PREFEITURA SANEAMENTO

PIG X BESTA – Pannunzio e Vandoni atacam Enock Cavalcanti

Enock Cavalcanti contra Fábio Pannunzio e Adriana Vandoni. Representantes do PIG tentam massacrar o "blogueiro sujo"

Enredado na defesa delirante do esquema Veja-Cachoeira e pontificando como um dos mais ativos aprendizes de feiticeiro que atua no entorno do ministro Gilmar Mendes, o jornalista Fábio Pannunzio, parece que também está ficando doido, um verdadeiro lelé da cuca. A partir de uma crítica que fiz às limitações da primeira nota que publicou sobre o “mercado negro de venda de  sentenças” que estaria vigorando no Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Pannunzio, que se esforça para se credenciar como um novo rebento da geração de provocadores da  direita midiática, que já nos deu nomes como Reinaldo Azevedo e Augusto Nunes, resolveu agora investir contra este blogueiro com uma fúria descontrolada mas com muita incompetência estilística jamais vista. Só que, ao gritar que eu sou da BESTA (sic), Pannunzio deixa cada vez mais evidente seus compromissos com o PIG (Partido da Imprensa Golpista). E não se sustenta a crítica mentirosa que dirige contra mim, já que se estrutura a partir de uma absurda manipulação da informação – prática que deveria envergonhar um profissional da imprensa.

O fato é que, ao comentar e reagir à minha nota, Fábio Pannunzio se comporta como macaco bêbado em loja de louças e até atribui a mim restrições a seu texto que, na verdade,  foram escritas pelo advogado Eduardo Mahon. Foi Eduardo Mahon que, como eu, à luz da primeira matéria publicada pelo Pannunzio sobre o caso escreveu: “jornalismo sério e  investigativo não se limita a soltar notas de fofocas e maledicências – investiga a origem da notícia, cruza informações e publica matérias bem assentadas”. Mas Pannunzio, que não reproduziu o inteiro teor do que escrevi, citando o tempo correto de minha análise, não se envergonha de mentir, mentir descaradamente sobre a minha argumentação. E investe contra a mim e alivia o lado do Mahon talvez porque o advogado, abusando da elegância, achou um jeito, em seu artigo que criticá-lo, ao mesmo tempo que afagava seu ego, chamando-o de “grande jornalista”. Ah, como se revelam os carentes de notoriedade!

Pior: Pannunzio argumenta que, ao criticá-lo, eu estaria iniciando uma campanha para “abafar” a iniciativa do desembargador Rubens de Oliveira, presidente do TJ, que estaria disposto a investigar o “mercado negro da venda de sentenças” em Mato Grosso”. Ora, no meu artigo, nada mais fiz do que alertar o Pannunzio de que o desembargador Rubens, nessa questão, só tem feito empurrar o caso com barriga, conclusão óbvia quando se analisa o que foi feito pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso para apurar o que a juiza Wandinelma denunciou.

Eu não sabia que Fábio Pannunzio poderia se mostrar tão manipulador, ao tentar sustentar uma polêmica em níveis tão primários. Mas parece que, mergulhado até o topete nessa pratica  cotidiana de ataque aos blogueiros ditos sujos, como Paulo Henrique Amorim, e na lambeção de saco de Roberto Civita, Gilmar Mendes e outros que tais, o Pannunzio está ficando cada vez mais bocó, deixando para trás a imagem do jornalista da Band que, em Mato Grosso, em passado recente, fez importante reportagem sobre os rombos práticados contra os cofres da Assembléia Legislativa, conforme denuncia do Ministério Publico Estadual. Digo isto porque basta ler a minha matéria para ver que posso ter avançado nas criticas ao Pannunzio, mas não defendi abafamento nenhum, muito pelo contrário. O que cobrei foi justamente uma ação direta do Tribunal de Justiça no caso das denúncias  contra o desembargador Tadeu Cury.

