GABRIEL NOVIS NEVES – Começou a rolar uma conversazinha sobre a arquitetura do poder para os próximos 10 anos em Mato Grosso. O objetivo do grupo é a conquista das prefeituras de Cuiabá, Várzea-Grande, Rondonópolis, Cáceres, Barra do Garças, Lucas e Primavera.

Gabriel Novis Neves repele a perspectiva de dominação política de Mato Grosso por um grupo liderado por "moderno agricultor". Fala de Maggi, é claro.

Neste artigo, evidentemente, mestre Gabriel Novis Neves fala do grupo político, que lentamente vai se transformando em ratatuia, tal e qual as outras que existem por aí, e que agrega nomes como Pedro Taques, Mauro Mendes, Pivetta, Blairo Maggi, Percival e outros menos notórios. Uma análise para ler e guardar. O doutor Gabriel conhece, na intimidade, muitos dos personagens sobre os quais discorre agora. (EC)

Poder
GABRIEL NOVIS NEVES

Começou a rolar pela cidade uma conversazinha sobre a arquitetura do poder para os próximos dez anos em Mato Grosso.

O projeto está feito e começa com as eleições deste ano para as prefeituras.

Se o eleitor concordar, os queremistas sairão das suas tocas para executar o projetão.

Pensam os arquitetos que podem repetir 2002. O quadro político seria muito semelhante ao antigo.

O objetivo do grupo é a conquista das prefeituras de Cuiabá, Várzea-Grande, Rondonópolis, Cáceres, Barra do Garças, Lucas e Primavera.

O que vier somar será lucro. Aí, é só repetir a dupla vitoriosa em 2002 para governador e senador.

Os mesmos candidatos, pois em time que está vencendo não se mexe.

Acredito até que foi bem feito o projeto, e tem tudo para dar certo, salvo reviravoltas, e bota reviravoltas nesse angu.

Pobre Estado de Mato Grosso, que não entende que o poder tem que ser renovado!

Se isso acontecer, teremos homens ‘experientes’ e mais envelhecidos em função pública, que exige motivação, e que só é encontrada em abundância naqueles que se sentem obrigados a provar que são competentes.

Os antigos dirão – do alto da sua arrogância e prepotência – que não precisam mais provar nada, pois são os caras.

O perigo está nessa realidade e na vaidade que conduz ao tédio e às atitudes não republicanas, ainda mais neste país onde a Justiça está apenas nascendo com o julgamento do mensalão.

Mato Grosso não pode ser um Estado governado por poucos, para poucos.

A história do Estado Curral não se apaga da minha memória, só que agora mudou de dono.

Sai o pantaneiro e entra o moderno agricultor.

Que sina!

Reviver o passado é um erro primário, pois esse não volta mais.

No presente temos a obrigação de pensar no futuro deste Estado, com gente do futuro.

Assim entendo o exercício do poder, e não, um galinheiro para galos velhos.

 

GABRIEL NOVIS NEVES, reitor fundador da UFMT, é médico em Cuiabá

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