GABRIEL NOVIS NEVES – A Chapada dos Guimarães é um pequeno lugar onde a natureza guardou tudo que tinha de mais belo, e nos ofertou.

Chegar à Chapada é como chegar a um museu de artes. Suas esculturas maravilhosas, às vezes provocantes para os mais conservadores, estão localizadas após o Portão do Inferno, local mais perigoso da rodovia. Uma imensa rocha, de idade milionária, em forma de um fálico, constrange até hoje pessoas, e são motivos de perguntas infantis, querendo saber se aquilo é um bingolim - escreve Gabriel Novis

Chapada dos Guimarães
por GABRIEL NOVIS NEVES

É um pequeno lugar onde a natureza guardou tudo que tinha de mais belo, e nos ofertou.

O primeiro presente que a cidadezinha ganhou, foi a sua proximidade com a minha Cuiabá.

O percurso mais utilizado para chegar lá é por uma rodovia asfaltada de mão dupla, sem acostamento, para liberar adrenalina nos seus turistas.

É um dos mais belos cartões postais que conheço – todo trabalhado pela natureza.

O cuiabano quando vai à Chapada sempre leva um agasalho, pois a temperatura lá é muito branda e nós sentimos frio abaixo dos 40º da capital eterna de Mato Grosso.

A subida da serra é uma delícia de se contemplar: cerrado, campo, mata alta, rochas, chapadão, crateras, cachoeiras, quedas de água permanentes – que dão origem a um dos troféus da região, que é o Véu da Noiva.

Como diz o filósofo Villa, não é para se desprezar as belezas das cachoeiras-relâmpagos, que são produzidas apenas para o escoamento das águas das chuvas. Terminou o período das chuvas, essas cachoeiras-relâmpagos desaparecem.

Chegar à Chapada é como chegar a um museu de artes. Suas esculturas maravilhosas, às vezes provocantes para os mais conservadores, estão localizadas após o Portão do Inferno, local mais perigoso da rodovia. Uma imensa rocha, de idade milionária, em forma de um fálico, constrange até hoje pessoas, e são motivos de perguntas infantis, querendo saber se aquilo é um bingolim.

As cachoeiras da Chapada se destacam, não pela altitude da queda das suas águas, nem pelo seu volume. O diferencial está na sua elegância inimitável. Uma fita de água branca despencando com tanta disciplina, que só notamos o seu impacto ao tocar com as águas que aguardam o seu abraço, produzindo nuvens de sedução.

O silêncio barulhento da natureza com a sua sinfonia inimitável – que me perdoem os gênios da humanidade.

Uma verdadeira orquestra de ventos, choque das águas, pássaros ornamentais, o ruído dos animais do chão, como o produzido pelo som de uma cobra fugindo na mata.

A lagoa azul é uma obra de arte construída pelas rochas de um azul mais belo que conheci. Rochas, verdes, sol, matas, flores, riachos, animais silvestres, a lua chegando e nós chegando à cidade de Chapada.

A Igrejinha da época da fundação de Cuiabá e toda uma história no seu percurso. Assim vejo a sofisticada, hoje, Chapada, com os seus restaurantes de luxo e condomínios de gente rica, que decidiu adotar a cidade mais romântica e conhecida de Mato Grosso, como o seu berço de paz.

Gabriel Novis Neves, reitor fundador da UFMT. é médico em Cuiabá

Categorias:Beleza Pura

1 Comentário

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  1. - IP 201.10.151.26 - Responder

    Ah! Como é romântico conhecer a Chapada sem conhecer os problemas de lá, sem conhecer os políticos de lá e as cacas que os de Cuia fazem por lá, sem conhecer a luta incessante que alguns heróis nunca reconhecidos travaram e travam para manter a natureza viva por lá, pois se fosse depender dos investidores de luxo tudo estaria só na grama esmeralda.
    São exemplos das cacas – o teleférico para beneficiar parentes do Yuri Bastos; o futuro investimento no Mirante pra beneficiar o PAI DO DIRETOR SECOPA JEFFERSON CASTRO JÚNIOR. Sabiam que a área do Mirante, mesmo sendo devoluta, ficou, de uma hora pra outra, no nome do ilustre cidadão, pai do ilustre diretor??? A promotoria de lá tem esses dados em um procedimento e não acordou para o assunto ainda.

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