GRANDE, COMO ERA GRANDE – Blogosfera de Mato Grosso perde a força e a paixão de Paulo Zaviaski

Paulo Zaviasky morreu nesta madrugada deste domingo. Ele foi um dos pioneiros do jornalismo da televisão de Mato Grosso e também um blogueiro pioneiro em nosso Estado

A morte do radialista, jornalista e blogueiro Paulo Zaviaski é um perda dolorosa para todos nós que militamos na blogosfera de Mato Grosso. Do jornalismo, o Paulo já estava há algum tempo afastado, já que nossa midia tradicional não costuma valorizar seus criadores. Mas os jornalistas de Mato Grosso devem, certamente, a Paulo Zaviaski a reverência que devem merecer todos os pioneiros.

Paulo Zaviaski que fez carreira e se aposentou como bancário do Banco do Brasil, foi um dos primeiros apresentadores de telejornal em Cuiabá, e justamente na TV Centro América, onde apresentava o que viria a ser o MT TV,  ao lado de João Marinho, outro jornalista da velha geração, também já falecido.

Eu não estava em Mato Grosso nesta época heróica (só me larguei do Rio de Janeiro no final da década de 80), em que o noticiário era transmitido ao vivo na televisão cuiabana, mas imagino que os programas pilotados pelo Zaviaski certamente que tinham mais paixão do que se vê hoje na repetidora da Rede Globo em Mato Grosso. A paixão, o entusiasmo, sempre foram uma característica marcante deste conversador cordial com quem bati boca, apaixonadamente, algumas vezes, por discordar de algumas das teses que ele abraçava.

Ah, a paixão era tanta no Paulo Zaviasky que ele ficava vermelhão e alguns de seus textos no “24 Horas News” davam voltas, subiam, desciam, começavam a voar, rolavam em frases conflitantes e ficava parecendo produção de um Pier Paolo Pasolini do Pantanal. O texto podia nos confundir mas a paixão estava sempre lá. Eu cheguei a fazer algumas provocações, para mexer com ele, criar uma polêmica, dizia que ia me sentir um deus no dia em que entendesse o que o Zaviasky escrevia – e o Zaviasky ria no telefone.

Sim, porque o bom mesmo era encontrar o Paulo numa esquina, num canto qualquer, porque o papo logo se animava – e as teses e os projetos se multiplicavam, porque Paulo Zaviasky se interessava por tudo e estava sempre querendo meter o betelho onde achava que era chamado. Devo ter gravado umas duas ou três entrevistas com o Paulo no “Amplo, Geral e Irrestrito” – e eu mesmo não sei o que fiz delas.

Eu fico pensando o que vai acontecer com o Blog do Zaviasky. O que se faz com um blogue depois que o blogueiro morre?

Os jornais, as tvs, as emissoras de rádio tem seus arquivos.

Será que alguém terá o cuidado de preservar a memória blogueira de Paulo Zaviasky?

Seria bom se, neste momento, a Tv Centro América, a Tv Brasil Oeste, as emissoras de rádio, etc, etc, tivessem um arquivo de tudo que Paulo Zaviasky já produziu em termos de radialismo e jornalismo nesta Cuiabá para servir à curiosidade das pessoas, à pesquisa dos profissionais da nova geração. Acho que se alguém for lá na AFLP deve recolher alguma coisa, pois não?

Paulo Zaviasky merece ser lembrado. Era uma força da Natureza. Ele era uma força do nosso jornalismo. Como aquele personagem do Nelson Rodrigues, ele ventava, trovejava – só faltava chover.

 

 

———————–

LEIA AGORA ALGUNS DOS TEXTOS DE PAULO ZAVIASKY PUBLICADOS NO BLOG DO ZAVIASKY NO 24 HORAS NEWS

Segredos e magias do Rádio cuiabano
Por Paulo Zaviasky
março de 2011

Antes, pequeno registro. Todas as cartas dos leitores com os recados carinhosos ao Nelson Severino serão entregues a ele. E, na esteira de nossas histórias, atrevo-me a pinçar de meu livro – ainda não publicado por sair muito caro – pequeno trecho, revisado e bem resumido para este espaço, sobre o nosso Rádio cuiabano, aproveitando o embalo bonito do Nelson.

