Governo Dilma deve trazer 6 mil médicos cubanos para o Brasil. Cubanos não virão para emitir laudos de ressonância magnética, atuar em medicina nuclear ou disputar mercado com a Unimed. Virão atuar no interior (de onde fogem muitos filhinhos de papai que se formam em Medicina no Brasil), tratar de verminose, diarreia e desidratação, reduzindo mortalidades infantil e materna, supervisionando medidas preventivas em favor dos pobres e dos filhos dos pobres

Por Enock Cavalcanti em Cidadania - 19/05/2013 14:49
O Governo Dilma mantém seu foco no atendimento aos brasileiros e brasileiras mais fracos e mais carentes. Levar o atendimento médico, usando médicos cubanos contratados especialmente para atuar no Brasil mais profundo, representa um importante choque de gestão

O Governo Dilma mantém seu foco no atendimento aos brasileiros e brasileiras mais fracos e mais carentes. Levar o atendimento médico, usando médicos cubanos contratados especialmente para atuar no Brasil mais profundo, representa um importante choque de gestão

Se muitos e muitos médicos e médicas, filhinhos de papai, fogem dos postos de saúde e hospitais do interior e só querem atuar nas zonas de conforto dos grandes centros urbanos, como documentam as estatísticas, e o governo brasileiro tem condições de importar para atuação imediata nesses rincões, 6 mil médicos cubanos, é evidente que a consciência nacional não pode ficar contra. O diagnóstico do ministro Padilha está perfeito. É o que se pode chamar de choque de gestão. Mauro Mendes, de olho nas periferias cuiabanas, e Silval Barbosa, de olho nos grotões mato-grossenses, deveriam, desde já, buscar articulação com o Ministério da Saúde para que os cubanos marquem presença forte em Cuiabá e Mato Grosso. Confira o noticiário. (EC)

Governo estuda trazer 6 mil médicos cubanos para o Brasil Ministro de Relações Exteriores informa que conversas estão sendo feitas com a Organização Panamericana de Saúde

Eliane Oliveira André de Souza

O GLOBO

BRASÍLIA – O governo brasileiro poderá trazer ao Brasil seis mil médicos cubanos, para minimizar o déficit desses profissionais que o país tem, principalmente, em regiões mais carentes. A informação foi dada na segunda-feira pelo ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, após se reunir com o chanceler de Cuba, Brun Rodríguez.

- Cuba tem uma proficiência grande nessa área de medicina, em farmacêuticos e em biotecnologia. O Brasil está examinando a possibilidade de acolher um número (de médicos cubanos) através de conversas que envolvem a Organização Panamericana de Saúde, a Opas. Está-se pensando em algo em torno de 6 mil ou pouco mais – disse Patriota.

Patriota esclareceu que a medida ainda está em estudo e, portanto, não há mais detalhes a respeito, como prazos e se a abertura abrangeria outras nacionalidades, além da cubana. Seu porta-voz, o embaixador Tovar Nunes, acrescentou que as discussões envolvem outros ministérios, como os da Saúde e o da Educação, e lembrou que a medida também precisa da aprovação do Congresso.

- Ainda estamos finalizando os entendimentos para que eles (os médicos cubanos) possam desempenhar sua atividade profissional em regiões particularmente carentes no Brasil. Acho que isso fortalecerá mais ainda nossa parceria numa área em que Cuba detém uma clara vantagem e se estabeleceu mundialmente como um pais que contribui para elevar os níveis e saúde aqui na América Latina – ressaltou Patriota.

CFM é contra a medida

O Conselho Federal de Medicina (CFM) – contrário a medidas que facilitam a entrada de médicos estrangeiros no Brasil – reagiu e soltou uma nota dura, carregada de críticas ao governo federal. A entidade diz que vai tomar as medidas jurídicas cabíveis e que condena de forma veemente “qualquer iniciativa que proporcione a entrada irresponsável de médicos estrangeiros e de brasileiros com diplomas de medicina obtidos no exterior sem sua respectiva revalidação”. Chama a intenção do governo de “agressão à nação”, uma vez que estaria atendendo a “interesses específicos e eleitorais”, sem se preocupar de fato com a saúde da população brasileira.

Segundo o Conselho, tais medidas “ferem a lei, configuram uma pseudoassistência com maiores riscos para a população e, por isso, além de temporárias, são temerárias por se caracterizarem como programas políticos-eleitorais”. Mais adiante, a nota destaca que a população mais pobre não pode ficar sujeita a um atendimento de saúde sem segurança e qualificação: “se a Constituição Federal não estipulou cidadãos de segunda categoria, então, o país não pode permitir que tais segmentos sejam atendidos por pessoas cuja formação profissional suscita dúvidas, com respeito a sua qualidade técnica e ética”.

