Esse é a típica notícia malandra. Mauro Mendes, sem provas, banca o embusteiro, e diz que seus funcionários tem sido assediados para prestar falso testemunho contra ele. É o medo do segundo turno e da derrota

Sem que ninguém pedisse, Mauro se apresenta, no horário eleitoral como um político subordinado e necessitado do apoio político de Blairo Maggi. O empresário do PSB demonstrar estar abalado com a perspectiva de enfrentar Lúdio Cabral no segundo turno.

Mauro Mendes devia se dar ao respeito. Essas denúncias de pretensos complôs contra ele, formuladas sem qualquer prova, demonstram, cada vez mais, que o candidato está à beira de um ataque de nervos. Certamente que o motivo está nas pesquisas, que registram sua queda. Mas pior que perder é perder de forma infame. Até contar com provas sólidas, Mauro Mendes não poderia aparecer em cena com um factóide desses.

Confira o noticiário. (EC)

‘Estão comprando gente pra mentir sobre nós’

Candidato do PSB afirma, sem citar nomes, que oferecem até R$ 15 mil a pessoas ligadas a empresa dele para que prejudiquem sua campanha

Mauro disse que está reunindo provas para recorrer à Justiça
HELSON FRANÇA
DIÁRIO DE CUIABÁ

Funcionários e ex-funcionários da Bimetal, empresa de propriedade de Mauro Mendes, candidato a prefeito de Cuiabá pelo PSB, estariam sendo assediados por pessoas ligadas a grupos políticos adversários com até R$ 15 mil, para prestarem falsos depoimentos sobre o empresário.

Mauro disse que tomou conhecimento da situação nesta semana, por meio de um funcionário que rejeitou a oferta e que, imediatamente, determinou que a coligação “Um Novo Caminho para Cuiabá” investigasse a denúncia.

A intenção do empresário é descobrir para qual candidato os cooptadores estão a serviço, para que, em posse de todos os elementos, protocolar uma queixa-crime contra os responsáveis junto à Justiça Eleitoral. “Estão tentando comprar as pessoas para mentir sobre nós [a coligação], para nos prejudicar nesta reta final da campanha. Mas estamos em cima disso”, pontuou Mauro.

Faltando exatamente 23 dias para o dia 7 de outubro, o empresário observou que a artimanha não o surpreende, pois é uma prática comum da “velha política” exercida em território mato-grossense, que se intensifica com a proximidade do dia das eleições.

“Infelizmente ainda acontecem essas coisas, mas a sociedade não tolera mais esse tipo de situação”, enfatizou.

Preferindo não polemizar, Mauro preferiu não citar nomes sobre quem estaria por trás do assédio ao seu corpo de funcionários e ex-funcionários. “O que posso dizer é que a investigação está em curso e que, assim que tivermos todos os elementos, tomaremos as providências necessárias”, reforçou.

Figurando como líder em todas as pesquisas de intenções de voto realizadas até o presente momento, Mauro tem sido alvo constante de ataques vindos de grupos políticos adversários, sejam eles vindos diretamente dos candidatos, ou de pessoas ligadas às coligações concorrentes.

Nesta semana, a coligação do empresário protocolou uma queixa-crime contra o ex-secretário de Estado, Eder Moraes, por ele ter atacado Mauro em declarações à imprensa. Na representação, Mauro pede à Justiça que condene Eder pelos crimes de injúria, calúnia e difamação, além de pagamento de indenização de R$ 200 mil.

——————

MAIS OPINIÃO

A baixaria começou
RENATA NEVES

A eleição que estava morna em Cuiabá agora começou a esquentar. Candidatos até então apáticos estão investindo em ataques aos adversários que ocupam as primeiras colocações nas pesquisas. Até mesmo aqueles que prometeram não atacar ninguém estão dedicando boa parte de seus programas eleitorais para esta finalidade. Dos seis candidatos, apenas um não está investindo na estratégia. Ao menos até o momento.

Nem mesmo os nanicos, que levantam a bandeira da mudança, e os candidatos a vices ficam de fora. Até mesmo cabos eleitorais estão se metendo e acirrando ainda mais os ânimos. Um em especial tem incrível dom para se meter em confusão. E tem causado bastante, sendo, inclusive, alvo de queixa-crime por parte de outro candidato.

Enquanto alguns programas estão “apelando” e baixando de sobremaneira o nível da campanha, outros chegam a ser até engraçados. Um dos candidatos tem usado boa parte de seu tempo no rádio e na televisão para acusar o adversário de ser favorável à legalização do aborto e das drogas.

Outro afirma ser o único usuário do Sistema Único de Saúde (SUS). Em seguida, diz ter “candidato que, se sente uma dor de barriga, vai fazer tratamento em São Paulo” e que outro “é dono de hospital, mas quer ver se ele vai atender a população de graça se for eleito”. Enquanto o nível da campanha vai baixando, as propostas, que verdadeiramente interessam à população, vão ficando de lado.

A campanha para vereador também não fica atrás. Muitos candidatos já foram multados por infringirem a legislação eleitoral. Alguns por mais de uma vez. No entanto, continuam insistindo no erro, desrespeitando a população antes mesmo de serem eleitos.

Diversas denúncias de compra de votos por parte de candidatos ao Legislativo Municipal têm chegado diariamente ao conhecimento do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que tenta auxiliar o Ministério Público Estadual, a Justiça Eleitoral e a Polícia Federal a elaborar estratégias para flagrar a prática dos crimes e punir os responsáveis.

Por mais que jurem estar bem intencionados e ter o desejo de “lutar por Cuiabá” e de “melhorar a qualidade de vida do povo cuiabano”, na prática o que se percebe é o nítido desejo pelo poder. Este ano está especialmente difícil escolher um candidato.

O jeito é aguardar para ver o que ainda vai acontecer nesses poucos mais de 20 dias restantes para o pleito. E torcer para que os candidatos acordem e passem a respeitar nós, eleitores, que estamos acompanhando tudo o que está acontecendo.

RENATA NEVES é repórter do DIÁRIO DE CUIABÁ

Sem comentários. Seja o primeiro a comentar

Assinar feed dos Comentários

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

1 × 2 =