*

LEITURA DE DOMINGO

Quando jovem, lá pelos meus 15 anos, adorava passar em frente da velha residência oficial dos governadores que não tinha grades, mas sim arbustos bem podados que emolduravam a piscina, a casa e os personagens de nossa história política e social cuiabana.

Sonhava conhecê-la por dentro.

O destino quis que meu sonho entrasse naquela casa, então encantada, através da imprensa escrita e do Rádio que eu fazia com vocação sacerdotal. Meu roteiro sempre foi o mesmo até os dias de hoje.

De casa rumo ao centro, passava da Rua Comandante Costa, onde eu morava, pouco acima da “Rua da Mandioca”, e das pedras nas esquinas, os postes de madeira com suas lâmpadas quebradas eternamente por causa de uma EFLA, Empresa de Força, Luz e Água, ineficiente, descia a Travessa 12 de outubro para entrar na Rua Barão de Melgaço.

Passava pela frente da casa de Bembém, da Academia de Letras, do mágico castelo de Bugre, dono do “Bar do Bugre”; do Clube Feminino, da casa de Rubens de Mendonça e da residência dos governadores. Depois, o Cine Teatro Cuiabá…

A pé ou com a minha bicicleta mágica. Tinha, nessa época, deixado o Palácio da Instrução, meu berço primário cultural, a Escola Modêlo “Barão de Melgaço”. Para mim é comovente descrever e escrever o nome sagrado dessa minha escola por decorar aquela santa obrigatoriedade em escrever “Barão de Melgaço” entre aspas e a palavra “Modêlo” com acento circunflexo.

Meu roteiro apenas mudou na distância. Missão:  chegar até a Rádio A Voz d’Oeste, ali mais adiante na Rua 13 de junho, em frente do Jardim Ipiranga e narrar para o público as últimas notícias do dia, redigi-las, entrevistar personalidades, ao vivo e por telefone, participar dos programas musicais e esportivos, com Roberto Jacques Brunini e o seu famoso “Bom dia Para Você”, sempre um segredo que apenas nós sabíamos: era inteiramente, e sempre, dedicado a sua namorada “Lili”, a bela Lila Spadoni que mais tarde se tornou sua mulher.

Em seguida, o “Caleidoscópio Feminino”, cujo prefixo italiano “Ciribiribin” ecoa solene até hoje em nossos ouvidos e corações. Era dirigido e apresentado pelo inigualável Rabello Leite. A manhã ficava completa com “Atualidades Esportivas”, inteiramente produzido, dirigido e apresentado por Ranulpho Paes de Barros, pai do senador Antero de Barros. Minha participação era comentar algumas pastilhas esportivas escritas pelo colega também jornalista e radialista Ranulpho e a parte comercial integralmente.

Ora, vejam vocês a dinâmica do Rádio naquela considerada Era de Ouro da radiofonia brasileira. Às 7 horas, o “Correspondente Cruzeiro do Sul” que eu apresentava, tentando imitar o Heron Domingues, do famoso “Repórter ESSO”; em seguida entrava o prefixo do “Grande Jornal Falado H-3” com as feras Alves de Oliveira e Adelino Praeiro e até eu. Na seqüência o programa político e também noticioso “Bandeirantes no Ar”, apresentado pelos vibrantes Augusto Mário Vieira e  May do Couto.

Depois vinham os programas citados mais acima, intercalados com as notícias de hora em hora do “Correspondente Cruzeiro do Sul”. A tarde era recheada de ibopes mil. A “Crônica das Doze e Cinco”, do Alves de Oliveira e o seu “A cidade vive dos que vivem nela”. Em seguida o programa coqueluche que colocava a experiente e competente discotecária Elita Gardés quase em pânico:  “Felicitações” onde a cidade se comunicava de verdade, com dedicações aos aniversariantes do dia, noivados, casamentos notas de falecimentos, de viagens, procura-se, enfim tudo quanto era aviso e utilidade pública. Gratuitamente.

Das 15 horas até as 16 horas eu tive a honra de criar, produzir e apresentar um dos programas que fizeram a história da época aonde até os proprietários da Cia. Telefônica de Cuiabá chegaram a desligar todos os telefones da cidade no horário daquele meu programa por causa do “estrago” do congestionamento pelo nosso povo cuiabano que descobriu a fragilidade técnica e de equipamentos daquela companhia/empresa.

