Governo está enrolando, diz Carlinhos. UFMT pode parar.

Docentes da UFMT decidem próxima segunda se deflagram greve dia 17

 

Professores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) vão votar na próxima segunda-feira, dia 14 de maio, às 14h, em assembleia geral, sim ou não pela greve já indicada para o dia 17 de maio.

Na última reunião das Instituições de Ensino Superior (IFES), dias 21 e 22 de abril, no Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), em Brasília, das 35 instituições presentes, 27 informaram que também estão com indicativo de greve aprovado para o dia 17.

Outra reunião das IFEs será realizada no próximo sábado, dia 12, e a expectativa é que a adesão aumente significativamente.

A categoria cobra do Governo Federal que cumpra acordo assinado em abril de 2011. O acordo garante reajuste salarial de 4%, incorporação da Gratificação Específica do Magistério Superior (Gemas) e reestruturação da Carreira Docente.

O prazo máximo para o cumprimento do acordo seria 31 de março. Mas essa data passou e nenhum dos pontos foi cumprido.

Os professores das federais também querem sensibilizar a opinião pública para a desvalorização dessa carreira que já teve status e respeito, mas há mais de 20 anos vem sendo negligenciada por todos os governos, por isso está no chão da pirâmide hierárquica do serviço público federal. O menor salário do docente federal hoje é R$ 557, 51, por 20 horas.

Conforme o presidente da ADUFMAT S.Sind, professor Carlinhos Eilert, “o Governo está enrolando a categoria”.

Os professores da UFMT estão construindo uma pauta interna, com especificidades locais. Eles reivindicam melhorias do Restaurante Universitário (RU) e da Biblioteca Central. Pedem investimentos nos cursos de pós-graduação, especialização, mestrado e doutorado. Criticam o modelo produtivista que contaminou a produção intelectual na UFMT, que está, muitas vezes, a serviço de empresas e não da sociedade. Critica também as terceirizações do trabalho na Universidade e as regras do estágio probatório aplicadas aos concursados. A categoria também cobra autonomia universitária, para que não fique atrelada a politicagens, e democracia nas relações internas. Quer ainda o respeito ao Estatuto da instituição, principalmente no ponto em que estabelece a realização de uma Assembleia Geral Universitária por ano, porém isso nunca foi cumprido.

A pauta interna é extensa e será mais elaborada caso ocorra de fato a greve.

Um dos pontos de reivindicação é também concurso público.

Na assembleia de hoje à tarde, a professora Miriam Tereza, Pró-reitora de Ensino e Graduação da UFMT informou que a UFMT já prepara concurso para preenchimento de 176 vagas relativas ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). O Projeto de Lei que trata disso já está aprovado na Câmara de Deputados e tramita agora no Senado.

Segundo ela, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, se reuniu hoje de manhã com os reitores das federais e disse que levaria à presidente Dilma a solicitação de uma Medida Provisória imediata que enfim viabilize o cumprimento do acordo assinado na campanha salaria do ano passado.

Porém a categoria questiona se isso terá efeito prático ou se essa conversa é mais uma forma de continuar “enrolando” a categoria.

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