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FACADA PELAS COSTAS – Leonardo Oliveira, sobrinho de Dante, é mais um a engrossar o time dos “traíras”

Além de Leonardo, outros 18 candidatos a vereador na do PTB na Capital já teriam firmado acordo em torno do nome do socialista. Leonardo justifica o apoio dizendo que tem procurado seguir a sua própria linha de pensamento, independente do tucanato, dando a entender que não quer viver mais "à sombra" da fama do tio, Dante de Oliveira. Mas sem a sombra do tio, o que é que resta?

Leonardo quer família Oliveira com Mauro e pode dissipar apoio a Maluf

Glaucia Colognesi
RD NEWS

Embora mantenha discurso de não querer prejudicar o candidato a prefeito de Cuiabá pelo PSDB, Guilherme Maluf, o sobrinho do falecido governador Dante de Oliveira (PSDB), Leonardo Oliveira (PTB) não só declarou apoio à campanha do principal adversário do tucano, o empresário Mauro Mendes (PSB), como promete carregar junto consigo toda a família e amigos mais próximos. “Minha família, os amigos e as irmãs de Dante vão comigo apoiar o Mauro”, avisa.

Leonardo garante não ter problema algum com Maluf, muito menos com a viúva de Dante, a ex-deputada federal Thelma de Oliveira (PSDB). “Nunca me desentendi com eles, só acho que não é hora do Guilherme, é a hora do Mauro”. O jovem pondera ainda que Thelma vai continuar apoiando Maluf, só vai “mudar de lado” em relação à disputa a vereador, pois estaria trabalhando por ele. “Não quero tirar ninguém que já está com Maluf, só vou levar comigo as pessoas mais próximas”, pondera o candidato.

Leonardo é candidato a vereador em Cuiabá pelo PTB do prefeito Chico Galindo, partido que não tem candidato na disputa majoritária. Apesar da “independência” da legenda quanto à corrida pelo Alencastro, ele foi militante histórico do PSDB, tendo mudado de sigla no ano passado, quando o gestor da Capital lhe ofereceu o cargo de diretor de Serviços Urbanos e Limpeza em uma das pastas do staff. Outro fato curioso é que o PTB cogitou apoiar Carlos Brito (PSD) e Maluf, mas até a semana passada nunca havia levantado qualquer hipótese de seguir com Mauro.

Além de Leonardo, outros 18 candidatos a vereador na do PTB na Capital já teriam firmado acordo em torno do nome do socialista. Leonardo justifica o apoio dizendo que tem procurado seguir a sua própria linha de pensamento, independente do tucanato, dando a entender que não quer viver mais “à sombra” da fama do tio. Para se justificar, lembra que o próprio Dante procurou novos horizontes, quando mudou do PDT para o PSDB. Além disso, alega acredita que o empresário é o mais preparado dentre os 6 que estão no páreo pela prefeitura.

Leonardo se contradiz, no entanto, quando afirma que vai continuar defendendo os ideiais e bandeiras do tio. O problema é que o grande trunfo da campanha de Maluf, como foi o do ex-prefeito Wilson Santos, tem sido justamente exaltar os feitos de Dante, ícone nacional das Diretas Já. A estratégia é a mesma tanto no programa eleitoral, quando nos comícios e eventos, tanto que o deputado até exalta já ter sido chamado de “o novo Dante” por um eleitor.

Procurado pela reportagem para comentar o assunto, Maluf demonstrou acreditar que a atitude de Leonardo é isolada. Garante ter confiança de que a família Oliveira não vai seguir com o grupo político de Mauro, que tem a seu lado o senador e ex-governador Blairo Maggi (PR), apontado por Maluf como o homem que tentou “manchar” a imagem de Dante. A respeito da conduta de Leonardo, o tucano se resignou a dizer que “na vida e na política, cada pessoa tem o livre arbítrio para definir o caminho que deseja seguir”.

