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GRANDE, COMO ERA GRANDE – Mestre da ficção científica, autor do clássico “Fahrenheit 451”, Ray Bradbury morre pacificamente aos 91 anos

NOVA YORK, 6 Jun (Reuters) – Ray Bradbury, um gigante da literatura norte-americana que ajudou a popularizar a ficção científica com obras como “Crônicas Marcianas”, morreu na terça-feira aos 91 anos, informou seu editor nesta quarta-feira.   Bradbury publicou mais de 500 obras, incluindo “Fahrenheit 451”, um romance clássico sobre a censura a livros em uma sociedade do futuro, e outros favoritos, como “O Homem Ilustrado” e “Something Wicked This Way Comes”.

“Bradbury morreu pacificamente, ontem à noite, em Los Angeles, após uma longa doença”, disse um porta-voz da sua editora, a HarperCollins.

Como escritor de ficção científica, Bradbury disse que não queria prever o futuro -mas às vezes queria evitá-lo. Este era o caso do livro de 1953 “Fahrenheit 451”, a história de uma sociedade totalitária, anti-intelectual, onde os livros proibidos são queimados por “bombeiros”. O título refere-se à temperatura à qual o papel se inflama.   O romance, que Bradbury escreveu em uma máquina de escrever alugada na biblioteca da UCLA, apresentava um mundo que pode soar familiar para os leitores do século 21 -televisores interativos do tamanho das paredes, sistemas de comunicação auriculares, publicidade onipresente e a tendência de ser politicamente correto.

“Na ficção científica, nós sonhamos”, disse ele ao jornal The New York Times. “A fim de colonizar no espaço, reconstruir nossas cidades … para lidar com qualquer quantidade de problemas, temos de imaginar o futuro, incluindo as novas tecnologias que são necessárias.”   “A ficção científica também é uma ótima maneira de fingir que você está escrevendo sobre o futuro, quando na realidade você está atacando o passado recente e o presente.”

Mas para um futurista, Bradbury nem sempre abraçou a tecnologia. Ele chamava a Internet de uma fraude perpetrada por empresas de informática, desdenhava caixas automáticos e rejeitava os videogames como “um desperdício de tempo para homens com mais nada a fazer”.   Bradbury trouxe não apenas uma visão futurista, mas a sensibilidade literária para a ficção científica e a fantasia.

Seu interesse pela escrita começou quando era garoto e até mesmo em seus últimos anos ele gostava de escrever diariamente -seja um romance, um conto, um roteiro ou um poema.

“O divertido na minha vida tem sido me levantar todas as manhãs e correr para a máquina de escrever porque alguma nova ideia surgiu”, disse ele em seu aniversário de 80 anos.   (Reportagem de Christine Kearney e Bill Trott)

Para ver Fahrenheit 451 na integra, clique no linque abaixo
http://youtu.be/ZriW3CPU9G4

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