Segundo o CFM, médicos estrangeiros tendem a migrar para os grandes centros no médio e longo prazos. Assim, o Conselho defende que a solução para os problemas do serviço de saúde prestado aos mais pobres no Brasil passa pelo aumento de repasses ao Sistema Único de Saúde (SUS) e pela valorização do médico que atua no serviço público.

Ministério da Saúde fala que ainda é cedo para reações

O Ministério da Saúde (MS), através de sua assessoria, informou que ainda é cedo para qualquer tipo de reação à medida, já que a proposta ainda passa por estudos. O órgão não quis se pronunciar claramente sobre o que vai ser feito para validar o diploma dos médicos vindos de Cuba, e nem se os brasileiros formados no país terão os certificados validados automaticamente. Segundo o MS, as medidas que vão ser adotadas estão sendo analisadas por sua equipe.

————– OPINIÃO

Médicos cubanos no Brasil? Por Frei Betto, no sítio da Adital:

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) está indignado frente ao anúncio da presidente Dilma de que o governo trará 6.000 médicos de Cuba, e outros tantos de Portugal e Espanha, para atuarem em municípios carentes de profissionais da saúde. Por que aqui a grita se restringe aos médicos cubanos? Detalhe: 40% dos médicos do Reino Unido são estrangeiros.

Também em Portugal e Espanha há, como em qualquer país, médicos de nível técnico sofrível. A Espanha dispõe do 7º melhor sistema de saúde do mundo, e Portugal, o 12º. Em terras lusitanas, 10% dos médicos são estrangeiros, inclusive cubanos, importados desde 2009. Submetidos a exames, a maioria obteve aprovação, o que levou o governo português a renovar a parceria em 2012.

Ninguém é contra o CFM submeter médicos cubanos a exames (Revalida), como deve ocorrer com os brasileiros, muitos formados por faculdades particulares que funcionam como verdadeiras máquinas de caça-níqueis.

O CFM reclama da suposta validação automática dos diplomas dos médicos cubanos. Em nenhum momento isso foi defendido pelo governo. O ministro Padilha, da Saúde, deixou claro que pretende seguir critérios de qualidade e responsabilidade profissionais.

A opinião do CFM importa menos que a dos habitantes do interior e das periferias de nosso país que tanto necessitam de cuidados médicos. Estudos do próprio CFM, em parceria com o Conselho Regional de Medicina de São Paulo, sobre a “demografia médica no Brasil”, demonstram que, em 2011, o Brasil dispunha de 1,8 médico para cada 1.000 habitantes.

Temos de esperar até 2021 para que o índice chegue a 2,5/1.000. Segundo projeções, só em 2050 teremos 4,3/1.000. Hoje, Cuba dispõe de 6,4 médicos por cada 1.000 habitantes. Em 2005, a Argentina contava com mais de 3/1.000, índice que o Brasil só alcançará em 2031.

Dos 372 mil médicos registrados no Brasil em 2011, 209 mil se concentravam nas regiões Sul e Sudeste, e pouco mais de 15 mil na região Norte.

O governo federal se empenha em melhorar essa distribuição de profissionais da saúde através do Provab (Programa de Valorização do Profissional de Atenção Básica), oferecendo salário inicial de R$ 8 mil e pontos de progressão na carreira, para incentivá-los a prestar serviços de atenção primária à população de 1.407 municípios brasileiros. Mais de 4 mil médicos já aderiram.

O senador Cristovam Buarque propõe que médicos formados em universidades públicas, pagas com o seu, o meu, o nosso dinheiro, trabalhem dois anos em áreas carentes para que seus registros profissionais sejam reconhecidos.

Se a medicina cubana é de má qualidade, como se explica a saúde daquela população apresentar, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), índices bem melhores que os do Brasil e comparáveis aos dos EUA?

O Brasil, antes de reclamar de medidas que beneficiam a população mais pobre, deveria se olhar no espelho. No ranking da OMS (dados de 2011), o melhor sistema de saúde do mundo é o da França. Os EUA ocupam o 37º lugar. Cuba, o 39º. O Brasil, o 125º lugar!

Se não chegam médicos cubanos, o que dizer à população desassistida de nossas periferias e do interior? Que suporte as dores? Que morra de enfermidades facilmente tratáveis? Que peça a Deus o milagre da cura?

Cuba, especialista em medicina preventiva, exporta médicos para 70 países. Graças a essa solidariedade, a população do Haiti teve amenizado o sofrimento causado pelo terremoto de 2010. Enquanto o Brasil enviou tropas, Cuba remeteu médicos treinados para atuar em condições precárias e situações de emergência.

