sedado e respirando com ajuda de aparelhos. Em 2011, Maranhão foi internado no mesmo hospital com trombose cerebral, época em que passou por duas cirurgias.

Partidos que Bruno ajudou a fundar mandaram coroas de flores (Foto: Marjones Pinheiro/TV Globo)Partidos que Bruno ajudou a fundar mandaram coroas de
flores (Foto: Marjones Pinheiro/TV Globo)

Bruno Maranhão era integrante de uma tradicional família de usineiros de açúcar no interior de Pernambuco e morava em um apartamento em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. O militante teve em seu histórico político as candidaturas a prefeito do Recife e a governador de Pernambuco. Foi o primeiro presidente do PT do estado.

O político ainda dirigiu o PCBR, que teve 12 integrantes mortos e quatro desaparecidos durante a ditadura militar. O antigo PCBR é hoje a corrente interna do PT conhecida como Brasil Socialista.

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Morre em Pernambuco Bruno Maranhão, um dos fundadores do PT

Corpo do militante, defensor dos sem-terra, foi cremado neste domingo

Ângela Lacerda – O Estado de S. Paulo

RECIFE – Um dos fundadores do PT, o engenheiro mecânico Bruno Maranhão morreu neste sábado, no Recife,aos 74 anos. Seu corpo foi cremado nesta manhã (26) no Cemitério Morada da Paz, no município metropolitano de Paulista.

 

Ele estava hospitalizado havia duas semanas e morreu por falência múltipla dos órgãos. Passou os últimos dias sedado e respirava com ajuda de aparelhos. Militante histórico da esquerda política, Maranhão pertencia a uma tradicional família de usineiros da zona da mata pernambucana, mas desde jovem passou a defender a causa popular e teve sua vida misturada à ação pela reforma agrária.

Militante do Partido Comunista Revolucionário Brasileiro (PCBR) no final da década de 60, lutou contra a ditadura militar, foi exilado – morou na França – e no seu retorno, em 1979, se dedicou à fundação do PT e do MLST (Movimento de Libertação dos Sem Terra), uma dissidência do MST (Movimento dos Sem-Terra).

O espírito de luta, a coragem, a coerência e a determinação de Bruno Maranhão foram destacadas por políticos e militantes de diferentes partidos, no velório. “Fui visitar Bruno na sua casa, há pouco mais de um mês, e ele, já muito debilitado, mal falava”, contou o deputado federal e ex-presidente do PT-PE, Pedro Eugenio que, antes de deixar a residência, recebeu dele a recomendação: “segure firme”. “Isto era Bruno, este era o seu espírito de luta”.

O dirigente do MST, Jaime Amorim, destacou a dedicação de Maranhão a uma causa oposta a da sua família, dona de terras e de plantações de cana de açúcar. “Ele abdicou das vantagens da sua classe para dedicar sua vida à causa da reforma agrária, o que foi muito nobre”, afirmou. Juntos, participaram da invasão da Usina Salgado, uma das mais produtivas de Pernambuco, em 2007, exigindo desapropriação por desrespeito ao meio ambiente.

Em junho de 2006, Maranhão foi um dos protagonistas da invasão de movimentos sem terra à Câmara dos Deputados, que resultou na sua prisão e de 40 integrantes do MLST. A principal reivindicação era a votação imediata da PEC do Trabalho Escravo.

“Ele formulava e executava”, observou o vice-presidente do PT-PE, Bruno Ribeiro, advogado da reforma agrária por mais de 20 anos. “Tínhamos uma boa relação e admirava nele a junção de militante partidário e de defensor da causa social, o que é raro na política hoje”.

Sua última atuação pública ocorreu em 2011, quando participou da Marcha da Reforma Agrária do Século 21, realizada pelo MLST, que percorreu 250 quilômetros entre Goiânia e Brasília. A marcha, iniciada em 21 de agosto, foi encerrada no dia 5 de setembro e reivindicava a implementação de empresas agrícolas comunitárias como alternativa ao modelo de reassentamento de reforma agrária no País.

LULA SE SOLIDARIZA A BRUNO MARANHÃO

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“Recife, Pernambuco e o Brasil perdem um grande guerreiro da luta pela liberdade e igualdade”, disse o ex-presidente, em sua página no Facebook; fundador do PT, ele faleceu neste domingo

 

Pernambuco 247 – Em sua página no Facebook, o ex-presidente Lula postou um texto em homenagem a Bruno Maranhão, que faleceu neste domingo. Leia abaixo:

Bruno Maranhão foi um grande companheiro, amigo e um grande militante da esquerda brasileira. Pernambucano, engenheiro mecânico, líder do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST). Foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores. 