É tão importante o registro desse fato que deixo para comentar depois em outro artigo dedicado apenas a esse fato acontecido em nossa Cuiabá. Os empresários estiveram com Brunini pedindo a minha saída da emissora. Adivinhem o que aconteceu. Brunini e seu amor pelo verdadeiro Rádio apoiou-me e ainda incentivou-me afirmando que ele pagava todos os impostos e exigiu melhorias no sistema da empresa que sumiu para a entrada de outra bem mais competente.

O vozeirão de Eugênio de Carvalho ecoava exatamente às 18 horas no “A Hora da Ave Maria”. Os musicais noturnos e das madrugadas eram intercalados com artistas ao vivo no “Recanto Tropical”, boate com pista de dança que havia no jardim da emissora, com Ângela Maria, Duo Guarujá, Inezita Barroso, Nelson Gonçalves, Orquestra Cassino de Sevilla, Orlando Silva, Trio Los Panchos e tantos famosos que convivi um pouco também.

É claro que depois vieram outros heróis daqui mesmo de Cuiabá, pois estava terminando a década de cinqüenta com as esperanças na nova metade do século vinte.

Durante as madrugadas, os programas musicais eram boleros, valsas, cha-cha-chá, rumbas e o famoso programa “Tango a Média Luz” que foi o que mais tempo permaneceu no ar na história daquela emissora. Aprendi a dançar o tango jovem demais naquelas noites memoráveis em que eu era escalado para as madrugadas… Em seguida, a dupla sertaneja que mais saudades e ibope doaram para esta Cuiabá dos grandes amores, Cafezinho e Cambará, insubstituíveis até hoje, fizeram a abertura das páginas sertanejas no rádio cuiabano.

Caem por terra, deste modo, aqueles comentários gosativos de aventureiros que aqui despencaram após toda essa nossa edificação, cujas histórias deles, desses colonizadores do nada a perder, sangrando nossas verdadeiras florestas culturais edificadas há milhões de anos, cujos rabos a maioria desconhece/desconhecemos e que brincam com coisas sérias que são a honra, dignidade, competência, arregaçar de mangas, fazer e escrever a História sagrada que possuímos e construímos do verdadeiro Rádio cuiabano até a criação de nosso Sindicato dos Radialistas de Mato Grosso que é uma grande história à parte.

Tais extraterrestres juram de pés juntos que “antigamente” a Rádio A Voz d’Oeste saia do ar às dez horas da noite e só retornava ao ar no dia seguinte. Coitado do alienígena que de mãos abanando, uma na frente e outra atrás, despencou na fonte luminosa do Vuolo no Jardim Alencastro, e tenta sobreviver no pódio dos delírios afirmando que é Deus também, pois Cuiabá não existia, era completa escuridão e o rádio não existia nas madrugadas e, quando aqui chegou nu, fez-se a luz e no Sétimo Dia descansou!… E consegue iludir tanta gente boa e, principalmente políticos.

Cuiabá foi infestada de Deus, de deuses e de santas desde 1974 quando tudo já existia e o rádio cuiabano ficava 24 horas no ar, sim senhor. O que falhava, isso sim, era a energia elétrica que nos fazia ficar fora do ar, como de resto todo o Estado.

verpz@terra.com.br

————-
11/09/2010
Blog do Zaviasky

Política ou ficção científica

LEITURA DE DOMINGO

http://www.24horasnews.com.br/blog/index.php?tipo=lista&data=2010-9-11&blogueiro=7

Caro leitor, vamos aproveitar a roupa de domingo, bem passada à ferro de engomar, gola dura quase espinhando, brilhantina nos cabelos, meia branca, sapato engraxado, mesmo com aquele baita furo na sola que, afinal, ninguém vê mesmo e cujo único cuidado é evitar pisar em cacos de vidro e ponta de cigarro, rumo à igreja para o encontro com Deus.

Muita coisa mudou mesmo. Meus sapatos jamais custaram mais que alguns centavos. E duravam até acabar, pois os sapateiros de Cuiabá eram artistas de verdade. Quando surgiram as alpargatas, aquele sapato inteiro de pano com sola de corda, nossos pais diziam sempre para evitá-los por causa do mau cheiro que produziam.

Mas, usávamos. Era barato. A sola era inteirinha de corda de poço ou de rede. Havia sapatos eternos. Nunca acabavam. De couro de boi, barbante de tripa de boi e sola de pneu de caminhão.  Era chato alguns coleguinhas criticarem a gente por causa do uso desses saudosos sapatos.