Médico cubano não virá para o Brasil para emitir laudos de ressonância magnética ou atuar em medicina nuclear. Virá tratar de verminose e malária, diarreia e desidratação, reduzindo as mortalidades infantil e materna, aplicando vacinas, ensinando medidas preventivas, como cuidados de higiene.

O prestigioso New England Journal of Medicine, na edição de 24 de janeiro deste ano, elogiou a medicina cubana, que alcança as maiores taxas de vacinação do mundo, “porque o sistema não foi projetado para a escolha do consumidor ou iniciativas individuais”. Em outras palavras, não é o mercado que manda, é o direito do cidadão.

Por que o CFM nunca reclamou do excelente serviço prestado no Brasil pela Pastoral da Criança, embora ela disponha de poucos recursos e improvise a formação de mães que atendem à infância? A resposta é simples: é bom para uma medicina cada vez mais mercantilizada, voltada mais ao lucro que à saúde, contar com o trabalho altruísta da Pastoral da Criança. O temor é encarar a competência de médicos estrangeiros.

Quem dera que, um dia, o Brasil possa expor em suas cidades este outdoor que vi nas ruas de Havana: “A cada ano, 80 mil crianças do mundo morrem de doenças facilmente tratáveis. Nenhuma delas é cubana”.

15 comentários

  • Atento disse:

    Enock, agora um jornalista pode garantir o que um médico fará no Brasil?

  • Bruno disse:

    Sou medico brasileiro formado em Cuba, revalidei meu diploma como manda a lei. Trabalhei durante alguns anos em pequenas cidades do nordeste brasileiro, agora vivo e trabalho em São Paulo. É impossível exercer a medicina no interior do pais sem revoltar-se com as condições de trabalho, hospitais sucateados, postos de saúde precários, falta de exames, sem contar com a instabilidade de emprego, se mudar o prefeito pode pegar sua mala e procurar outra cidade pra morar. O povo e leigos no assunto acham que um medico fará muita diferença nestes casos. A vinda de médicos estrangeiros deve acontecer dentro da lei, com diplomas revalidados, de qualquer nacionalidade, porém nenhum medico enfrentará essa árdua tarefa para se submeter a penúria que é trabalhar no interior. A verdade é que o principal interesse deste assunto aos prefeitos e ao governo federal é puramente eleitoreiro, dar um falso ar de melhoria a saúde sucateada e jogada ao lixo – grande pedra no sapato do governo Dilma.

    • Eric disse:

      Bruno se vc tiver amigos medico querendo trabalhar aqui no Brasil, eu ofereço boas condições. Fone: 38 99641072

    • Bruno disse:

      Tenho vários amigos interessados, o problema é que a ditadura Castrista não os deixa sair do país, pois sabe que a grande maioria não voltaria, o socialismo só é bonito para quem está de fora, morei lá e sei muito bem disso.

    • Fabiana disse:

      Eric, voce esta aceitando apenas cubano?? sou formada na Bolivia.

    • rogério disse:

      que texto encomendado… identifique-se…kkk
      olha, sou médico brasileiro e me contrataram para entrar em blogs para fazer comentários metendo o pau nos cubanos, mas de uma maneira sutil, falando das condições de trabalho, denunciando os políticos, espalhando mentiras do tipo se o prefeito quiser mandar embora, claro, omitindo que é um programa federal e o prefeito não pode fazer o que quer.
      acontece que estão pagando pouco e ainda por cima atrasaram o pagamento. é trabalho escravo. não acham?
      como? você escreve essas coisas de graça, por puro reacionarismo? sério??? que vergonha eu sinto, eu sou um mercenário.

  • silvia maria disse:

    se o brasil tem condição de trazer médicos de cuba, da espanha, dos estados unidos, da rússia, da china, seja de onde for, para atender as familias carentes do nordeste e outra regiões, sempre serão benvidos. parabens ao ministro padilha

    • carlos da fè disse:

      E o mais interessante desse falso debate é a questão do LulloPeTralhismo estar a DEZ ANOS no poder e não ter conseguido mudar nada.
      Onde estão as escolas, os hospitais, as estradas?
      Os PeTralhas são a erva daninha que corrói o Brasil. Escravizando a pobreza nordestina para perpetuar-se no poder.
      E tome mensalão.
      E tome Rosegate (o escândalo da galinha que voa)

      Lulla e Dilma deveriam tratar-se com os escravos cubanos. O Chavez fez isso e deu no que deu.

  • ROBERTO RUAS disse:

    Só medicos Cubanos , desesperados para sair da ilha prisào topam`vir para cá.
    Ah! pode ser que da Coréia do Norte tambem queiram vir.

