gonçalves cordeiro

Extinto em 1995, FAP engorda orçamento de 105 políticos

fap-serys-wilson-gilney-verinhaA lógica é simples: um plano que foi formalmente extinto, através de Lei aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado e sancionada pelo governador Dante de Oliveira, não poderia continua permitindo a apropriação indevida de mais de um milhão de reais, todo mês, por um grupo de políticos vivaldinos. Seja o Ministério Público, seja o Tribunal de Contas, seja as entidades da sociedade organizada, ainda não se encontrou a fórmula legal para acabar de vez com este descalabro, que se torna maior à medida que ainda houveram aqueles que conseguiram se beneficiar do pagamento imoral, através da repristinação da Lei, mesmo depois do FAP extinto. Até quando, senhoras e senhores contribuintes, continuaremos a pagar esta conta indecente? Confira o que divulgou o RD News. (EC)

Com pensão, políticos “engordam” os altos salários

 

Valérya Próspero – RD NEWS

 

 

 

Em Mato Grosso, 105 pessoas recebem pensão do extinto Fundo de Assistência Parlamentar (FAP), conforme lista oficial da Assembleia. Os valores diferenciados vão de R$ 678 até R$ 20 mil, que, no total, somam R$ 1,1 milhão, por mês. A maior parte dos grandes “salários” vai justamente para aqueles que ainda estão exercendo algum cargo público, acrescentando o Fundo à remuneração já significativa.  Na lista, também consta o nome de parlamentares e ex-parlamentares de Mato Grosso do Sul. Dois deles ainda estão em exercício. O deputado estadual Londres Machado (PR-MS) e o senador Ruben Figueiró Oliveira (PSDB-MS), que embolsam pelo FAP R$ 8 mil mensais cada. Eles atuaram como deputados quando o Estado ainda não era dividido e por isso recebem o benefício.

As remunerações mais “vitaminadas”, na ordem dos R$ 20 mil, são usufruídas por parlamentares e políticos mais “recentes”, em especial aqueles que aproveitaram a brecha jurídica de repristinação (vigência da lei somente para uma legislatura) para receber ainda mais dinheiro do erário. A repristinação só não foi desfrutada nesta última legislatura por veto do governador Silval Barbosa (PMDB), ocorrido depois que o assunto se tornou público. O FAP foi criado em 1984 e só veio a ser extinto em 1995, 11 anos depois.  Entre os que recebem o benefício estão Carlos Carlão (presidente da Ager), Humberto Bosaipo (conselheiro do TCE afastado), José Lacerda (secretário de Meio Ambiente), Dilceu Dal Bosco (presidente estadual do DEM), Roberto França (ex-prefeito de Cuiabá); os deputados federais Eliene Lima (PSD) e Homero Pereira (PSD), além dos deputados estaduais Emanuel Pinheiro (PR), Pedro Satélite (PSD) e Jota Barreto (PR), incluindo o “eterno” suplente Gilmar Fabris (PSD).

O pagamento da pensão é frequentemente questionado, principalmente pelo fato dos parlamentares já receberem mensalmente salário considerado exorbitante. Na Assembleia, eles ganham R$ 35 mil de verba indenizatória e R$ 20 mil de salário, que somam R$ 55 mil. Os deputados federais ganham mensalmente R$ 56,6 mil, sendo R$ 29,9 mil de cota parlamentar e subsídio de R$ 26,7 mil, fora outras regalias.

1 Comentário

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  1. - Responder

    ESSES SÃO OS PILANTRAS VAGABUNDOS QUE AMAM CUIABÁ!

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