Vejam o que Fábio Pannunzio publicou, seu blog, no dia 5 de junho:

O vale-tudo em MT: juízes aposentados pelo CNJ continuam mandando na Justiça

Dois anos. Esse é o tempo que já transcorreu desde que o ministro Celso de Mello, do STF, concedeu uma liminar mandando reintegrar ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso sete juízes e quatro desembargadores aposentados compulsoriamente pelo Conselho Nacional de Justiça. Os magistrados foram acusados de desviar dinheiro do TJ para a construção da sede uma loja maçônica. Condenados à pena máxima — a aposentadoria compulsória –, conseguiram ser reintegrados e permanecem incólumes.   Enquanto isso, advogados que atuam em Cuiabá dizem que o mercado negro de venda de sentenças nunca esteve tão ativo. Intermediários dos juízes aposentados atuam desbragadamente em casos que envolvem grandes somas. Neste momento, uma das causas mais cobiçadas é a que diz respeito à licitação das linhas de ônibus interestaduais, alvo de uma guerra judicial na qual duelam o sindicato das concessionárias, de um lado, e o governo do estado de outro. A lide envolve somas milionárias e ameaça a saúde das empresas que atualmente exploram os serviços. O Poder Público insiste na licitação enquanto os concessionários asseguram que ela tem cartas marcadas para beneficiar um grupo paulista.   A Corregedora do CNJ Eliana Calmon tem dito publicamente que o problema está afeto ao STF. Inexplicavelmente, o Supremo ainda não pôs em votação o mérito da ação cautelar que permitiu a volta dos desembargadores e juízes aposentados.

O primeiro a reagir ao texto foi o desembargador Rubens de Oliveira, conforme registrou o Midia News:

Tribunal aciona MPE para apurar suposto “mercado negro”. Jornalista da Band denuncia magistrados de MT; desembargador não vê provas

ANTONIO DE SOUZA DA EDITORIA

 O presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Rubens de Oliveira, encaminhou pedido ao procurador-geral de Justiça, Marcelo Ferra, e ao secretário de Segurança Pública, Diógenes Curado, para que investiguem a denúncia feita pelo jornalista Fábio Pannunzio, da TV Bandeirantes, de que um suposto esquema de venda de sentenças continuaria funcionando no âmbito do Poder Judiciário de Mato Grosso.

Em seu blog, nesta terça-feira (5), o jornalista criticou o fato de dez magistrados mato-grossenses, aposentados compulsoriamente pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça), continuarem atuando.

Três desembargadores e sete juízes, apontados pela Polícia Federal, durante a Operação Asafe, em 2010, como integrantes de um suposto esquema de venda de sentença, foram beneficiados por uma liminar do ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal).

“Diante da denúncia feita nesta terça-feira pelo jornalista Fábio Pannunzio, em seu blog, e repercutida por sites locais, de que estaria ocorrendo venda de sentenças no Poder Judiciário Estadual, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Rubens de Oliveira Santos Filho, oficiou ao procurador-geral de Justiça, Marcelo Ferra de Carvalho, e ao secretário de Estado de Segurança Pública, Diógenes Curado, para que tomem conhecimento e adotem providências no sentido de apurar as referidas denúncias, que foram feitas sem a apresentação de provas”, diz nota emitida pelo TJ, no começo da noite de hoje.

Depois de criticar a atuação dos magistrados, Panuzzio citou que advogados que atuam em Cuiabá “dizem que o mercado negro de venda de sentenças nunca esteve tão ativo”.

O jornalista afirmou que “intermediários dos juízes aposentados atuam desbragadamente em casos que envolvem grandes somas”.

“Neste momento, uma das causas mais cobiçadas é a que diz respeito à licitação das linhas de ônibus interestaduais, alvo de uma guerra judicial na qual duelam o sindicato das concessionárias”, completou.

Em seguida, veio a reação do advogado Eduardo Mahon:

O que eles vão dizer?  