  • sandra de melo disse:

    O jornal o globo está falando merda!!!!
    Quem disse que não tem médicos querendo ir para o interior, o problema não é esse, o que faz esses profissionais se negarem ir para essas localidades é falta de condição para um bom atendimento ou seja, medicamentos gratuitos, material para atender, aparelhagem para exames, laboratorio entre outros, porque não adianta ter médicos, tem que ter recurso, portanto a midia ao inves de criticar o profissional devia ir a fundo na situação e levar a informação de forma correta e não buscar somente “ibope”.

  • joaquim disse:

    “Os filhinhos de papai “(promotores e juízes), foram para o interior, caro jornalista.
    Fez-se uma carreira, com planos de cargos e salários, para todos eles.
    Nós, médicos brasileiros , queremos apenas isso.
    Condições e segurança no trabalho.
    Se o governo quiser, como quis a copa do mundo, a carreira médica no interior vai existir em muito pouco tempo.

    • rogério disse:

      médicos querem carreira de estado para ficarem 10 anos no interior e depois voltar para sampa e outras cidades com shopping e escolas de primeira para seus filhos e se aposentar com 30 mil por mês. saúde é complexa demais para se comparar a juízes e promotores. e também não garantiria as tais condições de trabalho. os rincões e periferias via de regra precisam de medicina de base, assistência primária. é gente com diarreia, gripe, ferimentos … são cidades pequenas e lugares de difícil acesso e não vamos esperar virar um grande centro para depois o médico ir. tem um sujeito que quer aparelhos para diagnóstico, em lugares que moram 100o pessoas. os equipamentos enferrujariam sem uso. centros cirúrgicos e equipamento de maior tecnologia é em município polo. o que tem que ter é estrutura de transporte para acesso, mas com o médico no local para prevenir e promover, além de cuidar da saúde dos agravados.

  • Anonymous disse:

    A Farsa dos Médicos Cubanos

    O Brasil não precisa importar médicos. Existem hoje no Brasil cerca de 350.000 médicos (1 medico para cada 543 habitantes). Numero até por demais, suficiente, ou melhor, excedente segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) que aconselha 1(um) profissional da medicina para cada 1000 (mil) habitantes. E atualmente o Brasil forma 16,5 mil médicos por ano em 183 escolas, destas 79 publicas (48 federais, 24 estaduais e 7 municipais) e 104 privadas.O que nos falta é infraestrutura básica: ambulatórios, hospitais, profissionais paramédicos, equipamentos, medicamentos e material básico, falta desde gaze, esparadrapo, seringas, antissépticos, esfigmomanômetros (para medir a pressão), estetoscópios, até aparelhos de raio-X e laboratórios de análises clínicas, mesmo para realizar um simples hemograma. Ou seja, mesmo que muito bem pago, um médico sozinho em certas regiões do Brasil sem investimentos básicos de saúde não pode fazer praticamente nada, nem sequer curativos ou aplicar injeções e curativos. E porque não em vez de aumentar o numero de diplomados anualmente, aproveitar esse grande contingente que está anualmente se graduando e os colegas que já estão ai trabalhando, a maioria atendendo precariamente no Programa de Saúde Familiar (PSF) criado pelo Ministério da Saúde em 1994? São 14.770 postos inseridos no PSF com muita “fartura”, porque em muitos deles “fartam” médicos, enfermeiros, auxiliar de enfermagem, agentes de saúde, equipamentos básicos, materiais para curativo, remédios etc.

    • rogério disse:

      olha, sou médico brasileiro e me contrataram para entrar em blogs para fazer comentários metendo o pau nos cubanos, mas de uma maneira sutil, falando das condições de trabalho, denunciando os políticos, espalhando mentiras do tipo se o prefeito quiser mandar embora, claro, omitindo que é um programa federal e o prefeito não pode fazer o que quer.
      acontece que estão pagando pouco e ainda por cima atrasaram o pagamento. é trabalho escravo. não acham?
      como? você escreve essas coisas de graça, por puro reacionarismo? sério??? que vergonha eu sinto, eu sou um mercenário.

  • EDUARDO disse:

    Essa Dilma é uma fanfarrona.
    Não faltam médicos. Não importa se são filhinhos de papai ou não (só aí vc vê a discriminação do texto, o que é filhinho de papai para eles?)
    Tudo bem, traz os médicos de Cuba, um monte de mer… de médicos…. aqui temos médicos competentes e desempregados. Nossos hospitais públicos são um lixo, mesmo com impostos. Pessoas morrem no corredor por falta de leitos.
    Temos equipamentos sucateados e quando compramos é na roubalheira, com valores supervalorizados para favorecer essa ou aquela empresa.
    Queria ver se essa Dilma trataria do câncer dela com os oncologistas cubanos incompetentes que trataram o Chavez que morreu!!
    Poderia trazer os cubanos para cortar a grama dos estádios do Brasil que gastamos uma fábula de dinheiro que poderiam ser vertidos para saúde pública.



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