Gráfica Millenium, do grupo Gazeta de Comunicação, comandado por Dorileo Leal, também é investigada pela Polícia entre as empresas suspeitas de participação em um esquema de lavagem de dinheiro público, que seria articulado a partir do Palácio Paiaguás, no governo de Silval Barbosa (PMDB)

João Dorileo Leal é o diretor-superintendente de A Gazeta e do Grupo Gazeta de Comunicação, do qual também faz parte a Gráfica Millenium, agora investigada, juntamente com outras empresas para esclarecer possível montagem de um esquema de lavagem de dinheiro público, alvo da Operação Edição Extra,

João Dorileo Leal é o diretor-superintendente de A Gazeta e do Grupo Gazeta de Comunicação, do qual também faz parte a Gráfica Millenium, agora investigada, juntamente com outras empresas para esclarecer possível montagem de um esquema de lavagem de dinheiro público, alvo da Operação Edição Extra

É tudo uma questão de edição jornalistica. Na avaliação deste blogueiro, o aparecimento da Gráfica Millenium, do Grupo Gazeta de Comunicação entre as empresas gráficas investigadas pela Operação Lava Jato não merece apenas citação en passant mas manchetes e novos esclarecimentos, que certamente virão, notadamente através dos veículos de comunicação do próprio grupo. Confira o noticiário. (EC)

 

Outras oito gráficas também são investigadas pela Polícia Civil

Defaz ainda investiga se os serviços contratados realmente foram fornecidos ao Estado

Delegado da Defaz, Carlos Cunha diz que outras oito gráficas ainda serão investigadas

CAMILA RIBEIRO
DO MIDIA NEWS
O delegado Carlos Cunha, titular da Delegacia Especializada em Crimes Fazendários e Contra a Administração Fazendária (Defaz), afirmou que, além das gráficas Print, Defanti e JR Gusmão, outras oito empresas do setor também estão sendo investigadas (veja a relação abaixo).As gráficas são vencedoras de uma licitação do Governo do Estado, e suspeitas de participação em um esquema de lavagem de dinheiro público, alvo da Operação Edição Extra, deflagrada na manhã desta quinta-feira (18).“O objetivo da licitação é apurar a melhor proposta, aquela que seja mais benéfica à administração pública. No entanto, existia um conluio entre os proponentes. Eles estabeleciam valores mínimos e mesmo esses valores estavam muito além dos realmente praticados no mercado. São propostas superfaturadas”, explicou o delegado.

As investigações tiveram início em 2013, com foco no pregão presencial de nº 093/2011, realizado pela Secretaria de Estado de Administração, e o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 40 milhões.

“Existia um conluio entre os proponentes. Eles estabeleciam valores mínimos e mesmo esses valores estão muito além dos realmente praticados no mercado. São propostas superfaturadas”

“Infelizmente, o procedimento aparentemente é legal. Cada empresa participou e ofereceu suas propostas, mas, quando a gente analisa os valores ofertados e os valores de mercado, vê que houve superfaturamento de todas as propostas e que as empresas estavam todas mancomunadas nesse sentido. Ninguém apresentou um valor realmente adequado à realidade dos praticados à época”, completou Cunha.

O delegado reiterou que a delação premiada de um dos donos de uma gráfica que participou do pregão foi fundamental para o início das investigações, bem como para a deflagração da operação.

Segundo Cunha, o delator contou em detalhes como funcionava o suposto esquema, quem eram seus operadores e os beneficiados com o dinheiro desviado.

“A denúncia desse empresário foi feita ao Ministério Público. O empresário, inicialmente, participou das reuniões desse conluio entre as empresas e forneceu informações de como se dava a fraude nesse contrato específico”, afirmou o delegado.

“Estamos em um processo apuratório, todos os proprietários de gráficas que participaram do pregão serão ouvidos para prestar depoimentos”, completou

Outras fraudes

Além das fraudes para realização do pregão para contratação de serviços gráficos para o Estado, a Delegacia Fazendária ainda apura se os serviços contratados realmente foram fornecidos.

“Agora, também começamos a apurar, além dos valores superfaturados, se houve outras fraudes. Temos que investigar, por exemplo, se houve o fornecimento da mercadoria em menor quantidade do que realmente foi contratado, ou se a qualidade foi inferior ao previsto em contratado e até mesmo se o produto realmente foi fornecido”,disse o delegado Carlos Cunha.

Segundo ele, formalmente, existe a entrada de notas fiscais, mas é preciso verificar se realmente as mercadorias foram fornecidas do Estado.

Veja quais gráficas estão sendo investigadas:

Tecnomídia Editora e Comércio Ltda

Gráfica Print Indústria e Editora Ltda

KCM Editora e Distribuidora Ltda

Editora Diliz Ltda, EGP da Silva

Defanti Indústria e Comércio

Gráfica e Editora Ltda

Gráfica Millenium

WM Comunicação Visual

Top Gráfica Editora Ltda

Multigráfica Indústria Gráfica e Editora Ltda

Sem comentários. Seja o primeiro a comentar

Assinar feed dos Comentários

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

um + dezoito =