GENRO DE RIVA NO XILINDRÓ: Denúncia do MP aponta, sim, novos delitos que estariam sendo praticados por João Emanuel e inclui jornalistas Maksuês Leite e Flávio Garcia entre os que podem estar tramando para atrapalhar investigações do Gaeco relativas às práticas de corrupção perpetradas à sombra da Câmara de Cuiabá. Há razões de sobras para que João Emanuel esteja preso. Sua prisão não é arbitrária. É justa. Errei, sim. Faço a autocrítica. LEIA INTEGRA DA DENUNCIA DO MP E DA DECISÃO DA JUÍZA

Denúncia do MPE-MT, através do Gaeco, contra João Emanuel et alli by Enock Cavalcanti

Juiza Selma Arruda manda prender João Emanuel et alli by Enock Cavalcanti

Escutas telefônicas, autorizadas judicialmente, permitiram ao Ministério Público identificar articulações entre João Emanuel e Maksuês Leite para tentar embaralhar as investigações. A denúncia apresentada à Justiça detalha o esquema que embasou o pedido de prisão formulado pelos promotores.

Escutas telefônicas, autorizadas judicialmente, permitiram ao Ministério Público identificar articulações entre João Emanuel e Maksuês Leite para tentar embaralhar as investigações. A denúncia apresentada à Justiça detalha o esquema que embasou o pedido de prisão formulado pelos promotores.

Somente agora, às 9 horas da noite, consegui parar para ler, detidamente, a íntegra da denúncia formulada pelo Ministério Público contra o vereador João Emanuel e demais implicados na trama de corrupção revelada pela Operação Aprendiz.

No texto anterior, em que me baseava apenas naquilo que os saites estavam divulgando até o meio dia, expus minhas dúvidas com relação à prisão preventiva de João Emanuel. A leitura atenta da denúncia – cuja íntegra que estou colocando também à disposição dos leitores – acaba com minhas dúvidas. Há razões de sobra para que João Emanuel esteja preso.

Nas conclusão do texto que divulguei antes do almoço, errei, sim. Faço a autocrítica. Mas trabalhava com os elementos de que dispunho até aquela hora e com as minhas convicções que, como se vê, nem sempre se escoram em fatos inquestionáveis.

O que tínhamos antes era a denúncia na esfera cível. O temos agora é a denúncia criminal. É um novo processo que se inicia. E o MP, através dos promotores  Marco Aurélio de Castro, Arnaldo Justino da Silva, Samuel Frungilo, Marcos Regenold e Ana Cristina Bardusco, pede que se inicie com João Emanuel e seus parceiros presos. Presos para que não continuem com as articulações e manobras que vinham desenvolvendo, em liberdade, procurando criar fatos, documentos, envolvimento de terceiros, etc, etc, no sentido de tentar aliviar a sua própria condição perante a Justiça.

Foi isso o que o MP identificou, se utilizando de recursos como as escutas telefônicas devidamente autorizadas, e levou à consideração da magistrada Selma Arruda.

Destaco, abaixo, o trecho da denúncia (cujo inteiro teor seria bom que todos os veículos de comunicação divulgassem e todos os cidadãos interessados em entender todos os desdobramentos deste processo lessem), que descreve algumas das manobras que vinham sendo desenvolvidas por Emanuel e seus agregados, no sentido de tentar aliviar o peso da denúncia contra ele. Essas manobras acabaram dando motivo para o pedido de prisão preventiva de João Emanuel.

E vejam que, neste relato, dois jornalistas aparecem muito mal. Um deles, não completamente identificado, é o veterano Flávio Garcia, que atua na assessoria da Câmara de Cuiabá, há um bom tempo. O outro é o jornalista Maksuês Leite, que dirige um grupo de comunicação de médio porte aqui na Grande Cuiabá e já foi deputado estadual.

Vamos conferir se todos os veículos de comunicação falam destes dois. Vamos ver o que o Flávio e o Maksuês tem a dizer. Vamos conferir se o Gaeco terá novos fatos a relacionar com estes dois.

Como se vê, há muita coisa que se conferir e, nessa Operação Aprendiz, somos todos aprendizes, certamente e devemos buscar a Justiça.