Recife, Pernambuco e o Brasil perdem um grande guerreiro da luta pela liberdade e igualdade. Neste momento de dor e perda, queremos estender nossa solidariedade a todos os seus familiares, amigos e companheiros de luta.

Luiz Inácio Lula da Silva e Dona Marisa Letícia

 

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ENTENDA A LUTA DE QUE PARTICIPOU BRUNO MARANHÃO

Partido Comunista Brasileiro Revolucionário

O Partido Comunista Brasileiro Revolucionário foi um partido político comunista do Brasil, fundado em 1968 por Mário Alves, Jacob Gorender e Apolônio de Carvalho, egressos do PCB.

As origens do PCBR remontam aos primeiros tempos após 1964, quando seu principal dirigente, Mário Alves, jornalista e intelectual de forte prestígio na Executiva do PCB, começou a se opor às posições de Luís Carlos Prestes no Comitê Central, formando a chamada Corrente Revolucionária, com força no Rio e no Nordeste. Após ser ter suas propostas derrotadas no VI Congresso do PCB (em parte graças a manobras burocráticas da direção do partido, que impediu a participação dos principais delegados da Corrente Revolucionária), iniciou-se o debate para a constituição formal do PCBR, que se deu em abril de 1968, no Rio de Janeiro. Neste meio tempo, Manoel Jover Telles abandonou o partido e ingressou no PCdoB, o que levantou a suspeita de que já estivesse vinculado a esta organização desde a constituição da Corrente Revolucionária.
A proposta geral do PCBR consistia na constituição de um novo partido marxista que reformulasse a linha tradicional do PCB a respeito da necessidade da aliança com a burguesia brasileira, sem no entanto abraçar a bandeira da Revolução Socialista imediata. Quanto à estratégia, a peculiaridade do PCBR consistia na sua defesa de uma combinação entre guerrilha rural e trabalho de massas nas cidades, com vistas a formação de um “Governo Popular Revolucionário”. Este governo cumpria tarefas democráticas e antiimperialistas, que abririam caminho para a Revolução Socialista, numa formulação que, paradoxalmente, aproxima-se da fórmula trotskista da “Revolução Permanente”.

Desde abril de 1969, o PCBR se ocupou com operações armadas urbanas, essencialmente voltadas para a propaganda revolucionária. O acirramento da repressão no segundo semestre daquele ano obrigou o partido a reforçar sua clandestinidade e lançar operações mais ousadas. No primeiro assalto a banco feito pelo PCBR no Rio, teve início uma série de prisões que atingiram o Comitê Central, levando centenas de militantes para os porões da repressão. Segundo levantamento feito pelo “Brasil: Nunca Mais”, houve 31 processos referentes ao PCBR, somando 400 cidadãos atingidos como réus ou como indiciados nos inquéritos.

De acordo com Jacob Gorender, um dos dirigentes do partido, autor de “Combate nas Trevas”, o PCBR tinha bases na Guanabara, Estado do Rio, e uma menor em São Paulo. Ele conta: “No Nordeste, da Bahia ao Ceará, tínhamos uma base de apoio muito superior a qualquer facção dissidente do PCB e capaz de competir nos meios da esquerda”. No Paraná, o PCBR expandiu-se a partir de Londrina.

Em janeiro de 1970, a repressão atingiu fortemente o partido, com a prisão de Salatiel Teixeira Rolim. “Depois de muito torturado, Salatiel abriu a localização dos aparelhos do PCBR”, segundo Gorender. De 12 de janeiro em diante, começaram as prisões que arrastaram Apolônio de Carvalho, Mário Alves, Miguel Batista, Jacob Gorender, Renê Carvalho, Álvaro Caldas e outros dirigentes. A partir daí, o PCBR se desarticula.

Remanescentes do partido participaram, no fim da década de 1970, da fundação do PT. atualmente funciona como tendência interna do PT com o nome de Brasil Socialista a qual tem seu braço no movimento pela reforma agrária MLST Movimento de Libertação dos Sem Terra.

 

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1 Comentário

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  1. - IP 177.63.60.175 - Responder

    grande porra nenhuma ,nao representava nada ,um baderneiro ,ignorante ,e que arrumou um bando de tontos para acompanha-lo.Ele era grande so para o Enock,que perdeu por completo a compostura e resolveu soltar a franga,e petista ,imoral e sem pudor .Estamos todos que um dia acreditamos um pouquinho neste blog nos sentindo traidos e enganados!

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