Em Lucas do Rio Verde, cidadãos e autoridades fazem ato de repúdio à Operação Terra Prometida. Juiz federal Pedro Francisco não atende a pedido de revogação de prisão, apresentado pelo advogado Paulo Taques (que atuara como coordenador jurídico da campanha de Pedro Taques) e “chairman of the board” da Fiagril, o empresário e ex-prefeito Marino José Franz, continua na cadeia da Polinter. Franz foi preso no dia 27 a pedido da procuradora Ludmila Bortoleto, do Ministério Público Federal, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes na concessão de lotes de terras públicas, que deveriam ser destinadas à reforma agrária. De acordo com a Policia Federal, Marino Franz seria o braço político e financeiro da organização criminosa. Negada liberdade também para todos os outros presos

Marino José Franz, ex-prefeito de Lucas do Rio Verde e atual "chairman of the board" da empresa Fiagril

Marino José Franz, ex-prefeito de Lucas do Rio Verde e atual “chairman of the board” da empresa Fiagril

De acordo com a PF, o ex-prefeito seria o braço político e financeiro da organização criminosaTERRA PROMETIDA
Juiz nega liberdade para barão do agronegócio e irmãos de ministro
DO POCONET
O juiz federal Pedro Francisco Silva negou na tarde de hoje os pedidos de revogação de prisão preventiva feitos pelo presidente do Conselho de Administração do grupo Fiagril, Marino José Franz, e também dos produtores rurais Odair e Milton Geller, que é ainda ex-prefeito de Tapurah e secretário-adjunto de Desnvolvimento Rural e Agricultura. Outros detidos na “Operação Terra Prometida”, desencadeada na quinta-feira pela Polícia Federal para combater fraudes em assentamentos rurais de Mato Grosso, também tiveram decisões semelhantes.
Ao todo, o juiz federal de Diamantino, Fábio Henrique Fiorenza, emitiu 227 mandados de prisão, busca e apreensão, além de condução coercitiva. O grupo criminoso é acusado de promover fraudes com respaldo de servidores de prefeituras e Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) na ordem de R$ 1 bilhão.Marino Franz, de acordo com investigação da Polícia Federal, seria um dos líderes do esquema. Já Odair e Milton Geller, que são irmãos do ministro da Agricultura, Neri Geller, são suspeitos de utilizarem “laranjas” para conquistar áreas produtivas que deveriam ser destinadas para assentados em programas de reforma agrária no Norte do Estado.Outros presos na operação adotaram estratégia diferente na busca da liberdade. Eles solicitaram habeas corpus junto ao Tribunal Regional Federal, mas o desembargador Cândido Ribeiro ainda não decidiu em relação aos pedidos.
OPERAÇÃO TERRA PROMETIDA
A Polícia Federal de Mato Grosso deflagrou a “Operação Terra Prometida”. Foram decretados 52 mandados de prisão preventiva, 146 mandados de busca e apreensão e 29 de medidas proibitivas, nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Nova Mutum, Diamantino, Lucas do Rio Verde, Itanhangá, Ipiranga do Norte, Sorriso, Tapurah e Campo Verde. Com o objetivo de se obter a reconcentração fundiária de terras da União destinadas à reforma agrária, fazendeiros, empresários e grupos do agronegócio fazem uso de sua influência e poder econômico para aliciar, coagir e ameaçar parceleiros ambicionando seus lotes de 100 hectares, cada um avaliado em cerca de R$ 1 milhão. Com 1.149 lotes no assentamento, as fraudes chegam a R$ 1 bilhão.Com ações ardilosas, uso da força física e até de armas, compravam a baixo preço ou invadiam e esbulhavam a posse destas áreas. Em seguida, com o auxílio de servidores corrompidos do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), integrantes de entidades de classe, servidores de Câmaras de Vereadores e de Prefeituras Municipais buscavam regularizar a situação do lote. Para a manutenção do comércio ilegal e reconcentração de terras da reforma agrária, no decorrer dos últimos 10 anos a organização criminosa fez uso de documentos falsos, ações de vistoria simuladas, termos de desistência fraudados e dados inverídicos incluídos no Sistema de Informações de Projetos de Reforma Agrária (SIPRA/INCRA), propiciando que grandes latifundiários, grupos de agronegócio e até empresas multinacionais ocupassem ilicitamente terras da União destinadas à reforma agrária.Ao longo da investigação, outros políticos também foram citados. O próprio ministro Neri Geller é apontado como investigado.Os prefeitos de Itanhangá, João “Cabeça Branca” (PSD); Ipiranga do Norte, Pedro Ferronato (PTB); e os deputados estaduais Dilmar dal Bosco (DEM) e José Riva (PSD) também tiveram os nomes citados no processo. Com a prerrogativa de foro privilegiado do ministro, os políticos serão investigados pelo Supremo Tribunal Federal.
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JUDICIÁRIO / OPERAÇÃO TERRA PROMETIDA