Por EDUARDO MAHON  

O grande jornalista Fábio Panunzzio afirmou peremptoriamente: “advogados que atuam em Cuiabá dizem que o mercado negro de venda de sentenças nunca esteve tão ativo. Intermediários dos juízes aposentados atuam desbragadamente em casos que envolvem grandes somas”. Surgem duas hipóteses: ou está certo e os cidadãos sucumbem à desonestidade sistêmica; ou está errado e quem sofre é o próprio Poder Judiciário de Mato Grosso, assim como os advogados citados indistintamente.  Juízes aposentados estão sujeitos à quarentena legal, sendo vedada a atuação deles por um período de tempo que se considera razoável para desligar sua influência junto aos colegas. É claro que se trata de uma medida paliativa, já que os filhos, cônjuges e outros parentes podem atuar livremente em escritórios que recebem os magistrados aposentados. Noutras palavras: a grassar a tese da desconfiança generalizada, será crime ser parente de juiz.   O problema não gravita em torno de vedações e sim das falhas estratégias de controle estatal sobre o patrimônio pessoal de membros de cargos públicos e parentalha. Não é delito ter irmão, esposa, filho ou genro que atue livremente nos foros estaduais dos quais faz parte um magistrado, promotor ou procurador. Mas o enriquecimento sem causa, a deficiência no acompanhamento da evolução patrimonial, a carência no cruzamento de informações e a sintomática apatia quanto aos sintomas de riqueza injustificada são os maiores problemas que resultam na desconfiança sobre o judiciário brasileiro.  

Fábio Pannunzio, jornalista e blogueiro, em São Paulo   Devemos tratar das questões institucionais de forma institucional. Afirmar haver tráfico de influência sem declinar nomes, plantando suspeitas dirigidas a fim de minar a credibilidade judiciária não é nem um procedimento ético, como não acrescenta nada à discussão. Ao contrário, diminui a figura da judicatura estadual pela instabilidade. É o típico caça às bruxas contra os que estão sob a vara da desconfiança pública. Jornalismo sério e investigativo não se limita a soltar notas de fofocas e maledicências – investiga a origem da notícia, cruza informações e publica matérias bem assentadas.   Convém reprisar que o presente artigo não se configura defesa de quem quer que seja, até porque não sabemos exatamente quem estaria promovendo a corrupção ativa e passiva relativa à venda de sentenças. Aliás, o negociante de decisões judiciais fere de morte as bancas de advocacia que perdem causas para lobistas e o cidadão fica refém de canalhas que mercadejam com o poder conferido pela sociedade. Não é o caso de acobertar quem quer que seja e sim de preservar a instituição judiciária que padece de críticas justas e injustas. Não basta a burocracia, a lentidão, as altas taxas processuais, agora denúncias descalçadas de fatos concretos colocam a pá de cal na honorabilidade da toga.   De outro giro, a advocacia também fica sob suspeita. Quem são os delinquentes que estão advogando? Quem são os lobistas mato-grossenses que portam a carteira profissional que milhares de estudantes tanto almejam e sofrem para obter? Qual a posição da Ordem dos Advogados sobre a menção? É claro que, tanto a advocacia como a judicatura estadual deve preservar a liberdade de imprensa concomitantemente ao esforço pelo esclarecimento sobre as suspeitas.  Caso haja transação ilícita judicial sobre processos que tratam de licitações públicas, será que os demais julgadores dos colegiados estão envolvidos? Quem é o relator da causa? E os setores públicos competentes pelo próprio certame – estariam contaminados? Quem ganha com a derrota ou vitória das empresas em conflito? São tantas ramificações possíveis que imputar esquemas fraudulentos a meia dúzia é inverossímil. Ou estão muitos outros envolvidos ou a nota publicada não passa de manobra que os próprios interessados na instabilidade judiciária pretendem plantar, usando até mesmo da boa fé de um jornalista. Todo cuidado é pouco porque, como ele mesmo diz, são interesses milionários em jogo.  

Eduardo Mahon é advogado.