“Dante Martins de Oliveira é o maior estadista que Mato Grosso já teve. Lamentavelmente, Dante foi maltratado pelo grupo que governa Mato Grosso nos últimos 8 anos, que tem um candidato a prefeito de Cuiabá. Tenho certeza que a família Oliveira não vai admitir apoiar esse grupo, que tentou manchar a história de Dante. A família Oliveira tem compromisso e amor por Cuiabá e vai, sem dúvida, zelar por tudo o que Dante fez para Mato Grosso e para o Brasil”, afirmou Maluf, em nota.

4 Comentários

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  1. - Responder

    “Um povo sem memória é um povo sem história. E um povo sem história está fadado a cometer, no presente e no futuro, os mesmos erros do passado”.( Emília Viotti da Costa, historiadora brasileira)

    Esse candidato a vereador é aquele que no de 2000 foi denunciado pelo Movimento de Combate à Corrupção por compra de votos. Podemos dizer que ele é “Ficha Encardida”. Na época, perguntado ao Roberto Carlos, um de seus coordenadores de campanha, se eles iriam comprar votos, ele respondeu que sim. Perguntado quanto iriam pagar, ele disse que não poderia informar naquele momento, porque na mesma semana iriam fazer uma reunião com os demais candidatos para unificar o preço dos votos, numa tentativa de não “inflacionar o mercado”. E disse mais: Se os outros não aceitassem a proposta, iria chorar menos quem pudesse mais. Pois eles estariam dispostos a cobrir qualquer valor. Estamos de olho nele.

  2. - Responder

    Prezado Antonio Cavalcante, auto denominado paladino da justiça, se o senhor for procurar os antecedentes de Leonardo verá que não existe nada comprovado em seu desfavor nessa armação de compra de voto do qual tentou-se vincular seu nome em 2000 por ser sobrinho do governador. Se fossemos escutar e dar crédito no que terceiros falam certamente estaria acreditando que o senhor é um ladrão de carro, como dizem. De certo não podemos esquecer um passado que condena, nem aquele que inocenta. Injustiças sempre existirão no disse me disse,

  3. - Responder

    Ao que me consta o Leonardo não era mais do PSDB e seu partido novo o PTB foi em peso para campanha do Mauro Mendes, como o aval do prefeito Chico Galindo. Acho que dessa vez o Leonardo está no lugar certo. E se alguém pode usar a memória de Dante é seu sobrinho e não Maluf e Wilson Santos que o renegou num palanque. Quanto a perder sucessivas eleições só demonstram fibra e força desse candidatos, pois fracos são aqueles que desistem dos seus sonhos.

  4. - Responder

    Leônidas, eu nunca me autodenominei “paladino da justiça, você é quem estar dizendo. Sou simplesmente um cidadão comum. Porem admito ser um cidadão consciente e politicamente correto. As denúncias contra o Leonardo de Oliveira, não tem relação nenhuma pelo fato dele ser sobrinho do falecido Dante de Oliveira. Em 2000, quando denunciamos doze candidatos compradores de votos, entre eles o Leonardo, pouco nos importava se eles eram deste ou daquele partido. Naquela época, todo o processo eleitoral era de fato uma verdadeira feira livre de compra e vendas de votos. A comercialização dos votos era publica e notória. Os votos eram negociados nas praças, nas ruas e tratados até por telefone, como foi o caso do candidato Leonardo de Oliveira. Ora, se não existe antecedente criminal por compra de votos deste e de muitos outros candidatos denunciado em 2000, não significa dizer que foi armação ou coisas do disse me disse. Quem na época colheu as provas do crime eleitoral e apresentou ao juiz, não foi uma terceira pessoa e sim fui eu mesmo. Se eu me alongar para tratar sobre o fato de não haver condenação contra eles eu teria que escrever um livro, como de fato já iniciei, relatando toda a historia do MCCE-MT. Mas apenas para refrescar a memória de alguns, basta lembrar de que o assassinato do juiz Leopoldina do Amaral, tem relação com as denuncias de compra de sentenças e mais recentemente, vários juízes e desembargadores foram aposentados compulsoriamente por desonrar as suas funções, e ate mesmos um juiz e um desembargador presidente do TER, foram afastados por denuncia de vendas de sentenças.

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