(espero que todos os internautas leiam com atenção o inteiro teor da denúncia do MPE que publico nos anexos, juntamente com a decisão da juíza Selma Arruda):

VEJAM O QUE CONTA O MP:
“Preambularmente é de se consignar que o líder da organização criminosa, o denunciado JOÃO EMANUEL, não obstante ter sido afastado liminarmente por este Juízo da função de Presidente da Câmara de Vereadores da Capital, mas por ainda deter o mandato, se utilizou de todas as formas possíveis para atrapalhar a coleta da prova, bem como uniformizar os depoimentos que seriam colhidos na investigação.
Diz-se isto porque as interceptações telefônicas revelaram a intensa movimentação de seu bando no sentido de centralizar as reuniões e convergir as versões da quadrilha, concentrando a defesa em apenas uma banca apenas de advogados. (vide áudios colhidos às 15h23min06s do dia 03/12/13, às 14h40min22s do dia 28/11/13 e às 12h00min34s do dia 02/12/13).
De sua vez, como narrado na denúncia, o bando continua a delinquir, aplicando golpes tal como o descrito na inicial acusatória, onde, no áudio colhido às 16h01min39s do dia 26/11/13, JOÃO EMANUEL liga para MARCELO RIBEIRO, dizendo, em resumo, que precisava arrumar apenas o RECIBO (documento de transferência) de uma “nave” (carro) para levantar um dinheiro rápido no valor de R$ 150.000,00, através de um “caboclo” que tinha arrumado para fazer uma “operaçãozinha pra gente”. Diz que tinha alguns recibos mas nenhum servia e pergunta se MARCELO conseguiria, ao que este responde positivamente. MARCELO ainda faz menção a um outro negócio grande no valor de R$ 500.000,00 que estaria acertando para ambos e que, até sair algo bom, teriam que “se virar” com essas “coisas pequenas”, se referindo certamente a transações fraudulentas conhecidas popularmente como “golpes do Finan”.
Nelas, os golpistas se utilizam de terceiras pessoas que não possuem nome “sujo” na praça e solicitam empréstimos bancários em nome deles, utilizando-se como garantia bancária documentos de veículos não alienados, por vezes falsificados, não vindo a pagar a dívida.
De sua vez, MARCELO contata o comparsa ANDRÉ LUIS GUERRA para verificar se aquele consegue arrumar o tal “recibo” de um veículo no valor de R$ 150.000,00. (vide áudio colhido às 17h01min32s de 26/11/13)
Já em posse do que fora solicitado, MARCELO RIBEIRO liga para JOÃO EMANUEL dizendo que conseguira o “recibo” que este lhe solicitara, mas tinha que encontrá-lo pessoalmente para explicar a situação. (vide áudio colhido às 16h28min29s de 26/11/13)

É de suma importância ressaltar que, como visto no depoimento de EVANDRO STÁBILE, o denunciado MARCELO RIBEIRO foi um dos envolvidos no famoso caso do saque feito por um “morto” no valor de cerca de R$ 8.000.000,00 ocorrido perante uma das Varas de Várzea Grande.
E, não por coincidência, o denunciado ANDRÉ LUIS GUERRA SANTOS também estava implicado no mesmo crime, como demonstra o Auto de Reconhecimento datado de 23/08/2010, onde é apontada a figura deste denunciado como sendo a pessoa quem contratara o advogado que figurou na audiência onde um interposto criminoso se fazia passar por outra pessoa através de documentos falsificados (fls. 1169/1170). Mencionada investigação encontra-se em trâmite perante o Tribunal de Justiça de Mato Grosso.
Isso igualmente comprova que se trata de organização criminosa antiga e perene, praticando de forma reiterada delitos semelhantes aos narrados nesta peça acusatória.
Apenas para reforçar o que se está afirmando, juntou-se às fls. 1123/1168 extrato da ação penal código n. 74235 em que o ora denunciado MARCELO DE ALMEIDA RIBEIRO responde perante a 5ª. Vara criminal da capital, como incurso nas penas do art. 171 (estelionato) e 299 (falsidade ideológica) do CP.
O que também atesta que a organização criminosa trabalha na falsificação de documentos de veículos é que no dia 18/02/2014, o cidadão IVAN FARIAS MARQUES FONTES, aparentado do 1º denunciado (enteado de seu tio), foi detido por estar dirigindo um veículo que disse ser de JOÃO EMANUEL, com o CRLV que não correspondia ao seu chassi. Tal fato consta do Boletim de Ocorrência de fls. 1116/1118 e está sendo alvo de investigação da Polícia Judiciária Civil.