Onde já se viu, ir à aula com alpargatas ou botinhas de couro e pneu ou, pior, sola com grandes e graves buracos. Como eles ficavam sabendo?  Fácil. Nas aulas de religião que havia, no momento em que ficávamos de joelhos, alguns viam duas importantes coisas: o buraco na sola e a falta de parte da meia.

Exatamente. Minhas duas meias que acompanharam minha infância não eram inteiras.  Só do calcanhar até quatro dedos acima do sapato…

A minha única camisa do colégio tinha trinta e dois remendos, porém impecável na limpeza e na goma do “ferro de passar” que nunca gastou um centavo com energia elétrica por causa de sua quentura sensacional promovida pelo carvão em brasa.

Aquele cheiro de fumaça esterilizadora substituía o encardido das camisas novas de alguns de meus colegas cheias de perfumes, porém usadas mais de uma ou duas vezes…

Somente hoje descobri porque aquele banho lá no quintal, atrás do depósito d’água sempre fora demorado por mais que despejássemos tanta água na cabeça e no corpo com aquela lata de dois litros que um dia foi recipiente de banha comprada na venda do “seu” Dito, filho de D. Marcolina, ali nos fundos de meu quintal das fantasias, na “Rua da Mandioca” ou Rua governador Rondon, a menor rua de Cuiabá e cujo nome não é de nosso sertanista mimoseano herói do mundo, mas, sim, do engenheiro que fora governador deste Estado.

É que a água de antigamente nunca ouviu falar em cloro. Do jeito que o nosso rio estava, a água chegava assim mesmo na casa da gente. O filtro de casa era um enorme pote de barro e um copo de alumínio com alça, virado para baixo num prato prá lá de amassado, para mosca não aterrissar na borda.  Às vezes, minto, quase sempre, o pote era enchido d’água.

A gente pensava que estava ainda vazio e enfiava a mão que saia molhada até quase o cotovelo… Mas, bebíamos água fria. E, cristalina. Explico. O segredo era a decantação. A água suja, após meia hora ficava quase transparente e com a sujeira do rio estacionada no fundo do pote sempre encostado, quieto num canto mais frio e escuro da casa. No chão.

A única doença que havia era a gripe que todo mundo tem até hoje, com ou sem higiene. A dengue não existia, pois não haviam inventado ainda políticos que tivessem a coragem de roubar a saúde do povo! Matavam  com tiros os adversários, mas jamais brincavam com a saúde de um povo inteiro.

Tudo era lá com eles.

Mas, a bem da verdade, você, pai ou mãe, teria coragem de deixar sua filha namorar um guri assim? Que vivia assim? Talvez por isso, nossa turminha nunca teve namoradinhas de infância. As grandes aventuras aconteciam no Bar Colorido, no cabarés da Carminha ou, mais tarde, na Boate Tabariz, no tempo em que boate era boate restrita apenas aos homens, com as louras de Goiânia que abafavam de verdade nesta terra só de morenas. Mais tarde, aprendemos a mentir para conquistar…

O voto não era obrigatório. As mentiras eram um dom sério e feitas com liturgias beneméritas onde terno e gravata eram tão obrigatórios como os bigodes cultivados com esmero pelos políticos da época a fim de esconderem o tremor ou sorriso dos lábios quando mentiam para o povo. Mas, mentiam com garbo. Com seriedade.

As promessas soavam sempre como novidades. Ninguém repetia uma promessa feita e não cumprida. Prometiam outra coisa. Venciam sempre os melhores. Os melhores mentirosos de sempre. Não havia reeleição, crime hediondo ao ser humano que tenta pensar. Ninguém compete com uma pequenina máquina de somar, quanto mais com máquinas do poder.

Os oradores dos templos religiosos sempre aconselhavam o eleitor, suas ovelhas, seus fiéis a escolherem o melhor…

O que vemos hoje?

Substituíram o sapato de couro pelo Tênis de borracha, mola, calcanhar com salto alto e de pano. Até botinas de couro de vaca com solado de pneu é moda atual. Quem diria… O que custaria hoje R$ 20 reais (jamais tive a coragem de pagar mais que isso a um sapato) você compra por até R$ 500 reais.

