GIBRAN LACHOWSKI: Não é fácil fazer greve no interior de Mato Grosso

Parabéns às professoras e aos professores!

Por Gibran Lachowski

 

Nos tempos de hoje, em que mauricinhos e patricinhas se arrogam a defender o erário público e a moralidade pública mesmo ferindo a jato a lei que tanto elogiam, é importante falar da greve das professoras e professores de Mato Grosso.

Em especial, gostaria de falar das trabalhadoras e trabalhadores da educação básica que atuam em Tangará da Serra, porque seguram o movimento na garra, diante de uma paralisação que ocorre em parte das escolas.

Não é fácil fazer greve no interior de Mato Grosso, principalmente nos primeiros seis meses de administração de um governador que venceu as eleições no 1º turno, e diante de ações tão truculentas, como o corte de ponto, algo que ganha enorme proporção num Brasil com milhões de desempregad@s.

Na capital o Sindicato dos Trabalhadores no Ensino (Sintep) consegue causar mais impacto, pois as sedes dos poderes instituídos ali estão, assim como qualquer ação de rua ganha destaque, da tradicional passeata ao inusitado pedido de dinheiro no sinaleiro.

No interior, as ações são mais difíceis, aumenta o esforço para garantir empoderamento,  o temor social cresce, e isto ainda que se trate de uma das cidades com maior população e rendimento econômico do Estado.

Por isso, em Tangará cada reunião ou ato público em escola, cada roda de conversa com colegas de trabalho, cada trago partilhado em busca de utopia vale a pena pelo cumprimento da Lei da Dobra do Poder de Compra, da Lei da RGA, da melhoria nas condições de trabalho e convivência.

Então, em nome dos professores Dirceu e Zé Rosa e da professora Chiquinha, presidenta do Sintep/subsede Tangará, um grande salve a todas e todos que fazem desta greve uma realidade, dentro das difíceis condições históricas que vivemos. Vocês são de luta! Merecem o meu respeito!

Nota de pesar: Também me dói saber que parcela considerável da cobertura jornalística não dá conta de explicitar esse jogo de forças marcado pela covardia do poder econômico sintetizado nas figuras do soberbo Mauro Mendes e de seu secretariado insensível às demandas populares.

 

Gibran Lachowski, jornalista e professor universitário em Mato Grosso

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