No áudio colhido às 11h56min04s, do dia 10/12/13, HNI (homem não identificado) liga para MÁRIO JUNQUEIRA, sabendo ser amigo de JOÃO EMANUEL, pedindo para ele interceder junto a JOÃO para não invadir seu terreno. HNI relata que flagrou funcionários de JOÃO EMANUEL fazendo medições em área que é de sua propriedade há anos, devidamente escriturado.
No áudio colhido às 14h38min16s, do dia 12/12/13, HNI liga para JOÃO EMANUEL para reclamar que um terreno que ele lhe vendera não correspondia à localização e que, no endereço constante da escritura já existiam pessoas que se diziam proprietárias ali residindo.
Ainda acerca do imbróglio envolvendo tal terreno, constatou-se que o denunciado AMARILDO DOS SANTOS, confirmando sua efetiva participação na organização criminosa e utilizando-se do terminal telefônico de JOÃO EMANUEL, faz a ligação para a pessoa que se encontrava na área referida e se intitulava de proprietária (Sr. Toninho), fazendo-se passar por outra pessoa, qual seja, pelo engenheiro JUSCELINO, buscando junto aquele informações sobre números de matrículas e registro em cartório, consoante se extrai do áudio colhido às 16h30min46s, de 12/12/13.
Outros diálogos importantes ao deslinde do caso surgiram após os componentes da quadrilha terem tomado conhecimento das declarações prestadas pelo denunciado EVANDRO STÁBILE em seu interrogatório no GAECO.
No áudio colhido às 17h30min02s, do dia 05/12/13, JOÃO EMANUEL conversa com FLÁVIO que, ao que consta era seu assessor de imprensa na Câmara de Vereadores, sendo que FLÁVIO lhe conta que soube que EVANDRO tinha dado dois cheques sem fundos, em nome de seu genitor, em uma oficina mecânica.
JOÃO EMANUEL se interessa sobremaneira por tais títulos e pede que FLÁVIO consiga cópia dos mesmos.
Em seguida monta uma verdadeira campanha para resgatá-los de quem os possuía, colocando MÁRIO JUNQUEIRA e MARCELO nessa incumbência.
Os áudios colhidos às 17h46min07s e às 17h46min48s do dia 05/12/2013, e colhidos às 11h01min15s e às 17h52min29s do dia 06/12/2013, revelam a movimentação da quadrilha, nesse sentido.
JOÃO EMANUEL começa então a espalhar a estória, através de vários telefonemas (áudios colhidos às 18h01min46s, às 18h24min10s e às 19h06min39s do dia 05/12/2013) que tais cheques foram dados por EVANDRO para pagamento das despesas cartorárias junto ao 2o. Ofício de Várzea Grande, a fim de tentar vincular EVANDRO às falsificações havidas. De tal situação se conclui, à obviedade, que EVANDRO não teve participação nesses crimes, do contrário não haveria a necessidade de JOÃO EMANUEL montar tal estratégia.
E, para consolidar a trama, faz movimentação para tentar emplacar a estória na mídia (a exemplo do áudio colhido às 18h41min21s do dia 05/12/13), tendo conseguido publicar a notícia difamatória no jornal digital, site de notícias ODOCUMENTO (vide doc. fls.1113/1115), o qual é de propriedade do ex-deputado MAKSUÊS LEITE, dono de fato da Gráfica Propel (como demonstram as provas colhidas neste PIC), a mesma que propiciou ao denunciado JOÃO EMANUEL, desvio de vultosa quantia de dinheiro público, conforme citado alhures.
Tal estratagema teve a finalidade de dificultar a produção da prova e intimidar o também denunciado EVANDRO STÁBILE, buscando desconstituir o relato feito, em desfavor do bando, pelo mesmo.
Apenas por tais fatos já se demonstra que a organização criminosa está em plena atividade e tem seus fins destinados não mais apenas à aplicação de golpes na praça, mas igualmente voltada para atrapalhar as investigações.
Com efeito, é necessária a decretação preventiva dos denunciados como forma de garantia da ordem pública e por conveniência da instrução criminal, visando desacoroçoá-los a continuar no submundo do crime, bem como para assegurar que a instrução não fique prejudicada, ex vi do disposto no art. 312 do CPP.
Consigne-se também que o denunciado MARCELO RIBEIRO, vulgo QUI QUI, é pessoa sem profissão definida, intitulando-se de “corretor de imóveis”, sem, contudo, possuir o necessário registro junto ao órgão competente, trabalhando, assim, na clandestinidade.
Já ANDRÉ LUIS GUERRA está em local incerto e não sabido, apenas se tendo conhecimento, pelas interceptações, que está residindo na cidade de Cascavel no Estado do Paraná, fora, portanto, do distrito da culpa, fato que dificultará o seu chamamento à persecução penal.

 

Flávio Garcia, jornalista e assessor da Câmara, aparece no grampo do Gaeco e destacado na foto acima

Flávio Garcia, jornalista e assessor da Câmara, aparece no grampo do Gaeco e destacado na foto acima

 

 

13 Comentários

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  1. - IP 177.193.168.189 - Responder

    Engraçado é ele fazer o mesmo gesto dos petralhas quando foi preso…. Bandido nesse pais paga de herói ainda! Fora esses teatro que elaes fazem o povo ainda os elege como os mais votado, a ultima pesquisa pra presidência expõe que temos um povo que idolatra corruptos. Infelizmente!

