Gilmar Brunetto, experiente militante da luta contra a corrupção, faz alerta: sociedade precisa ficar atenta, para que, no concurso publico da Assembleia Legislativa, não exista maracutaia e que não seja usado apenas para acomodar apadrinhados pelos caititus e outros vivaldinos. Veja no vídeo.

Gilmar Brunetto tem uma longa trajetória de militância política, comunitária e sindical em Mato Grosso. Foi um dos fundadores do Sintap e também do Sinterp, dois sindicatos que congregam servidores do sistema agrícola de nosso Estado. Fundador do MCCE, ao lado de Antonio Cavalcante, o Ceará, ajudou também a criar o Movimento Organizado pela Cidadania e Moralidade Pública, mais conhecido como Ong Moral, onde segue atuando.

Nesses últimos dias, Gilmar Brunetto esteve novamente em evidência, com a denúncia apresentada pelo promotor Roberto Turin contra o médico José Geraldo Riva Jr e contra o conselheiro aposentado do Tribunal de Contas, Alencar Soares. Soares é acusado de acomodar Junior, que é filho do deputado José Geraldo Riva, cacique do PSD e parlamentar mais processado por corrupção em Mato Grosso, como servidor fantasma em seu gabinete, no TCE. A denúncia original desta irregularidade foi objeto de ação popular impetrada por Gilmar Brunetto e Antonio Cavalcante, há cinco anos atrás, tendo como alvo o então presidente do Tribunal de Contas . Por decisão do juiz Roberto Seror, então respondendo pela Vara Especializada em Ação Civil Pública e Ação Popular, a ação popular acabou arquivada porque o juiz entendeu que o denunciado deveria ter sido Alencar Soares. O juiz encaminhou o processo para providências do Ministério Público Estadual, que agora estão sendo adotadas.

Na quarta-feira, 17, a PAGINA DO E entrevistou Gilmar Brunetto que falou de suas lutas e também da recente conquista, que foi a abertura de concurso público para a contratação de 430 novos servidores na Assembleia Legislativa – reivindicação também antiga do MCCE e da Ong Moral. A preocupação de Brunetto, agora, é que o concurso não se transforme em uma farsa, usada apenas para acomodar apadrinhados dos deputados-caititus e de outros oportunistas da política.

Confira, no vídeo, a entrevista de Gilmar Brunetto na qual ele faz uma avaliação nominal do desempenho dos atuais deputados estaduais em exercício de mandato no parlamento de Mato Grosso.

2 Comentários

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  1. - IP 179.216.222.188 - Responder

    No edital do concurso público da AL/MT, a isenção do pagamento da taxa de inscrição, não contempla os trabalhadores que estão desempregados e aqueles que percebem um salário mínimo. Acho que o Forúm Sindical e outras entidades que militam pelas causas sociais, deveriam provocar o MP/MT, para corrigir esse equívoco.

  2. - IP 201.25.81.210 - Responder

    Uma Comissão de Radialista formados pela UFMT (Comunicação Social) requereu ao Ministério Público a IMPUGNAÇÃO do Edital do concurso da AL/MT porque o mesmo não exigia formação em nível superior para o cargo de Radialista, somente o nível médio. Isso é fato. Outra irregularidade insanável é que o referido Edital também não exige Carteira de Habilitação (CNH) para o cargo de MOTORISTA, exigindo apenas formação de nível médio. Além dessas irregularidades (e outras que devem existir no Edital do concurso da AL/MT, talvez para acomodar os caititus apadrinhados) insáveis, existe uma outra ainda mais grave, que é o fato da empresa contratada pela AL/MT para a realização do concurso público, a IDP Cursos e Planejamento, é a mesma empresa IDP Aprovando, empresa conhecidíssima em Cuiabá/MT, cujo ilustre dono também é proprietário de uma Faculdade em Diamantino/MT, e que é especializada em oferecer cursinhos preparatórios para concursos públicos, para o Exame da OAB, etc, e, dessa forma, jamais poderia ter sido contratada para realizar o concurso da AL/MT. O Ministério Público não pode permitir tamanha aberração, devendo ingressar com a ação cabível visando a IMPUGNAÇãAO do Edital do Concuso da AL/MT, bem como a ANULAÇÃO do mesmo, requerendo ainda que o Judiciário determine a realização de uma nova licitação para a contratação de uma empresa IDÔNEA, EXPERIENTE e CAPACITADA, para se evitar possíveis marcutais.

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