Descaradamente, os pregadores do evangelho impõem que todos seus fiéis votem neste ou naquele. Uma igreja opta pelo comunismo que cai sozinho de podre. Uma outra, determina que seus “irmãos” votem num pastor da igreja “Desafasta Desse Corpo Que Ele Não Te Pertence”. Outro ainda, da igreja “Gritaria Do Desespero” exige que votem NELE mesmo. E a igreja evangélica “Mandrake” que cura paraplégicos na hora, ressuscita quem já morreu, promete devolver marido traidor, roga aos seus fiéis que não votem nas mulheres…

E, finalmente, aqueles religiosos que prometem aos políticos do desespero o apoio de todos os fiéis, sem que esses mesmos fiéis saibam disso. Em troca, prometem o inferno!

O voto é obrigatório! Pasmem. Prá que? Prá votar em quem, hoje? Temos dançarino, cantador de modinhas, palhaços, idiotas, analfabetos de pai e mãe, ridículos, mudos, gritadores, humoristas fracassados, prostitutas, gays, “doutores” que fazem a questão vergonhosa quanto ridícula de registrarem para si próprios o apelido de “doutor” ou “doutora”…

São Paulo é um dos maiores exemplos da decadência de um povo que já foi sério, de uma verdadeira pátria e nação de progresso que impulsionava o Brasil.  Os candidatos paulistas de hoje refletem os candidatos do Brasil… Também de hoje!

O humorista “Tiririca”, o boxeador “Maguila”, o imitador de “Fausto Silva”, a mulher “melão”, a mulher “melancia” e cento e quarenta e duas figuras que nem “te” conto. Agora, o importante: sabem o grau de instrução dessas peças que querem representar São Paulo na Câmara Federal no congresso da vergonha nacional?

Sabem ler e escrever! Sabem o que isto significa? Que não estudaram porcaria alguma, nem primário e nem pré-primário. Apenas aprenderam a ler e a escrever o nome para cumprir a lei que reza “para votar é necessário saber ler e escrever”, mas não diz o que, quanto, como! Aprendeu a ler o nome e a escrevê-lo, pode ser candidato na pátria amada, salve, salve!

Pode até chegar a ser presidente do Brasil. E nada farão pela educação, pois seus exemplos são dignos de serem imitados. Caso forem eleitos. E o serão, pois o povo paulista tem demonstrado nas últimas eleições que não vale a pena falar em política e muito menos “melhorar a raça”.

Agora, pergunto: Vale a pena ser “analista” político nesta terra em que se plantando tudo dá?… E, como dão!

Já que o negócio é apenas “marketing”, prá que levar a sério? Prá que votar? O negócio é falar sobre ficção científica.

No dia da votação, calçar alpargatas “Roda”, engomar bem a camisa de domingo, dar brilho nos cabelos com Gumex, brilhantina ou Glostora, passar “Leite de Rosas” no rosto pra ficar mais branco, sair andando nas calçadas de Cuiabá assoviando “Escultura” do Nelson Gonçalves, piscando pras moreninhas pensando bem alto que lá em casa já tem chuveiro e até comprei um binóculo meio usado, mas bom, só pra ver se um dia consigo ver o futuro que tanto sonho, antes de muita gente… E, passar bem longe dos locais de votação!

Bom domingo!

verpz@terra.com.br

4 Comentários

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 187.5.109.196 - Responder

    Uma pena para MT, que DEUS o tenha !!!!

  2. - IP 201.67.99.224 - Responder

    Em uma de suas últimas entrevistas, tive o privilégio como apresentador do programa CLAUDIO ALVES SEM CENSURA, exibido pelo SBT de Mato Grosso em conhecer Paulo e nele era facil enxergar seu espirito idealista. Que Cristo conforte a sua familia e que Paulo descanse em Paz.

  3. - IP 187.54.244.134 - Responder

    A turma do Rádio de Ouro de Cuiabá o receberá com todas as honras: Alves de Oliveita, Augusto Mario Vieira, May do Couto, Ranulpho Paes de Barros, e outros. Mais um cuiabano tchapa e cruz que parte… A midia não estará tão interessante sem os seus inteligentes textos. Precisava conhecer um pouco da história de Cuiabá e seus tipos caracteristicos para entendê-los.

  4. - IP 187.20.41.193 - Responder

    FOI UM LUTADOR .

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

quatro × um =