Leia, agora, o texto  em que entrei no assunto e critiquei Pannunzio, da seguinte forma:

Rubens ouve Pannunzio mas se cala sobre denúncia de juiza Por Enock Cavalcanti em Justiça dos homens | Editar – 6/06/2012 15:48

Rubens de Oliveira, que se apressa em investigar denúncias sem prova feitas por repórter de TV até agora não moveu uma palha para investigar denúncia da juiza

Wandinelma sobre possivel esquema de sentença que envolveria desembargador Tadeu Cury

POR ENOCK CAVALCANTI

Sob a administração do desembargador Rubens de Oliveira, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso parece continuar sendo um triste espaço de bufonaria. Já faz tempo que, através desta PÁGINA DO E, e em outros sites e jornais de Mato Grosso e até mesmo através de programas jornalísticos da poderosa Rede Globo de Televisão, a juiza Wandinelma dos Santos – aposentada precocemente do TJMT, a partir de um relatório que teve a assinatura do próprio Rubens de Oliveira – apresentou denúncia formal quanto à existência de um possível esquema de venda de sentença que se articularia em torno do gabinete do desembargador José Tadeu Cury e do escritório de advocacia

de sua esposa, a advogada Célia Cury, talvez por mera coincidência réu na Operação Asafe, deflagrada pelo STJ, a pedido da ministra Nancy Andrighi.   As denúncias da juiza Wandinelma, hoje no limbo,  não mereceram, ao que se saiba e ao que se informou, a partir do TJ-MT, uma ação sequer por parte do desembargador

Rubens de Oliveira, algoz de Wandinelma e, talvez por isso mesmo, tão desinteressado em investigar aquilo que a magistrada denuncia.   Mas vejam que hoje, quarta-feira, 6 de junho de 2012, nesse dia friorento e chuvoso, no site MidiaNews aparece a retumbante notícia de que o presidente do TJMT, desembargador, Rubens de Oliveira resolveu acionar o Ministério Público Estadual e, mais diretamente,  ao procurador Marcelo Ferra, para que investigue denúncias formuladas pelo jornalista e blogueiro Fábio Pannunzio, com conhecida atuação na Rede Bandeirantes de Televisão, quanto à sobrevivência, no âmbito do nosso Tribunal deJustiça, de um “mercado negro de venda de sentença”.  

 Ah, o poder que tem a televisão sobre os carentes de notoriedade! Na matéria de hoje, fica-se sabendo que a investigação determinada por Rubens de Oliveira, com a maior celeridade, parte, todavia, de uma denúncia formulada pelo jornalista televisivo, como o próprio desembargador faz questão de anotar, em nota que divulgou,  sem qualquer prova. Seria talvez quem sabe mais uma nota de jornal a ser desconsiderada, não fosse o rapaz Pannunzio um profissional da televisão.   Bem, já que não existe prova mas existe a atenção de um repórter televisivo, o desembargador Rubens de Oliveira, a estrutura do MPE e o procurador Marcelo Ferra, pesando prós e contras, se lançam pressurosos à caça. Felizes porque talvez saibam que desse mato não vai sair coelho nenhum – já que, como alerta o advogado Eduardo Mahon, em artigo que publicamos, Fábio Pannunzio talvez não tenha respeitado a regra que diz que  “jornalismo sério e investigativo não se limita a soltar notas de fofocas e maledicências – investiga a origem da notícia, cruza informações e publica matérias bem assentadas”. Recorde-se que, quando Lauro Jardim, em sua coluna na Veja, atribuiu à corregedora do CNJ, Eliana Calmon, a acusação de que o juiz Fernando Miranda, elevado então à condição de desembargador, seria mais um “bandido” a atuar no Tribunal de Mato Grosso, Rubens de Oliveira e o TJMT quedaram-se quietinhos, como se não fosse com eles. Afinal de contas, Eliana Calmon é Eliana Calmon – e a Veja é a Veja – e certas pessoas sabem os rabos que arrastam.  

