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GIBRAN LACHOWSKI: Vladimir Herzog segue sendo um personagem da História, na luta por democracia, justiça e paz

Herzog


O fantasma de Herzog
Por Gibran Lachowski

O espírito do jornalista judeu Vladmir Herzog segue a assombrar os covardes que lhe decretaram a morte nos porões da ditadura, em 1975, e a animar aquelas e aqueles que lutam dia a dia por democracia. Por isso, Herzog vive.

E cada vez que um desavisado, um inocente útil, um ideólogo de coturno ou quanto mais um governo com ares fascistas insistir em apagar as páginas sangrentas do período de 64-85 no Brasil, o fantasma de Vlado ecoará trombetas.

Ecoará que mataram, sequestraram, estupraram e torturaram na América do Sul milhares e milhares de comunistas, integrantes do movimento negro, mulheres à frente de seu tempo e seus filhos inocentes, assim como indígenas e tantas pessoas que nada tinham a ver com a luta ideológica e a guerrilha frente aos ditadores.

O próprio Herzog, assassinado por ser comunista e fazer o justo embate por dentro das estruturas que havia na época a partir do jornalismo e de sua capacidade intelectual, é um exemplo bem acabado de que quando assim se é matado, vive-se para contar e construir a História.

Portanto, longe de temer o reinado surreal de um Recruta Zero com traços de psicopatia, temos é que encorpar os movimentos que se revestem de todas as cores e estratégias para ecoar, como ecoa Herzog, que segue sendo um personagem da História, na luta por democracia, justiça e paz.

A companheir@s e camaradas e a todas e todos que sentem-se partícipes da construção do nosso dia a dia, sigamos em frente! Herzog vive!

 

 

Gibran Lachowski é jornalista e professor universitário em Mato Grosso

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