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FILÓSOFO VLADIMIR SAFATLE: Proposta de redução da maioridade penal, no Brasil, é vingança patrocinada pela imprensa marrom.

SAFATLE: REDUÇÃO DA MAIORIDADE É VINGANÇA PATROCINADA POR IMPRENSA MARROM

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Filósofo Vladimir Safatle contesta o projeto que reduz a maioridade penal no Brasil: “Melhor seria se perguntar o que realmente quer quem apoia tal absurdo: segurança, vingança estéril ou mais um espetáculo medieval de expiação do medo, agora patrocinado por algumas revistas que compõem a maior imprensa marrom do planeta?”; uma edição da revista Veja, de junho, no intuito de promover a comoção social pela mudança na legislação penal, explorou o drama dos garotos pobres acusados de um estupro coletivo no Piauí

247 – O filósofo Vladimir Safatle contesta o projeto que reduz a maioridade penal no Brasil, “um país que detém a quarta maior população carcerária do mundo sem nunca conseguir reduzir de forma efetiva a criminalidade”.

“Melhor seria se perguntar o que realmente quer quem apoia tal absurdo: segurança, vingança estéril ou mais um espetáculo medieval de expiação do medo, agora patrocinado por algumas revistas que compõem a maior imprensa marrom do planeta?”, diz.

Uma edição da revista Veja, de junho, no intuito de promover a comoção social pela mudança na legislação penal, utilizou o drama dos garotos pobres acusados de um estupro coletivo no Piauí, sem observar que sequer o exame de DNA, prova conclusiva em casos semelhantes, tenha sido realizado (leiaaqui).

5 Comentários

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  1. - IP 177.221.96.140 - Responder

    O que fazer com jovens que assaltam, matam, estupram e queimam gente????

    • - IP 191.222.14.68 - Responder

      Convida-los à casa de Indignado…

    • - IP 177.221.96.140 - Responder

      Melhor leva-los à casa do Ubirajara que prefere a continuidade da atual bagunça e impunidade.

  2. - IP 189.59.35.141 - Responder

    O que fazer?

    Quando havia briga a vigança privada era desmedida, matava-se na briga um, a família do outro matava cinco membros da outra família e isso não tinha fim.

    Quando estipulou-se a proporcionalidade, o olho tirado era compensado pelo olho tirado, era olho por olho, dente por dente, lesão por lesão.

    Na idade média a morte era a pena capital e as masmorras e prisões locais temporários até a espera do corte da cabeça.

    Com as prisões sem morte, a cadeia era para vida toda, em condições insalubres e desumanas (eu diria inabitáveis, afinal, sequer animais viveriam muito tempo ali).

    Com a segunda guerra a prisão de judeus era para o trabalho forçado e aniquilição de um povo, por puro prazer.

    Com a criação da Organização das Nações Unidas, pós 1945, as penas não poderiam ser cruéis, degradantes, de trabalhos forçados, nem de morte.

    No Brasil pós Lei de Execução Penal, 1984, o aumento do número de apenados é proporcionalmente a população do país, o maior do mundo e 4° por número de presos.

    O país da educação, que não assume a educação como papel primordial de modelagem do ser humano, agora quer prender pessoas mais jovens, protegidas pelo ECA que previa apenas internação compulsória de até 3 anos.

    O que fazer com jovens que assaltam, matam,estupram e queimam gente?

    Eu não sei a resposta fora da expressão ‘educação’.

    A natureza humana de todos, e disso nem todos aceitam, é tendente ao agir vingativo, a violência.

    O que nos torna sociáveis, cumpridores do pacto social?

    A educação.

    O que nos faz devolver o que não é nosso e não mexer no que é dos outros?

    A educação.

    O que nos faz não querer agredir ao próximo quando este tem uma vida boa em detrimento da minha merda de vida?

    A educação.

    O que faz com que jovens não saiam estuprando gente, ou queimando mendigos por diversão?

    A educação.

    E se a educação não der certo?

    Em países em que houve investimento e preocupação social com a educação, o nível de violência e conseguinte de número de presos é mínimo, sobrando vagas.

    E se não der certo?

    Ai talvez diminuir a maioridade poderia ser uma solução?

    Como tentar a prisionização em detrimento de políticas educadoras?

    O clamor pela redução vai ser ouvido, isso é realidade.

    Mas lá na frente, veremos que prender, apenas por prender, não adianta.

  3. - IP 189.74.34.224 - Responder

    Tá . Beleza .
    Mas enquanto todo esse sonho ; essa utopia nao se realiza , vamos prende-los pois se nao eles nos matam. Simples nao ?

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