Justiça nega revogação e sócio da Fiagril segue preso

Franz foi preso no último dia 27 pela Polícia Federal, durante a deflagração da Operação Terra Prometi

DO MATO GROSSO NOTICIAS

O ex-prefeito de Lucas do Rio Verde e um dos principais sócios da Fiagril, Marino Franz (PSDB) segue detido no Centro de Custódia de Cuiabá (antiga Polinter), no bairro Carumbé, após a Justiça Federal negar o pedido de revogação da prisão interposto pelo advogado Paulo Taques.
Franz foi preso no último dia 27 pela Polícia Federal, durante a deflagração da Operação Terra Prometida, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes na concessão de lotes de terras públicas, que deveriam ser destinadas à reforma agrária.
De acordo com a PF, o ex-prefeito seria o braço político e financeiro da organização criminosa. Ele usava do poderio econômico e político para supostamente corromper pessoas da prefeitura, Câmara e Incra, com intuito de conseguir regularizar lote.
Operação Terra Prometida

 

Realizada simultaneamente em dez cidades de Mato Grosso e nos estados do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul, a operação contou com a participação de 222 policiais federais e foi resultado de quatro anos de investigações.

Nesse período, a PF diz ter encontrado indícios de que, servindo-se do poder econômico e político de que dispõem, fazendeiros e empresários adquiriam irregularmente, por preços baixos, ou simplesmente invadiam terras da União destinadas à reforma agrária, chegando a coagir e ameaçar os reais beneficiários para que vendessem ou abandonassem suas áreas. Com isso, promoviam uma “verdadeira reconcentração fundiária” de terras da União.
A estimativa é que cerca de mil lotes tenham sido negociados de forma criminosa pelo grupo, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

Segundo a PF, durante muito tempo, um desses lotes foi ocupado pela multinacional do setor de alimentos Bünge, que então o vendeu ao grupo Fiagril, um dos alvos da Operação Terra Prometida (nome alusivo à passagem bíblica em que Deus promete terras ao povo). Entre os principais sócios da Fiagril está o ex-prefeito.

Ainda entre os presos estão Odair Geller e Milton GelIer, irmão os ministro da Agricultura Neri Geller, que também foi citado no esquema.

 

Lideranças fazem manifesto agora em Lucas contra prisões da operação Terra Prometida

01/12/2014 – 14:04
Fonte: Redação Só Notícias

Centenas de moradores, empresários e agricultores de Lucas do Rio Verde, Tapurah, Itanhangá, Nova Mutum e outros municípios da região estão concentrados, neste momento, na Câmara de Lucas. Eles assinaram uma moção de repúdio pela forma como foi conduzida a operação “Terra Prometida”, da Polícia Federal, na semana passada. Várias caravanas destes outros municípios já chegaram e a previsão é que mais pessoas se concentrem no local. Até o momento, não há informação se os manifestantes farão algum tipo de caminhada pelo centro de Lucas do Rio Verde ou qualquer outra medida.

