Empregados do Hospital Júlio Muller entram em greve por tempo indeterminado nesta sexta

 

Trabalhadores da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares – EBSERH, lotados no Hospital Universitário Júlio Müller, deliberaram em assembleias realizadas na segunda-feira (18), indicativo de greve por tempo indeterminado. A empresa foi notificada no dia seguinte pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais no Estado de Mato Grosso (Sindsep-MT), que representa a categoria. Após cumprir o prazo regimental de 72 horas, a greve começará efetivamente nesta sexta-feira (22) a partir das 10h, seguindo a deliberação da assembleia nacional da categoria realizada em Brasília. Além de Mato Grosso, outras unidades da Ebserh no país já aderiram à greve nacional do setor (BA, CE, MG, PE, RS, MA) e o Distrito Federal.
Os empregados da empresa rejeitaram a contraproposta do governo para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2016/2017 que vem sendo negociado desde janeiro, principalmente no que se refere ao reajuste proposto de 8% no salário e 9% nos benefícios. O objetivo é por um índice de reajuste de 10,36% no salário e benefícios, acompanhando o IPCA do período março 2015/fev2016 e também melhorias nas cláusulas sociais do ACT. No último dia 9 de julho em Plenária Nacional da Condsef, a maioria dos trabalhadores da Ebserh já havia negado a proposta do governo.
Além da reposição da inflação, com ganho real, os trabalhadores exigem outras reivindicações como o regime de plantão de 12×36 hs de trabalho diurnos; redução de jornada de trabalho para 30 hs; revisão do plano de carreira, cargos e salários e a implantação da previdência complementar. Há também cláusulas do ACT 2015/2016 vigente que não estão sendo cumpridas.
“Infelizmente a greve poderá ser prejudicada pois a Ebserh obteve uma liminar do Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinando que 75% dos trabalhadores celetistas fiquem no local de trabalho e a Condsef está tentando derrubar essa decisão. Caso isso não ocorra, vamos manter as UTI’s funcionando 100% e reduzir nas consultas e parar a internação.” disse Sílvia Maria Senise, que faz parte da Comissão Nacional de Negociação do ACT.
Durante o período da greve haverá outras atividades como palestras e a participação na Semana Interna de Prevenção de Acidentes (SIPAT). Ainda segundo Senise, a direção do hospital foi bem receptiva com o Comando de Greve, que busca um bom entendimento para que a paralisação funcione de forma positiva tanto para os trabalhadores quanto para a empresa e principalmente para a comunidade.
Hoje trabalham no HUJM através da empresa mais de 400 pessoas. Vale ressaltar a luta do Sindsep-MT em defesa dos direitos coletivos dos funcionários da Ebserh e da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que recebeu aval da categoria para encaminhar as desgastantes negociações com o governo federal, inclusive ajuizar dissídio coletivo.

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