  2. - IP 201.67.98.44 - Responder

    Oque me deixa mais triste , é saber que o genro desse homem , e agora sua mulher , constam aí na boca do populacho como “campeões de votos”.
    Por isso e outras coisas digo que enquanto analfabetos e menores votarem, teremos gente como esse homem , seu , sogro , e sua mulher sendo eleitos .

    • - IP 179.217.117.97 - Responder

      Roberto Ruas e que a maioria da população não são informatos ops não são informatizados, os jovens só querem saber das redes socias e a minoria que sabe o que ta acontecendo na politica e no governo. Será que depois da copa os funcionários vão recereber o salário em dia e a pergunta? E como a Deputada Bezerra falou nós estamos sendo pago com 70% do fetabe e ai como vai ser depois da copa, es a questão?Quem podera me responder?

      • - IP 189.72.232.25 - Responder

        Pois é amiga. Só God sabe oque será deste estado após a copa.

  3. - IP 189.59.37.46 - Responder

    Tudo bem,vce se redimiu ,mas e venda da refinaria de Pasadena nos USA,o que vce acha?Até agora não vimos uma linha siquer no seu Blog!

  4. - IP 201.57.233.221 - Responder

    Já que sua “consciência” está em alta Enock, se adiante, faça já o que os candidatos farão, e comece a estudar as decisões do Juiz que você defender como aquele que “fez muito” por Mato Grosso.
    Tenho a impressão que, se você estudar as decisões do Juizlier, verás que a grande maioria não vingou, foram derrubadas dentro da legalidade, ou seja, por um Tribunal, por um colegiado de juizes.
    Pare com essa sua insanidade petista e aproveite esse seu momento de “lucidez” e pare de defender esse juiz que ajuntou o judiciário e trabalho para lançar dúvidas nas decisões com sua postura política!

  5. - IP 201.3.32.43 - Responder

    Lindo está matéria Enock, por isso que gosto de seu jornalismo e sempre em cima dos fatos parabens ao MP de Mato Grosso.

  6. - IP 191.21.110.146 - Responder

    Quem vota nesses ratos safados sao mortos…defuntos…as urnas muito mais que eletronicas…seus parasitas aliciados no servico publico com beneficios indevidos…ate dona de cabare e funcionaria da assembleia com curso superior e alto salario…alguns parasitas vagabundos dizem que a culpa e do povo…que esse hamster chefe ladrao fez muito por MT, etc…e como explicar entao, que seu parceiro nos assaltos e comoras de votos que agora virou conselheiro do tce sempre ficava em segundo lugar nas eleicoes ckm votacao proxima do rato…? Ah tah! A culpame do povo…sei….

  7. - IP 201.57.87.66 - Responder

    É triste ver que o João Emanuel vendeu sua alma ao diabo e com ele levou toda sua história. A julgar o menino estudioso que era nos tempos d Colégio São Gonçalo, ninguém poderia imaginar que se tornaria o protagonista de mais um caso de corrupção na Câmara de Vereadores de Cuiabá. Que vergonha! Logo João Emanuel, um dos tesoureiros do guerreiro Grêmio Estudantil do Colégio, na gestão inigualável do Presidente Daniel Kinjo e do Vice Daniel Mariano que fizeram valer a lei da meia entrada para estudantes em Cuiabá (cadê você Kinjo? desistiu da política? esse sim era um cara sério, em que valia a pena votar… talvez tenha visto a podridão e desistiu). Ainda que nos processos judiciais ocorra a absolvição (dizem que o direito é cheio de brechas), o vídeo e os grampos das conversas mostrados à população são suficientes para condenar João Emanuel perante a população. O cara tinha tudo para ser diferente, mas acabou se tornando mais um político ordinário (comum).

  8. - IP 189.87.159.24 - Responder

    Enock, aproveitando estes momentos de independência e lucidez, vc poderia provocar uma investigação melhor sobre o Macksues Leite, que não é petista, mas adora um beberé ilícito e também sobre o suicídio daquele jovem que segundo consta se matou por ter assumido dívida que pertencia ao Emanuel. Poderia até gravar alguma reportagem.

    • - IP 179.217.117.97 - Responder

      Puts falai Roberto quem comedeu suicidio pra nós dessa eu não sabia. Ave até o Mackues leite ta envonvido nisso eu heinnnnnn kkkkkkk fala serio esse cuiabáaaaa.

  9. - IP 200.252.51.208 - Responder

    Voce é um canalha da pior espécie, pulha, covarde que ataca até os colegas de profissão, fantasma do senado, não tem moral pra falar de ningem…

    • - IP 179.217.117.97 - Responder

      Hummmmmmm Geraldo será que vai sair pedido de prisão para vc tbémmmm kkkkkkkk

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