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EMANUEL PINHEIRO: Ora, se o Palácio Paiaguás oficializar a desistência do VLT, o povo tem que ser ouvido. Pela extensão e relevância do problema, a palavra final não pode ser exclusividade do governador ou até mesmo de um grupo restrito de técnicos e parlamentares

EMANUEL PINHEIRO PR SECOPA

Se não for VLT, é preciso ouvir o povo
Por Emanuel Pinheiro

“Governar é definir prioridades depois de ouvir o povo”. Esta frase é do ex-governador do Distrito Federal, Joaquim Roriz. E, nós agentes públicos, não temos o costume de ouvir a população. A frase só fará sentido se, na prática, o povo for ouvido.
Em se tratando da continuidade das obras da Copa, o atual momento não é para a busca de aproximações com o governo, mas sim com o povo. Este quer que, se passe a limpo, tudo o que foi feito até agora com as tão sonhadas obras de mobilidade urbana da Copa do Mundo de 2014.
Temos que rediscutir qual a melhor forma de fazer as consultas à população, em minha opinião, envolvendo o povo na definição das prioridades de curto, médio e longo prazos.
Para isso, temos uma espécie de diálogo, o plebiscito ou referendo. Trata-se da forma constitucional de intervenção direta do povo nas decisões de grande relevância.
Devido à declaração do governador Pedro Taques repensando sobre a continuidade das obras do VLT, apresentei o Projeto de Decreto Legislativo, que convoca plebiscito para consultar a população da Região Metropolitana de Cuiabá sobre a implantação do modal de transporte terrestre.
Concordo que essa discussão era para ter sido lá atrás, mas, como não foi, não podemos persistir no erro, após o anúncio oficial do governo da possibilidade de mudança do modal de transporte.
Caso o governo defina oficialmente pela continuidade das obras do VLT, eu retiro imediatamente a minha proposta de consulta popular.
Não teria mais sentido. Afinal, já houve uma consolidação nessa direção em termos de modernidade e eficiência, além de cerca de R$ 1 bilhão de reais já investidos. No senso comum mudar agora seria um retrocesso e uma irresponsabilidade.
Entretanto, é pública e notória a posição do governo sobre a possibilidade real de mudança no modal por uma série de fatores, entre eles, inviabilidade técnica, operacional e financeira, pois ainda é necessário investir em torno de R$ 1 bilhão de reais para continuar as obras.
Ora, se o Palácio Paiaguás oficializar a desistência do VLT, o povo tem que ser ouvido. Pela extensão e relevância do problema a palavra final não pode ser exclusividade do governador ou até mesmo de um grupo restrito de técnicos e parlamentares.
O interesse público transcende a prerrogativa e se impõe. O povo tem que dar a palavra final. A população tem a legitimidade e o poder de decisão sobre aquilo que vai impactar a sua vida sob todos os aspectos.
Se o governo confirmar a mudança no modal, é o momento de chamar o mais importante elo nesta cadeia de interessados, que é a população, para que discuta e decida qual o melhor modelo de transporte público. Vamos ouvir o que a população pensa e entende como o melhor sistema de transporte coletivo.
De nada vale a política se o povo não tiver oportunidade de dizer o que quer. E assim promovo os meus mandatos como deputado estadual até os dias de hoje. Buscando com quem sabe (o povo) para que, como parlamentar, eu possa realmente melhorar a vida das pessoas e contribuir para um Mato Grosso melhor para todos nós.
Precisamos ouvir a voz que vem da rua. Afinal, qual é o medo de ouvir a população? Se não for VLT, é preciso ouvir o povo!

EMANUEL PINHEIRO é deputado estadual pelo Partido da República (PR) em Mato Grosso.

1 Comentário

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  1. - Responder

    Já estamos falidos e este irresponsável vem pregar o plebiscito só para se promover,mais 5 milhões de despesa ,é melhor usar esse dinheiro para recuperar os canteiros centrais de Cuiabá!

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