Eles penduraram faixas e cartazes na frente da câmara – “Somos trabalhadores e não bandidos”; “A população acredita no caráter dos produtores”; “Itanhangá – Não somos bandidos, somos trabalhadores”, entre outras. Eles estão expondo que não são contrários a investigação das denúncias mas alegam que “há pessoas inocentes: entre os que foram presos.

O vice-governador eleito, Carlos Favaro (que é de Lucas), os deputados Dilmar Dal Bosco e Ezequiel Fonseca participam do ato público.

O último boletim da Polícia Federal, divulgado na sexta-feira (28), aponta que 33 pessoas foram presas entre políticos, fazendeiros e servidores públicos pela comercialização de áreas da reforma agrária na região de Itanhangá (350 quilômetros de Cuiabá).

O prejuízo aos cofres públicos pode alcançar R$ 1 bilhão. O governo deu terras para assentados que acabaram vendendo-as para fazendeiros e empresários. A investigação apurou eles procuravam obter uma verdadeira “reconcentração fundiária” de terras da União que haviam sido destinadas à reforma agrária. Com ações ardilosas, uso da força física e até de armas, compravam a baixo preço ou invadiam essas áreas.

Entre os que foram presos estão os irmãos Odacir e Milton Geller, que foram encaminhados ao Centro de Custódia de Cuiabá, no bairro Carumbé. Odacir reside em Lucas do Rio Verde e Milton (que foi prefeito de Tapurah), em Nova Mutum. O advogado deles Edy Piccini negou o envolvimento nas irregularidades e expôs que a empregada de Odair é a real exploradora da área. “Ela tem raízes no município e tem o terreno lá”, declarou à Agência Estado, acrescentando que a as denúncias contra ambos tinha como objetivo “atingir o ministro”. O ex-prefeito de Lucas, Marino Franz, também acabou preso. Em nota, a empresa que ele comanda, a Fiagril, negou com veemência as acusações. A Polícia Federal informou que o ministro Neri Geller não foi investigado na operação “Terra Prometida”.

O deputado Dilmar teve nome mencionado na ação e negou que tivesse qualquer ligações com compra de terras destinadas a assentados da reforma agrária.

(Atualização 15:55: fotos: divulgação e Só Notícias)

 

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JUDICIÁRIO / TERRA PROMETIDA

TRF nega HC para acusados de esquema em fraude agrária

Na lista de detidos que tiveram as prisões mantidas pelo TRF estão os produtores rurais Natal Deliberalli e Rui Schenkel (PR), vice-prefeito da cidade de Itanhangá.

DO FOLHAMAX

O presidente do Tribunal Regional Federal (TRF), desembargador Cândido Ribeiro, negou na noite deste domingo (30) dez pedidos de habeas corpus solicitados por presos durante a Operação Terra Prometida.

A Polícia Federal cumpre desde a última quinta-feira 227 mandados de prisão, condução coercitiva e busca e apreensão no combate a um esquema de grilagem de terras na região Norte de Mato Grosso, em áreas destinadas para assentados.

Na lista de detidos que tiveram as prisões mantidas pelo TRF estão os produtores rurais Natal Deliberalli e Rui Schenkel (PR), vice-prefeito da cidade de Itanhangá.

Eles são apontados como líderes do esquema que pode ter provocado um rombo de R$ 1 bilhão na legalização de áreas produtivas com participação de servidores do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

Natal é dono de duas fazendas, uma com 6 mil e outra com 12 mil hectares, tendo aproximadamente 30 lotes do assentamento. Conhecido como Rui Cerradão, o vice-prefeito, além de ocupar lotes no assentamento, ele é acusado pela Polícia Federal de sua influência na prefeitura e com outros políticos de Mato Grosso, agindo como braço da organização.

Ontem, o juiz federal Pedro Francisco Silva também havia negado vários pedidos de revogação de prisões temporárias.

Ele manteve a detenção do ex-prefeito de Lucas do Rio Verde e diretor do Conselho Administrativo da Fiagril, Marino Franz (PSDB), e também dos produtores rurais Milton e Odair Geller, que são irmãos do ministro da Agricultura, Neri Geller (PMDB).

