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ENOCK CAVALCANTI: Waldir Caldas, senador! Precisamos de renovação ampla, geral e irrestrita em nossa representação política

Divulgo, abaixo, uma versão estendida do artigo de minha autoria que está publicado nesta quarta-feira, 10 de janeiro de 2018, na edição impressa do Diário de Cuiabá e no qual trato das eleições de 2018, em Mato Grosso.

Waldir Caldas, senador
Enock Cavalcanti

Meus amigos, meus inimigos: a eleição se aproxima, todo mundo reclama por renovação, mas parece que é só da boca pra fora. Procurados pelas pesquisas, na votação espontânea, o eleitor só fala de viciados nomes. A mídia parece que não acredita em novidade e se perde em tolas especulações para saber o que nomes como Mauro Mendes, Maggi, Zé Pedro Taques, Jayme, Toninho de Souza, Fábio Garcia, possam vir a disputar em 2018. Meu deus, essa gente já deu o que tinha que dar. Vade retro!
Que tal uma lei que permita aos brasileiros disputarem eleição apenas uma vez na vida? A renovação seria um moto contínuo, embora eu saiba que não é o nome que é o problema, é o caráter que a pessoa carrega. Mas não é com exercício que se constrói a perfeição?
Por isso que louvo a disposição do veterano advogado Waldir Chagas que, filiado ao Partido Novo, me parou outro dia para dizer que se o partido referendá-lo, será candidato ao Senado. Sei que o doutor Waldir é um homem bom, de trato gentil, com boas intenções. Mas estamos presos à lógica corrupta segundo a qual não é o candidato ou a candidata, mas, sim, o dinheiro que ganha a eleição.
O Eduardo Mahon, já que o Zé Pedro Taques teimou e não o nomeou para secretário de Cultura, no lugar do anódino Leandro Carvalho, bem que poderia disputar vaga de estadual e federal. Pelo que vejo, respaldo não lhe faltará na cuiabania.
Leonardo Campos, presidente da OAB, vai sair para estadual? Ótimo.
Por que o Ulisses Rabaneda também não se candidata? É um dos mais capazes causídicos de MT e, certamente, honraria a Assembleia, atualmente comprometida, em minha humilde opinião, com a presença de Fabris, Jajah, Romualdo e quejandos.
Luciene Carvalho? Rosenval Rodrigues? João Dourado? Robinson Cireia? O teimoso procurador Mauro Lara? O apresentador Agnelo Corbelino? O tenente coronel PM Wanderson Nunes de Siqueira? O subtenente PM Luciano Esteves? Archimedes Pereira Lima Neto? O advogado Ulisses Moraes? O velho sonhador José Orlando Muraro? Alexandra Kurcinski, lá em Chapada? Domingos Garcia da Adunemat? Junior Vitamina? Oscarlino Alves, do Sisma, Gilmar Bruneto e Ademar Adams, da Ong Moral, seriam excelentes opções pro eleitorado. Henrique Lopes e Gilmar Soares já decidiram que vão disputar pelo Sintep. Sebastião Carlos e o maestro Fabricio Carvalho falam em se lançar pela Rede. Mas me disseram que Allan Kardec trabalha contra a candidatura de Lúdio Cabral a estadual, na mesma chapa do PT. Que horror!
Os barões do agronegócio poderiam tirar de cena os intermediários e lançarem logo para o teste das urnas o nome do esquivo Erai Maggi, que controla os cordéis, por trás de Zé Pedro Taques e tantos outros.
E precisamos de mulheres como Carol Damasceno, a médica Otília Tenório, a sindicalista Diany Dias, a defensora Rosane Antunes de Barros, a juíza Amini Haddad, a irrequieta Marilia Beatriz, a tucana Paola Reis, a reitora Maria Lucia Cavalli – que até já se lançou. E por que não a publicitária Hegla Oleiniczak, nos seus 24 anos? Seria bom vê-la, além da exibição de pernas e peitos nas redes sociais, peitando, com apoio do Projeto Subiu, a defesa da causa feminista, que anda tão maltratada.
O bom Waldir Caldas mostrou o caminho. Precisamos de renovação ampla, geral e irrestrita – e isso só se faz a partir da coragem de novos e novas candidatas.


Enock Cavalcanti, jornalista e blogueiro, é editor de Cultura do Diário

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