De minha posição de blogueiro das periferias de Cuiabá, fico aqui matutanto: para não escorregar em um surrado jogo de cena propiciado pela denúncia sem provas, por que o desembargador Rubens de Oliveira não esquece as suas restrições pessoais à juiza Wandinelma e, aproveitando a onda deste retorno dos esquemas de venda de sentença às manchetes, não convoca a juiza para um imediato depoimento no Tribunal de Justiça, com apoio do MPE, e ampla cobertura da imprensa, para que se possa passar a limpo, pelo menos, esta denúncia em que a juiza, ao contrário do jornalista da televisão, teve a sensatez de listar nomes, locais, documentos a serem averiguados? Tinho Costa Marques, assessor de imprensa do homem, pode até providenciar a vinda do Pannunzio para testemunhar e filmar este depoimento bombástico.   Será que o desembargador Rubens de Oliveira prefere bancar o quixotesto, perseguindo as fantasias delirantes de um jornalista que não é capaz de detalhar a denuncia que formula, enquanto a juiza está aí mesmo, clamando há meses para falar, sem ter uma autoridade do TJMT disposta a ouvi-la?!   Eis uma situação que, mais uma vez, irá expor, para toda a comunidade de Mato Grosso e do Brasil, o caráter do desembargador Rubens de Oliveira.  Trata-se de um servidor público realmente preocupado em depurar o serviço público – ou estamos, simplesmente, diante de mais um bufão?! (Marcelo Ferra, na confirmação desta hipótese, seria o seu Sancho Pança. E nem sei o papel que exerceria nesta trama burlesca o desembargador Márcio Vidal.)

 Claro que o manipulador do Pannunzio, repetindo uma velha prática do PIG, selecionou uns trechos, embaralhou o que escrevi com o que escreveu o Eduardo Mahon e levantou, então, esta hipótese louca de uma “tentativa de abafamento” que eu estaria capitaneando. Para quem tem Gilmar Mendes como referencia ideológica, não é de estranhar. O texto do  Pannunzio, apontando indícios sobre o “mercado negro de sentença”, em Mato Grosso, só viria a ser publicado no dia 6 de junho, nos seguintes termos:

Uma pista para o TJ de MT começar a investigar as denúncias do Blog sobre a venda de sentenças

por FÁBIO PANNUNZIO

Como noticiei mais cedo, o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso representou ao Ministério Público para que a denúncia feita pelo blog sobre venda de sentenças seja investigada.   Descrevo agora um caso que escancara a atuação ilegal de um dos  desembargadores que foram aposentados compulsoriamente pelo CNJ e posteriormente reconduzidos ao Tribunal de Justiça por força de uma liminar concedida pelo ministro Celso de Mello, do STF.   O caso está registrado no protocolo do TJMT sob o número 52119/2012. Trata-se de um mandado de segurança impetrado pelo juiz afastado Círio Miotto. Ele pediu e obteve uma liminar para trancar uma sindicância aberta contra ele  pelo corregedor-geral do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Márcio Vidal, a despeito da recomendação ter sido acatada por unanimidade pelo Pleno do TJ. Círio responde a processo no STJ: é suspeito de vender sentenças.   O mandado de segurança foi impetrado no dia 22 de maio. Foi parar nas mãos do desembargador José Tadeu Cury, que estava no plantão judiciário. Portanto, Círio Miotto sabia quem despacharia no processo.   E o que fez Tadeu Cury, o plantonista ? Concedeu a liminar na mesma hora. Para tanto, justificou que “partindo-se da data do conhecimento pelo Tribunal de Justiça da suposta irregularidade já se passaram quase sete anos sem qualquer interrupção”. O assunto, na opinião dele, estava prescrito.   O desembargador também entendeu que , como dois dias depois haveria uma audiência para a qual Miotto estava convocado , “o não atendimento do pleito levaria à perda do objeto do mandamus”. Ou seja: se o juiz investigado fosse inquirido, o objeto do mandado de segurança perderia o sentido.   O desembargador também alegou que “graves danos poderão advir ao Impetrante”. E mandou trancar a investigação até que o colegiado (conjunto de desembargadores que compõem o Tribunal) definisse o assunto.   O que há de errado com essa decisão ? A resposta é… tudo!   Tadeu Cury é casado com a advogada Célia Cury. Como Círio Miotto, ela é acusada de intermediar a venda de sentenças em Mato Grosso. Os dois são co-réus no processo que tramita no STJ em decorrência da Operação ASAFE.   Veja agora o que diz o Artigo 254 do Código de Processo Penal:  