A decisão

Em sua decisão, o ministro Cândido Ribeiro considerou que os argumentos apresentados pelos advogados dos presos são sólidos diante da desnecessidade de manter a preventiva. No entanto, ele explicou que decidiu manter a medida para que seja definido um novo relator aos pedidos.

“A decisão impugnada não se expõe com clareza quais os fatos concretos levados a efeito pelos investigados para caracterização da medida cautelar. O fato é que a investigação conduzida pelo âmbito da jurisdição de Diamantino demonstra a possível ocorrência da prática de diversos delitos”, diz o despacho obtido com exclusividade pelo FolhaMax.

Cândido Ribeiro ainda cita o fato do processo ter sido remetido também ao Supremo Tribunal Federal diante da suspeita da participação de políticos com foro privielgiado no esquema. Ele ainda pediu informações ao juiz federal de Diamatino, Fábio Henrique Fiorenza, que terá um prazo de 48 horas.

7 Comentários

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  1. - IP 189.59.40.196 - Responder

    Mas quá… onde já se viu fazer protesto em favor de pessoas acusadas de graves delitos que trouxeram imensos prejuízos ao patrimônio público e a muitos cidadãos trabalhadores! Será que delito cometido por ricos e brancos deve ter a condescendência da justiça? O juiz esta corretíssimo em denegar habeas corpus para esses ricaços, pois as acusações que pesam contra estes são graves e foram frutos de uma investigação bem apurada da PF. Temos que pensar nas péssimas consequências sociais e sobretudo ambientais que poderemos sofrer num futuro muito próximo, caso seja permitido que esses atores continuem agindo desse modo

    • - IP 177.41.87.211 - Responder

      Mas quá … onde já se viu fazer protesto em favor de pessoas acusadas de graves delitos???

      Eu já vi. Os petralhas não se cansam de protestar em favor dos bandidos mensaleiros condenados.

  2. - IP 177.203.40.189 - Responder

    Esse país com mentalidade de colonizado é mesmo uma piada pronta. O povo vive reclamando nos botequins que aqui “rico não vai preso” ; aí quando a PF e a justiça agem ,prendendo essa gente que corrompe , grila terras; e comete um sem número de delitos , vem uns e outros pedir e gritar pelos mesmo corruptos de quem tanto falam que a mão da justiça nao os alcança.
    É mesmo um caso a ser estudado, esse comportamento.

  3. - IP 177.132.247.103 - Responder

    A maioria do povo que veio do sul, tem a missão de devastar a natureza,grilar terras,fazer empréstimo no BB e não pagar,e tomar, como fizeram, o Governo de assalto.Se intitulam produtores de alimentos,porém quem come soja todos os dias?Só os porcos chineses.Destroem as estradas com os excessos de peso das carretas ,recebem incentivos fiscais,sonegam, enfim, mandam nesta merda que era a maior biodiversidade do mundo, o cerrado de MT,destruiram tudo,não sobrou nem passarinho,é tudo soja,milho e algodão.,O povo e as gerações futuras, não tem valor para esses paus-rodados.Odeiam os índios e as reservas de terras que pertencem aos mesmos.Tudo fazem e farão para dizimarem as populações indígenas,a fim de grilarem suas reservas.Já fazem isso arrendando parte dessas reservas.Logo logo tudo será só deserto envenenado por décadas de aplicações de defensivos.Só nos restara chorar,e aí será tarde!

    • - IP 201.67.62.206 - Responder

      MAndou bem Osmir!! Não generalizando, mais é por aí…Essa frente fria com vieram com aquele chequim do Bamerindus…

  4. - IP 179.253.24.218 - Responder

    Lucas do Rio Verde, Tapurah, Itanhangá, Nova Mutum e outros municípios da região insultam a todos nós ao defenderem bandidos!

  5. - IP 177.203.40.189 - Responder

    Os que defendem os ladroes da roubalheira na ptbrás e defendem os mensaleiros ; insultam a todos nós , pois tambem defendem bandidos!

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