Galindo viaja e arma esquema para “venda” de áreas públicas

O prefeito, Chico Galindo (PTB), quer mesmo vender o patrimônio público da população cuiabana. E, mais uma vez, conta com a anuência da Câmara de Cuiabá.

Após conceder o serviço de abastecimento de água e tratamento de esgoto a iniciativa privada, de autorizar a entrada de OSS (Organizações Sociais da Saúde) no pronto-socorro de Cuiabá, o prefeito agora quer vender quatro áreas públicas para a iniciativa privada.

E, com a mesma prática do projeto de venda da Sanecap, o prefeito se licenciou do cargo para que um projeto polêmico fosse votado na Câmara de Vereadores. Desta vez, o projeto de alienação de quatro áreas públicas foi enviado pelo prefeito em exercício, o procurador Francisco Biral.

Na prática, o projeto significa uma ‘venda disfarçada’ das áreas. Os terrenos serão dados como garantia para um empréstimo para a continuidade das obras do programa ‘Poeira Zero’ e também para a construção do Ceasa na capital.

Os terrenos em questão são uma área de 4 mil m² no bairro Cidade Alta, um loteamento de 2,6 mil m² no bairro Miguel Sutil, uma área de 12 mil m² no Jardim Vitória e outra de 10 mil m² no Jardim Cuiabá.

Assim como no projeto que definiu pela concessão da Sanecap, a venda destes terrenos foi aprovado em tempo recorde no legislativo. O projeto foi protocolado exatamente às 8 horas e 33 minutos na Câmara, quando a sessão havia sido suspensa para composição de quórum.

A destinação dos recursos para o Poeira Zero ainda vai contra o discurso de Galindo de que o programa seria executado com recursos oriundos da arrecadação do IPTU na capital, que sofreu um ‘aumento disfarçado’ no último ano com a revisão da planta genérica.

Bate boca

A aprovação deste projeto gerou um imenso ‘bate boca’ na Câmara. Principal opositor da gestão Chico Galindo e candidato a prefeito de de Cuiabá, o vereador Lúdio Cabral (PT) criticou mais uma venda do patrimônio público. “O que a prefeitura precisa fazer é se apropriar destas áreas para interesse público, como construção de creches, postos de saúde e praças”, frisou.

Lúdio disse ainda que o projeto não tem detalhamento do valor que será adquirido com a negociação destas áreas.

O petista foi interrompido várias vezes por vereadores da base do prefeito que classificavam o discurso como eleitoreiro. “Começou o processo eleitoral na Câmara. O Lúdio não conhece Cuiabá e não sabe dos problemas de asfalto que ele tem. E agora quer ir lá pedir o voto do povo”, disparou Antônio Fernandes (PSDB).

O líder do prefeito, Éverton Pop (PSD), pediu para o petista e o vereador Domingos Sávio (PMDB) solicitar que o PMDB entregue o cargo ocupado na Secretaria de Turismo. “Como pode fazer oposição e ‘mamar’ na prefeitura”, disse exaltado.

Apesar dos apelos dos dois oposicionistas, o projeto foi aprovado com 14 votos favoráveis, dois contrários e três ausências.

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