“O juiz dar-se-á por suspeito, e, se não o fizer, poderá ser recusado por qualquer das partes:  

 II – se ele, seu cônjuge, ascendente ou descendente, estiver respondendo a processo por fato análogo, sobre cujo caráter criminoso haja controvérsia;  

Tadeu Cury não se deu por suspeito. Ao contrário do que se espera de um magistrado sério, despachou no processo e livrou o co-réu de sua esposa de ter que responder à sindicância.   A ilegalidade patente desse ato não é a primeira levada a efeito pelo desembargador. No dia 4 de março de 2010, dois dias depois de ser aposentado pelo CNJ, ele apareceu no Tribunal para despachar em processos que interessavam a clientes de sua mulher.  

Com isso, produziu um feito impressionante: apesar de ter sido chutado do Judiciário,conseguiu beneficiar pelo menos um amigo, o ex-deputado Pedro Satélite, autorizando por medida liminar que uma empresa de ônibus do parlamentar explorasse linhas de ônibus concedidas a um concorrente. O blog denunciou a atuação do magistrado no post Depois do empresário-cadáver, surge em Mato Grosso o desembargador-zumbi, publicado no dia 11 de março de 2010.

Pronto! Fábio Pannunzio, na certa municiado pela Adriana Vandoni, sua parceira aqui de Mato Grosso, com este seu texto, reforça, no final das contas, o questionamento da juiza  Wandinelma dos Santos e o meu questionamento quanto às práticas do desembargador Tadeu Cury. É o que Fábio Pannunzio, de imediato, deveria enxergar – e, na verdade, acima desta pendenga entre blogueiros,  essa é a questão que precisa ser enxergada e aprofundada.

Só que, com a cabeça feita pelo esquema Veja-Cachoeira e pelo PIG, Fábio Pannunzio não admite, com seu ego prostituido, que possa ser chamado à atenção por este blogueiro dos confins de Mato Grosso, o jornalista Enock Cavalcanti, que, na polêmica  entre Pannunzio e Paulo Henrique Amorim, na polêmica entre Gilmar Mendes e Lula, na polêmica entre Pannunzio e Mino Carta, tem ousado apoiar e divulgar aqueles que contestam as teses que ele, o Pannunzio sustenta. Ainda que está seja uma questão secundária na PAGINA DO E, espaço muito limitado, e muito voltado para o nosso umbigo de Mato Grosso. Vai daí que o Pannunzio perde o foco, na questão do TJ-MT e ao invés de centrar fogo quanto à necessidade de que se investigue mais aprofundadamente Tadeu Cury e sua mulher, a advogada  Célia Cury, não perdoa as criticas que fiz depois de ler apenas as limitadas colocações do seu texto do dia 5 e desanda a falar em Besta (sic), em blogueiro do PT, demonstrando o quanto um serviçal do PIG pode ser limitado e vingativo.

Vejam o gratuito mas incompetente ataque disparado por Fábio Pannunzio contra mim:

A trama da Imprensa marrom de MT contra as denúncias do Blog do Pannunzio

por FÁBIO PANNUNZIO

Coube ao blogueiro Enock Cavalcanti, ex-assessor do PT, iniciar uma campanha contra a iniciativa do presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso de mandar apurar a denúncia, trazida ao Blog do Pannunzio por advogados que atuam naquele estado, de que o mercado negro da venda sentenças permanece ativo.  

Em sua página eletrônica, Enock afirmou que “Fábio Pannunzio talvez não tenha respeitado a regra que diz que  “jornalismo sério e investigativo não se limita a soltar notas de fofocas e maledicências – investiga a origem da notícia, cruza informações e publica matérias bem assentadas”.   Ao contrário do que afirma o defensor do abafamento, o Blog do Pannunzio publicou um post dando pistas concretas para investigar o assunto. Os elementos alinhavados ali nem de longe constituem “fofocas e maledicências”. Os fatos estão descritos num habbeas-corpus da lavra do desembargador José Tadeu Cury, que trancou uma sindicância para beneficiar o colega Círio Miotto, afastado do TRE sob suspeita de vender sentenças. Tadeu Cury é casado com a advogada Célia Cury, litisconsorte de Miotto no processo aberto pelo STJ para apurar os descalabros da Justiça matogrossense.  

Enock Cavalcanti, no exercício abjeto do pior jornalismo, pergunta: “Será que o desembargador Rubens de Oliveira prefere bancar o quixotesto, perseguindo as fantasias delirantes de um jornalista que não é capaz de detalhar a denuncia que formula, enquanto a juiza está aí mesmo, clamando há meses para falar, sem ter uma autoridade do TJMT disposta a ouvi-la?” É uma referência às denúncias de uma ex-juíza que apontam no mesmo sentido: para as evidências de que o esquema de venda de sentenças foi reativado com a volta, pela via de uma liminar concedida pelo Ministro Celso de Mello,  dos juízes aposentados compulsoriamente pelo CNJ.   Como se vê, jornalistas de aluguel a serviço da BESTA, como Enock Cavalcanti, fariam melhor se cumprissem seu papel de fiscalizar os Poderes, função precípua do jornalismo autêntico, ao invés de se lançarem às injúrias contra colegas que fazem o que eles não têm coragem ou motivação para fazer.

Envolvido pelos seus delírios de PIG-ota, Pannunzio (e certamente Adriana Vandoni, ajoelhada ao seus pés) não enxerga o seguinte: a denúncia formulada pela juiza Wandinelm (veja  o video) é muito mais contundente do que essa denúncia que Pannunzio (e Adriana Vandoni, ajoelhada aos seus pés) agora nos apresenta. Ela diz que foi visitada por emissário de um esquema de venda de sentença – e dá nome aos bois. E o que a juiza cobra é que o  desembargador Rubens de Oliveira e o desembargador Márcio Vidal rompam com aquele circulo viciado, já denunciado pela corregedora do CNJ, ministra Eliana Calmon( infelizmente, em final de carreira), segundo a qual desembargador não investiga desembargador em nossos tribunais de Justiça. É isso que precisa mudar. É isso que a juiz Wandinelma cobrou, este  humilde blogueiro cobra e, entendo, os blogueiros Fábio Vandoni ou Adriana Pannunzio precisam cobrar.

Vejam, pelo que a midia regional relatou, fazendo o Pannunzio vibrar, que o desembargador Rubens não determinou uma imediata ação da Corregedoria do Tribunal sobre o caso. Desembargador não investiga desembargador, conforme alerta Eliana Calmon. E o desembargador Rubens empurrou a responsabilidade da investigação para o Ministério Público, certamente para preservar o espírito de corpo e demonstrar ao desembargador Tadeu Cury e demais pares que dentro do Tribunal uma relação legal entre eles ainda continua valendo. Imagino que o Ferra, mais adiante, venha a lembrar ao Rubens que o MPE não tem essa competência de investigar desembargador e tudo se abafe, não aqui na PAGINA DO E, mas talvez nas altas instâncias que o Pannunzio agora paparica. Não é isso o que a juiza Wandinelma cobra, não é isso que a corregedora Eliana Calmon condena.  O que precisa se garantir é que a investigação se faça no âmbito da própria magistratura. Será o caso de levar o caso para o CNJ? Essa é uma das questões a esclarecer.

Vejam no video que a juiza Wandinelma cobra – e esta PAGINA DO E também cobra – uma mudança neste corporativismo no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Mudança que tivemos durante a atuação do desembargador Orlando Perri que ousou desafiar o corporativismo e acabou levando para o CNJ a denuncia do Escândalo da Maçonaria que resultou na aposentadoria de 10 magistrados de Mato Grosso denunciados por corrupção. Por que é que, na gestão do atual corregedor desembargador Márcio Vidal, não se segue a mesma trilha?

Então, antes de acusar quem quer que seja de participar de esquema de abafamento, o delirante senhor Fábio Pannunzio, serviçal do PIG, enredado pelo pensamento do seu guru Gilmar Mendes e auto-colocado a serviço do esquema Veja-Cachoeira, precisa cuidar melhor de sua pauta e procurar engajar, por exemplo, a equipe de reportagem do Rede Bandeirantes de Televisão numa série de reportagens que devasse as razões que levam a se sustentar, por tanto tempo, o mandado de segurança que vem mantendo Tadeu Cury e os outros 9 condenados pelo CNJ ainda em atuação subjudice na Justiça de Mato Grosso, um ano depois deles terem ganho uma liminar, despachada pelo ministro Celso de Mello que o advogado Ophir Cavalcante, presidente nacional da OAB, sem papas na língua, classificou, à época de sua divulgação, como “assustadora” – como temos repetido ad nauseam nos espaços desta humilde PÁGINA DO E, onde não se abafa coisa nenhuma, muito menos as idiotices, as imbecilidades de blogueiros servis ao PIG, ao esquema Veja-Cachoeira, às tão questionadas manobras do ministro do STF Gilmar Mendes. Por que é que o STF não julga o mérito deste mandado de segurança, acabando com esta insegurança jurídica que paira, qual espada de Damocles, sobre o Tribunal de Justiça e todo o Judiciário de Mato Grosso?

Fábio Pannunzio – que, nesse momento, me parece tão endoidecido como seu guru ideológico, o ministro Gilmar Mendes, conforme tem sido identificado por tantos credenciados analistas, pelo Brasil afora – deveria ainda ter um mínimo de sanidade para perceber que importante, agora, é deixar de lado as tolices talvez alimentadas por uma Adriana Vandoni que conhece muito bem minha postura mas prefere favorecer ataques gratuidos e indevidos contra a minha pessoa – e cobrar do desembargador Rubens de Oliveira uma investigação séria, célere e objetiva, desenvolvida no âmbito do próprio TJMT, pela Corregedoria de Justiça, sobre as práticas do desembargador Tadeu Cury e de sua esposa Célia Cury, que levantam tantas suspeitas e já motivaram a prisão da advogada durante a Operação Asafe e a conhecida e tão repetida, nesta PAGINA DO E, denuncia concreta formulada pela juiza Wandinelma dos Santos, muito anterior a esta denúncia apresentada agora pelo Pannunzio. Digo que tudo isto precisa ser investigado até mesmo para que o desembargador Tadeu Cury tenha a possibilidade de defender-se e garantir, quem sabe, sua definitiva inocentação, de forma a acabar com tantas especulações sobre a sua atuação profissional.

E segue a vida. Confira no video abaixo a denuncia registrada pela juiza Wandinelma dos Santos – ainda a reclamar por investigação séria das autoridades judiciais. Ou será que esta coisa de que desembargador não investiga desembargador valerá para todo o sempre?

A juiza Wandinelma dos Santos conta a sua verdade from Enock Cavalcanti on Vimeo.

2 Comentários

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 187.118.214.155 - Responder

    Estou contingo, Enock, e não abro! abçs

  2. - IP 177.96.199.88 - Responder

    o que acaba com o PT MT é esse suposto jornalista enoc cavalcante ,pois suas colocações arcaica em relação ao desenvolvimento da sociedade de MT .

    ATÉ MAIS

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

3 × 3 =